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Câmara de Maracajá debate demandas do município e cobra atenção do Executivo às propostas dos vereadores
A Câmara de Vereadores de Maracajá realizou, nesta terça-feira (18), a 27ª Sessão Ordinária do 2º Período de 2026, com a análise de pedidos de informação e indicações voltadas a diferentes áreas da administração pública municipal.
Durante o Grande Expediente, os vereadores apreciaram dois pedidos de informação. O vereador Welliton Júnior de Farias solicitou informações sobre o planejamento de reformas e melhorias acústicas no imóvel onde está instalado o novo Paço Municipal.
Já o vereador Alacide Luiz Rocha (MDB) apresentou pedido de informações sobre cobranças, inscrições em dívida ativa, protestos e execuções relacionadas aos serviços de hora-máquina prestados pelo município entre 2023 e 2026.
Também foram apresentadas três indicações.
A presidente da Câmara, Gisele da Silva Garcia Dal Pont (PL), sugeriu que o Poder Executivo adote as medidas necessárias para adquirir e doar ao Estado de Santa Catarina uma viatura com tração 4×4 para uso exclusivo da Polícia Militar em Maracajá.
O vereador Alacide Luiz Rocha indicou a instalação de sistemas de geração de energia solar fotovoltaica em todas as unidades escolares da Rede Municipal de Ensino, buscando ampliar o uso de energia renovável e contribuir para a redução dos custos de eletricidade.
Já a vereadora Gislaine de Bem Rocha solicitou a manutenção e conservação do trecho não pavimentado da Rua Antônio Manoel da Rocha, localizado após o término do asfalto, em frente ao Centro de Triagem, no bairro Espigão Grande.
No Pequeno Expediente, foi realizada ainda a leitura, discussão e votação da ata da 26ª Sessão Ordinária, realizada no dia 11 de agosto.
Palavra Livre tem cobranças e debate político
No final da sessão, durante o período da Palavra Livre, os vereadores fizeram manifestações com cobranças ao Poder Executivo e abordaram questões relacionadas à administração municipal e à atuação do Legislativo.
O vereador Welliton Júnior de Farias pediu atenção do Paço Municipal para que seja disponibilizada uma sala para o vice-prefeito Rudi Dassoler (MDB) no novo prédio da Prefeitura. Segundo Welliton, há espaço disponível e o vice-prefeito merece ter um local adequado para desenvolver suas atividades.
“Ele merece, tem espaço e ele trabalha muito”, afirmou o vereador.
Na sequência, o vereador Alacide Luiz Rocha (MDB) trouxe para o debate a relação política entre os partidos que integram a administração municipal. Ele questionou se o prefeito Aníbal Brambila (PSD) considera que a coligação entre PSD e MDB, formada nas eleições de 2024, de fato foi uma boa escolha.
Alacide também criticou a redução para 10% do índice de margem de manobra do orçamento municipal, afirmando que a medida diminui o espaço de atuação do Legislativo.
“Nós só vamos ter valor se não dermos todo o poder para o prefeito”, desabafou.
Em aparte, o vereador Daniel Mendonça (PSD) questionou se o Paço Municipal tem conhecimento das propostas e das boas ideias que chegam ao Executivo por meio das proposições apresentadas pelos vereadores.
A presidente da Câmara, Gisele Garcia Dal Pont (PL), reforçou a cobrança para que o prefeito Aníbal Brambila dê atenção aos anteprojetos e indicações apresentados pelos vereadores.
Segundo Gisele, muitas dessas propostas, ao serem transformadas em leis, podem se tornar políticas públicas permanentes e beneficiar diretamente a população de Maracajá.
“Daqui a dois anos muda de governo, mas as políticas aplicadas se mantêm”, afirmou a presidente.
As manifestações encerraram a sessão com uma série de cobranças ao Executivo e reforçaram o debate sobre o papel do Legislativo na apresentação de propostas, fiscalização e construção de políticas públicas para o município.


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