No quadro Segurança Digital desta terça-feira 14/04, o policial civil Robson Silva retornou aos estúdios da…
Pejotização e Blindagem Trabalhista: Os Desafios do Empresário Moderno
No post notícias desta segunda-feira 13/04, recebemos o advogado empresarial e empresário Giovani Duarte Oliveira. Com 25 anos de atuação na área e fundador de um escritório renomado, Giovani trouxe esclarecimentos específicos sobre um tema que gera muitas dúvidas e insegurança jurídica no mercado: a Pejotização.
O Papel do Advogado como Blindagem Estratégica
Giovani explicou que sua missão vai além de resolver processos; trata-se de Blindagem Estratégica.
Prevenção vs. Incêndio: O empresário brasileiro, muitas vezes por falta de cultura de planejamento, foca apenas na atividade técnica e acaba “apagando incêndios” administrativos e jurídicos.
Foco no Resultado: A assessoria jurídica e contábil deve ser vista como investimento para garantir o EBITDA (lucro operacional) e evitar que a empresa dependa da morosidade do Judiciário.
Pejotização: O que é e por que cresce tanto?
O especialista detalhado que a contratação via Pessoa Jurídica (PJ) ganhou força após as mudanças na legislação trabalhista, permitindo a terceirização inclusive da atividade-fim.
Vantagem Financeira: O valor que antes seria gasto em contribuições trabalhistas (que quase dobram o custo de um funcionário CLT) pode ir diretamente para o bolso do contratado.
Carga Tributária: Com uma das maiores cargas tributárias do mundo, empresas e profissionais buscam no modelo PJ e no MEI uma saída legal para reduzir custos e aumentar a renda líquida.
O Risco da “Falsa Pejotização”: Os cinco (5) Elementos do Vínculo
Um dos pontos altos da entrevista foi o alerta sobre o risco de tratar um prestador PJ como se fosse um funcionário CLT. Se a justiça identificar os elementos abaixo, o contrato de PJ é anulado e o vínculo empregatício é reconhecido (Primazia dos Fatos ):
- Pessoalidade: Apenas aquela pessoa específica pode realizar o serviço? (Não pode ser pago).
- Continuidade/Não-eventualidade: O trabalho é regular e constante?
- Onerosidade: Existe pagamento recorrente (especialmente se for feito em conta de pessoa física)?
- Subordinação: O empresário dá ordens diretas, controla horários e exige atestados?
- Autonomia (Falta de): O PJ não tem independência técnica para executar sua tarefa?
“O PJ tem que ter autonomia. Ele deve ser tratado como um prestador de serviço, como a sua contabilidade, e não como um subordinado direto sob as mesmas regras do RH para funcionários CLT.” Giovani Duarte Oliveira
Insegurança Jurídica e o Tema 1389 no STF
Giovani comentou sobre a suspensão de processos que trata de vínculo de emprego em contratos PJ, determinada pelo ministro Gilmar Mendes (Tema 1389).
Impacto: Há um debate forte entre a proteção de direitos trabalhistas e a necessidade de arrecadação do Governo, que perde impostos quando o modelo migra de CLT para PJ.
Conselho aos Líderes: Para evitar passivos, o segredo é o planejamento . Contrate as pessoas certas para os lugares certos e utilize especialistas para estruturar contratos que tenham “começo, meio e fim” bem definidos.
Saiba Mais
Acompanhe o trabalho do Dr. Giovani Duarte Oliveira para mais dicas de proteção empresarial:
Instagram: @giovaniduarteoliveira
Entrevista completa no link: https://youtube.com/live/Wy7JFvzZl6g?feature=share


Comments (0)