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Câmara de Araranguá recebe apresentação do Sistema Socioeducativo da Regional Sul

A Câmara de Vereadores de Araranguá recebeu, durante a 17ª sessão ordinária realizada nesta quarta-feira (15), a apresentação do Sistema Socioeducativo de Santa Catarina, com foco nas ações desenvolvidas na Regional Sul. A participação atendeu ao Requerimento nº 039/2026, de autoria do vice-presidente Juliandro Jacques.

A explanação foi conduzida pelo superintendente regional sul do DEASE, Paulo Eduardo Adames, pelo diretor da Unidade de Internação (CASE) de Criciúma, Pedro Nunes dos Santos, e pelo coordenador do Grupo de Operações com Cães (GOC), Marcelo Antonio Anzolin.

Durante a apresentação, Adames destacou que o sistema atende adolescentes entre 12 e 18 anos, podendo, em casos excepcionais, se estender até os 21 anos. O trabalho é desenvolvido pelo Departamento de Administração Socioeducativa, vinculado à Secretaria de Justiça e Reintegração Social, com base no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA). Atualmente, o estado conta com 20 unidades e cinco grupos especializados.

Na Regional Sul, que abrange municípios de Passo de Torres até Imbituba, há três unidades em funcionamento: uma de internação provisória em Tubarão, uma casa de semiliberdade e o Centro de Atendimento Socioeducativo Regional (CASE) em Criciúma. A estrutura conta com cerca de 150 agentes e aproximadamente 50 servidores administrativos e técnicos, incluindo profissionais de serviço social, psicologia e pedagogia.

Segundo Adames, a internação provisória pode durar até 45 dias, período em que o Judiciário define a medida socioeducativa. Já nos casos de internação definitiva ou semiliberdade, o tempo de permanência varia de seis meses a três anos, com avaliações periódicas a cada seis meses.

O diretor Pedro Nunes dos Santos detalhou o funcionamento do CASE de Criciúma, ressaltando o equilíbrio entre segurança e ressocialização. A unidade possui monitoramento 24 horas, protocolos rigorosos e atendimento individualizado, além de oferecer atividades educacionais, oficinas e cursos profissionalizantes para promover a reintegração social dos adolescentes.

Encerrando a apresentação, Marcelo Anzolin explicou a atuação do Grupo de Operações com Cães (GOC), responsável por ações de detecção de drogas, armas e objetos ilícitos, além de operações de busca, recaptura e apoio a outras forças de segurança. O grupamento utiliza cães da raça Pastor-belga, como o cão Thor, que participou da demonstração. Segundo o coordenador, o trabalho também possui caráter preventivo, contribuindo para a segurança das unidades e auxiliando no processo socioeducativo.

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