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Violência sexual infantil na internet acende alerta: “proteção começa no diálogo”, reforça TJSC

O avanço da tecnologia trouxe praticidade e conexão, mas também ampliou os riscos para crianças e adolescentes no ambiente virtual. O alerta foi reforçado pela desembargadora Cláudia Lambert de Faria, responsável pela Coordenadoria Estadual da Infância e Juventude (CEIJ) do Tribunal de Justiça de Santa Catarina, durante o Maio Laranja, campanha nacional de combate ao abuso e à exploração sexual infantil.

Segundo a magistrada, a violência sexual contra crianças e adolescentes pode começar de forma silenciosa, através de curtidas, conversas aparentemente inocentes, jogos online e redes sociais.           

“A proteção no ambiente virtual precisa fazer parte das conversas dentro de casa, das escolas e também das instituições”, destacou.

Dados do estudo Disrupting Harm in Brazil, realizado pelo UNICEF e divulgados neste ano, revelam que uma em cada cinco crianças e adolescentes brasileiros entre 12 e 17 anos foi vítima de violência sexual facilitada pela tecnologia no último ano. O levantamento aponta que cerca de 3 milhões de jovens sofreram algum tipo de abuso ou exploração sexual no ambiente digital.

A desembargadora ressalta que o diálogo e a confiança entre famílias e crianças são fundamentais para prevenir situações de violência. Muitas vítimas permanecem em silêncio por medo, vergonha ou pressão psicológica dos agressores.

Além disso, mudanças bruscas de comportamento, isolamento, alterações no sono, queda no rendimento escolar, agressividade ou timidez repentina podem ser sinais de alerta para pais e responsáveis.

Outro avanço destacado foi a criação do ECA Digital, versão atualizada e online do Estatuto da Criança e do Adolescente, que reúne conteúdos educativos, informações sobre direitos, segurança digital e canais de denúncia.

A orientação em casos de suspeita é acolher, ouvir e acreditar na criança ou adolescente, evitando julgamentos. Denúncias podem ser realizadas de forma anônima pelo Disque 100.

Para a coordenadora da CEIJ, a proteção digital é uma responsabilidade coletiva.

“A proteção começa no vínculo, no diálogo e na presença. Muitas vezes, uma conversa atenta e um ambiente seguro fazem toda a diferença”, concluiu.

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