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Como foi 2025 e o que esperar de 2026 no campo político – Brasil e Santa Catarina

Depois de alguns dias afastado (parcialmente) das telas e dos noticiários, logo no início de janeiro vou retomando as atividades jornalísticas e me inteirando das movimentações políticas. Janeiro tem sido bastante movimentado ao longo dos últimos anos.

O dia 8 de janeiro de 2023 foi marcado pela invasão do bolsonarismo às sedes dos Poderes, em Brasília. O tema se arrastou pelos últimos três anos e gerou muitas prisões, inclusive do ex-presidente Jair Messias Bolsonaro (PL) e de seu núcleo político-militar.

Agora, em 3 de janeiro de 2026, o planeta assistiu, estupefato, à captura do presidente Nicolás Maduro, em solo venezuelano, pelos Estados Unidos, por ordem do presidente Donald Trump. O episódio pode ser considerado uma agressão, assim como a invasão da Ucrânia, em 24 de fevereiro de 2022, por ordem de Vladimir Putin, presidente da Rússia, numa guerra que vai completar quatro anos.

 

O que ficou de 2025 no campo da política no Brasil?

O principal fato político foi a condenação e a ordem de prisão do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), o que gerou desdobramentos no campo da direita e do centro-direita, que buscam candidatos capazes de ocupar o vácuo deixado após duas eleições seguidas (2018 e 2022), ambas decididas em segundo turno. Bolsonaro venceu Fernando Haddad (PT) nos dois turnos de 2018 e perdeu para Lula nos dois turnos de 2022.

Depois que Michelle Bolsonaro (PL) começou a “botar as asinhas de fora”, o filho 01, Flávio Bolsonaro (PL), tratou de arrancar a indicação do pai, Jair, para que ele próprio seja o candidato à Presidência em 2026. Os números das pesquisas mostraram rapidamente que Flávio consegue transferir o capital político da família.

Com isso, o governador de São Paulo, Tarcísio Gomes de Freitas (Republicanos), segue como pré-candidato à reeleição no estado, antes dominado pelo PSDB, partido que hoje respira por aparelhos após uma série de decisões políticas equivocadas.

A Federação Progressista União Progressista (União Brasil–PP) decidiu desembarcar do governo Lula (PT), que tenta a reeleição — embora os ministros dessas siglas queiram permanecer. Devem apoiar o projeto de Flávio ou outra alternativa do campo da direita.

O MDB, por sua vez, sob a presidência de Luiz Felipe Baleia Tenuto Rossi, o Baleia Rossi (SP), segue jogando com um pé em cada canoa. Mantém Simone Tebet (MDB/MT) como nome para algum projeto junto ao PT de Lula, mas pode, de fato, definir apoio a um projeto do campo da direita.

Governadores em segundo mandato, como Ronaldo Caiado (União Brasil/GO), Ratinho Júnior (PSD/PR), Romeu Zema (Novo/MG) e Eduardo Leite (PSD/RS), demonstraram intenção de concorrer na chapa majoritária. Destes, Ratinho Júnior é o mais provável vice de Flávio, caso não sustente candidatura própria à Presidência. Caiado, Eduardo Leite e Zema estão mais próximos de buscar uma vaga ao Senado.

 

O que ficou de 2025 no campo da política de Santa Catarina?

O ano pré-eleitoral marcou a liderança do governador Jorginho Mello (PL) nas pesquisas de intenção de voto na disputa pela reeleição, mas com a perseguição a meia distância do prefeito de Chapecó, João Rodrigues (PSD), que em março renuncia ao cargo para concorrer ao governo do Estado.

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2025 terminou com a treta entre o governador Jorginho e a deputada federal Caroline de Toni (PL), que se aproxima do Partido Novo para buscar uma cadeira no Senado, depois que as duas vagas em disputa ficaram mais próximas de Carlos Bolsonaro (PL) e Esperidião Amin (PP).

Esse cenário trouxe à esquerda a expectativa de lançar Décio Lima (PT) ao Senado e abrir espaço para o PSB e possíveis aliados na composição ao governo do Estado. Foram citados nomes como Dário Berger, Paulo Bauer e Gelson Merísio para essa construção.

No cenário para a Câmara Federal, aparecem os nomes de Zé Milton (PP), Júlio Garcia (PSD), Geovania de Sá (PSDB — em direção ao Republicanos), Ricardo Guidi (PL), Daniel Freitas (PL) e Júlia Zanatta (PL).

Para a Alesc, pela Amesc, devem disputar Tiago Zilli (MDB), Samuca (União), Ulisses Gabriel (sem partido), Lale Rocha (PT) e Evandro Scaini (PP), além de outros nomes do Novo e do Podemos.

 

Fugitivos ou exilados políticos?

Depois da fuga da deputada — que renunciou ao cargo — Carla Zambelli (PL/SP), atualmente presa na Itália; do autoexílio nos Estados Unidos do filho 03, Eduardo Bolsonaro (PL/SP), que perdeu o mandato de deputado federal; da fuga do deputado federal Alexandre Ramagem (PL/RJ) para os Estados Unidos; foi a vez de Silvinei Vasquez ser preso no Paraguai, com destino a El Salvador, e de Filipe Martins ser preso por descumprimento de medidas cautelares.

Como o país é livre e não uma ditadura, o filho 02, Carlos Bolsonaro (PL/RJ), deixou a Câmara de Vereadores do Rio de Janeiro e mudou seu domicílio eleitoral para Santa Catarina, onde deve concorrer a uma vaga ao Senado Federal.

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