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Segurança Digital em pauta: policial civil alerta para o golpe da falsa licitação e fraudes com o nome do TSE

Em participação no Post Notícias, Robson Silva detalha como criminosos miram empresas e eleitores através de links maliciosos e centrais telefônicas falsas.

O estúdio da Post TV recebeu no programa Post Notícias desta terça-feira (02/06) o policial civil Robson Silva especialista do quadro semanal de Segurança Digital. Em entrevista conduzida pela apresentadora Natália, o investigador revelou táticas recentes utilizadas por organizações criminosas no ambiente virtual e trouxe orientações práticas para impedir que empresas e cidadãos se tornem vítimas de fraudes financeiras e roubo de dados.

O Golpe da Falsa Licitação (Foco em Empresas): Originado inicialmente na região de Belo Horizonte (MG), esta modalidade criminosa começou a se espalhar rapidamente por todo o país. Os golpistas utilizam dados públicos ou vazados na internet para mapear empresas que costumam participar de certames públicos. Eles enviam e-mails com falsas convocações oficiais para cotações ou novos editais de grandes valores (na casa dos milhões).

A Armadilha das Taxas de Participação: Ao clicar nos links contidos nas mensagens, as vítimas (frequentemente secretárias, atendentes ou os próprios empresários) são direcionadas a páginas falsas. Sob o pretexto de “taxas de inscrição” para concorrer aos contratos milionários, os criminosos emitem boletos de R$ 1.000,00 a R$ 2.000,00. Confiando apenas no teor do e-mail, as companhias efetuam os pagamentos de licitações que sequer existem.

O Perigo do “SAC” Criminoso: O policial fez um alerta severo sobre os telefones de contato fornecidos nesses e-mails fraudulentos. Se o empresário desconfiar do link e resolver ligar para o número indicado no texto para tirar dúvidas, ele será atendido por uma central telefônica montada pelos próprios criminosos (um falso Serviço de Atendimento ao Cliente). Os atendentes golpistas são treinados para simular o protocolo de órgãos públicos e convencer a vítima a autorizar transferências bancárias ou liberar acessos remotos aos computadores das empresas.

Identificação de E-mails Suspeitos: Robson destacou a importância de checar minuciosamente o endereço do remetente. No caso analisado, o e-mail que simulava ser da prefeitura utilizava domínios genéricos de plataformas de e-commerce (como @g.shop.li.email.com ou referências à Shopify), sem nenhuma terminação oficial governamental (como .gov.br).
Fraude da Regularização do Título de Eleitor (TSE): Pegando carona na proximidade das eleições nacionais, os criminosos continuam explorando o nome do Tribunal Superior Eleitoral. Mesmo com os prazos de regularização encerrados, são disparadas mensagens massivas via WhatsApp e e-mail alegando que o cidadão está com pendências no CPF e sujeito a multas pesadas por não ter comparecido ao cartório eleitoral.

Páginas Clones e Captura de Dados: As mensagens contêm botões como “consultar situação” ou “quitar débito”. Os links levam a portais falsos com endereços confusos (ex: portal-brasil.site-tse). Nesses locais, o usuário é induzido a digitar o CPF e dados pessoais, alimentando bancos de dados de fraudadores ou pagando multas fictícias via Pix.

A Regra de Ouro da Autenticação: O especialista lembrou que qualquer serviço legítimo ligado ao Governo Federal ou à Justiça Eleitoral exige obrigatoriamente o login com CPF e senha através do ecossistema unificado do Gov.br ou utiliza o domínio padrão tse.jus.br. Se um site exibir informações de débito direto apenas digitando o CPF, sem solicitar a validação segura da conta Gov.br, trata-se de um golpe.
Recomendações de Segurança do Especialista

Nunca clique em links diretos: Recebeu uma notificação de licitação ou cobrança eleitoral? Não utilize os links do e-mail ou do WhatsApp. Abra o navegador e digite o site oficial do órgão por conta própria;
Busque contatos de canais públicos: Se precisar ligar para confirmar uma informação, busque o telefone na página oficial da prefeitura ou do tribunal diretamente no Google ou em plataformas de checagem confiáveis;

Crie uma cultura de desconfiança: No ambiente digital, o hábito de automatizar cliques e confiar em mensagens urgentes é o maior aliado do criminoso. Desconfie sempre de pressões psicológicas envolvendo multas ou prazos fatais.
Para acompanhar mais orientações e dicas práticas de proteção contra crimes cibernéticos, o policial civil disponibilizou seu perfil técnico no Instagram através do endereço @robsonsilva.cyber.

Entrevista completa no link: https://youtube.com/live/D9V7RpGVU0M?feature=share

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