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FAMA adia evento do Dia do Meio Ambiente e projeta ação no Dino Parque em Araranguá

Em entrevista ao Post Notícias, o superintendente Maureci Rodrigues explicou o novo cronograma ecológico e apresentou dados sobre arborização e despoluição do rio local.

O superintendente da FAMA (Fundação Ambiental Municipal de Araranguá), Maureci Rodrigues, participou do programa Post Notícias na Post TV para detalhar as mudanças nas ações da Semana do Meio Ambiente e apresentar um balanço das metas ecológicas do município.

Adiamento do evento oficial: Inicialmente marcado para o Dia Mundial do Meio Ambiente (5 de junho), o evento no Parque Belinzoni foi adiado devido ao decreto municipal de ponto facultativo pelo feriado de Corpus Christi. A decisão evitou o esvaziamento do público decorrente do feriado prolongado.

Fusão com o Dino Parque: As atividades ambientais serão unificadas com a inauguração oficial do Parque dos Dinossauros (Dino Parque), prevista para ocorrer entre os dias 12 e 18 de junho. A programação integrada terá estandes da UFSC e UNESC, recreação do SAMAI e do Lions Club, além da distribuição de mais de 500 mudas de árvores.

Plano de Arborização: O município trabalha com a meta de plantar 55 mil mudas de árvores nativas e frutíferas urbanas. A FAMA já distribuiu mais de 20 mil unidades para escolas e associações, e uma nova empresa contratada fornecerá outras 15 mil. O objetivo é transformar Araranguá em um polo de turismo ecológico e combater a erosão.

Resultados do Projeto Arco-Íris: Rodrigues apresentou dados estatísticos que comprovam o avanço na conscientização sobre a limpeza do Rio Araranguá. No primeiro ano do mutirão, foram retiradas 5 toneladas de lixo. Na edição mais recente, realizada em 15 de março, o volume caiu para 1,2 tonelada, apesar do número recorde de voluntários, o que confirma a redução do descarte ilegal.

Estudo de Coleta Seletiva: A prefeitura avalia a viabilidade jurídica de implantar um modelo de coleta seletiva baseado na Cooperativa Única de Cruz Alta (RS). O sistema funciona há 20 anos sem custos de licitação tradicional, gerando renda direta para os catadores associados por meio da venda de recicláveis, cabendo ao município o custeio do grupo gestor.

Esclarecimento sobre a Causa Animal: O superintendente explicou que, após uma reforma administrativa, a gestão de zoonoses e do canil passou para a Secretaria de Saúde. À FAMA cabe apenas fiscalizar denúncias de maus-tratos. Sobre a retirada das casinhas de cães comunitários da praça central, Maureci pontuou que o excesso de eventos e aglomerações humanas no local gerava estresse crônico nos animais, justificando a busca conjunta com protetoras por um espaço mais adequado.

Entrevista completa no link: https://youtube.com/live/D9V7RpGVU0M?feature=share

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