Em entrevista exclusiva ao quadro Foco Político, líder do Partido Liberal na Assembleia detalha repasses para…
Segurança escolar, cannabis medicinal e articulações da marca nacional agenda da deputada Paulinha no Extremo Sul
Em entrevista exclusiva ao quadro Post Eleições 2026, o presidente estadual do Podemos detalhou os motivos de sua licença do mandato na Alesc, analisa o atual cenário partidário catarinense e projeta diretrizes de sua pré-candidatura a Brasília.
O estúdio da Post TV recebeu, no programa Post Notícias desta quarta-feira (27/05), a deputada estadual Ana Paula Silva , amplamente conhecido no cenário político como Paulinha (Podemos). Em um debate contínuo pelo jornalista Everaldo, o parlamentar que já exerceu dois mandatos como prefeita de Bombinhas e desponta como uma das principais lideranças femininas do estado abordou temas que vão desde a gestão partidária e os bastidores das nomeadas até discutir profundas sobre saúde pública, segurança escolar e os desafios ideológicos enfrentados por Santa Catarina no cenário nacional.
A licença do mandato e a liderança pelo exemplo
Mesmo com as atividades da Alesc Itinerante (Assembleia Legislativa Itinerante) movimentando o município de Araranguá e toda a região da Amesc nesta semana, Paulinha esclareceu que, formalmente, encontra-se afastada temporariamente de suas funções no parlamento. A deputada abriu mão da cadeira por um período de quatro meses para permitir que o quarto suplente do Podemos, o jovem Rodrigo Fachini, assumisse o exercício do mandato.
Como presidente estadual do Podemos, ela justificou a decisão como um gesto de coerência política:
“Ninguém no parlamento se elege sozinho. Como eu vou cobrar dos nossos pré-candidatos a deputados estaduais e federais que eles abram espaço para os suplentes trabalharem se eu mesma não der o exemplo? A gente lidera pelas atitudes, não pelo discurso”, pontudo.
Cidadania, Protocolo FEL e paz nas escolas
Apesar da licença oficial, Paulinha fez questão de acompanhar as agendas técnicas no Extremo Sul, motivada por uma de suas maiores bandeiras institucionais: a presidência do Comitê Integra (Comitê Integrado para a Cidadania e Paz nas Escolas), um grupo de trabalho que há três anos estuda e desenvolve políticas de enfrentamento à violência e aos ataques em ambientes educacionais no estado.
A deputada lembrou o recente e lamentável episódio de violência registrado em Chapecó e destacou que tragédias maiores foram evitadas graças ao trabalho preventivo de inteligência do CyberGaeco, da Polícia Civil e da Polícia Militar. Na manhã de terça-feira, a comitiva do Comitê esteve reunida na Escola de Educação Básica João Matias, em Araranguá, em um encontro que reuniu cerca de 150 educadores de diversas unidades da região.
Durante a agenda, foi realizada a demonstração do Protocolo FEL, uma simulação prática desenvolvida pelas forças de segurança públicas (Polícia Militar, Polícia Civil, Corpo de Bombeiros e Defesa Civil) para treinar o corpo docente sobre como se comportar e proteger os estudantes em cenários críticos de invasão ou ataque. “Quando solicita no auditório quem se sente preparado para um ataque, nenhum professor extrai a mão. A escola é o lugar mais sagrado da sociedade, e precisamos dar ferramentas reais para que esses profissionais tenham o mínimo de segurança e estabilidade emocional para trabalhar”, defendeu.
O avanço histórico da Cannabis Medicinal em Santa Catarina
Outro ponto alto da entrevista foi a celebrar a aprovação e sanção da lei estadual que regulamenta a distribuição de medicamentos à base de cannabis medicinal na rede pública de Santa Catarina considerada por Paulinha a legislação mais avançada do país sobre o tema.
A questão parlamentar de separar o debate científico fez a pauta sobre a descriminalização ou liberalização da maconha, enfatizando que o tratamento atua diretamente no sistema endocanabinoide (descoberto na década de 1990 em Israel) e revoluciona a qualidade de vida de pacientes que sofrem com dores crônicas, fibromialgia, Alzheimer, Parkinson e insônia grave.
Paulinha elogiou a maturidade do parlamento catarinense, que superou barreiras ideológicas após três anos de intensas discussões:
“Conseguimos 38 votos designados dos 40 deputados. Thiago, inclusive, parecer favorável na Comissão de Finanças relatado pelo deputado Jesse Lopes, que é um dos perfis mais conservadores da Casa. Isso mostra que quando a causa é nobre e embasada na ciência, o diálogo vence o grito”, afirmou.
Em Araranguá, uma deputada dedicou duas horas de sua agenda para conversar e realizar uma roda de terapia emocional com o grupo de apoio aos fibromiálgicos coordenado pela liderança local Maivos , intermediada por sua amiga, a delegada Eliane.
Autonomia partidária no Podemos e pautas para Brasília
Projetando as articulações rumo ao próximo pleito, Paulinha elogiou a condução da presidente nacional do Podemos, a deputada federal Renata Abreu, destacando que a executiva nacional garantiu autonomia plena para o diretório catarinense traçar seus acordos regionais, sem a obrigação de se vincular compulsoriamente a palanques específicos como os de Jorginho Mello, Gelson Merisio ou João Rodrigues.
A meta estabelecida pelo partido em Santa Catarina é consolidar uma nomeação competitiva batizada por ela de “os improváveis” com potencial para eleger quatro deputados estaduais e garantir duas cadeiras na Câmara dos Deputados em Brasília. Na última eleição, um deputado reconheceu que houve uma retração em sua votação no Sul do estado devido ao seu envolvimento direto na coordenação da campanha majoritária do ex-governador Carlos Moisés, mas garantiu que reestruturou um forte grupo de apoiadores na Amesc para o novo ciclo.
Caso conquiste uma vaga no Congresso Nacional, Paulinha elencou as principais pautas que pretende capitanear na capital federal:
Regulamentação Nacional da Cannabis Medicinal: Unificar e consolidar a legislação para o financiamento público do tratamento em todo o SUS;
Lei das 39 Semanas: Combater a violência obstétrica e garantir que gestantes usuárias do SUS tenham assistência humanizada no parto, evitando partos normais forçados e prolongados que gerem sequelas neurológicas permanentes nos recém-nascidos e depressão pós-parto nas mães;
Endurecimento do Direito Penal: Revisar o Pacto Federativo para permitir avanços na legislação criminal, defendendo a punibilidade rigorosa e o fim de benefícios como a visita íntima para crimes condenados por pedofilia, estupro e abusos infantis.
Combate ao preconceito contra Santa Catarina
Ao encerrar sua participação, Paulinha lamentou a excessiva “lacração” e a radicalização ideológica que tomou conta de parte da representação política brasileira nas redes sociais. Ela alertou para o crescimento de um sentimento de preconceito e resistência contra os cidadãos catarinenses em Brasília, alimentado por declarações preconceituosas isoladas de parlamentares e influenciadores do estado.
“É inaceitável que o nosso estado, que é trabalhador e espetacular, seja rotulado lá fora de forma pejorativa por conta de discursos rasos e intolerantes. Santa Catarina é muito maior do que qualquer extremismo.
Entrevista completa no link: https://youtube.com/live/2cj2PDJc_7I?feature=share


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