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Resgate Histórico: Professor Daniel Bronstrup detalha os 146 anos de Araranguá e projeta o futuro

Em uma edição especial do Post Notícias nesta quinta-feira 02/04, transmitida diretamente dos estúdios no Calçadão, o programa celebrou o aniversário de emancipação político-administrativa de Araranguá. Para contar as riquezas e curiosidades dessa trajetória de 146 anos, o apresentador Everaldo recebeu o professor de história e doutorando pela PUC-RS, Daniel Bronstrup.

O historiador propôs uma análise fascinante da evolução da “Cidade das Avenidas”, traçando um paralelo entre o desenvolvimento do município e a evolução dos meios de transporte e caminhos abertos na região.

Os Primórdios: Do Caminho dos Conventos à Freguesia
Muito antes da emancipação em 1880, a região já era rota de passagem e desenvolvimento:

Século XVIII (1728): A coroa portuguesa decide abrir o chamado Caminho dos Conventos para descer a serra (próximo à atual Serra da Rocinha) e ligar os campos de gado do Rio Grande do Sul ao litoral, seguindo em direção a Curitiba e São Paulo.

Capão da Espera: O trânsito de tropeiros atraiu moradores de Laguna. Eles se fixaram às margens do Rio Araranguá para comercializar e descansar, em um local de mata fechada que ficou conhecido como “Capão da Espera” (onde hoje fica a Praça Hercílio Luz).

1848: É fundada a Freguesia de Nossa Senhora Mãe dos Homens. Na época do Império, política e Igreja Católica caminhavam juntas na administração dos distritos.

A Mistura de Povos e a “Mãe do Extremo Sul”
O professor Daniel destacou que Araranguá possui uma formação populacional rica e muito mais eclética do que o senso comum imagina:

Açorianos e Afrodescendentes: Os primeiros se fixaram mais na faixa litorânea (vindos de Laguna e herdando as tradições das ilhas de Portugal). O historiador também relembrou a forte presença e a importância dos povos escravizados e seus descendentes na construção do município.

Italianos e Alemães: Chegaram no final do século XIX para povoar e trabalhar nas terras do interior.

Araranguá, a Mãe: Cidades grandes e importantes de hoje, como Criciúma (emancipada em 1925), Nova Veneza e Balneário Arroio do Silva, já pertenceram ao território do grande município de Araranguá.

O Trem, a BR-101 e a Litoralização
A evolução urbana da cidade seguiu o ritmo das máquinas:

A Era Ferroviária (1930): A chegada do trem e a inauguração da estação no bairro Barranca mudaram o patamar econômico local. O bairro funcionava como a grande “porta de entrada” da cidade, com hotéis e intenso comércio de farinha de mandioca.

O Boom Rodoviário: Nos anos 1960 e 1970, o transporte sobre trilhos perde espaço. Com a abertura e posterior asfaltamento da BR-101 em 1971, o eixo de desenvolvimento migra para o bairro Cidade Alta.

Migração Gaúcha: A facilidade de acesso pela rodovia e as belezas naturais atraíram (e continuam atraindo) um grande fluxo de turistas e novos moradores vindos do Rio Grande do Sul, consolidando o processo de “litoralização” que o estado de Santa Catarina vive.

Tecnologia a Serviço da MemóriaResgate Histórico: Professor Daniel Bronstrup detalha os 146 anos de Araranguá e projeta o futuro
quinta-feira dia 02/04

Em uma edição especial do Post Notícias, transmitida diretamente dos estúdios no Calçadão, o programa celebrou o aniversário de emancipação político-administrativa de Araranguá. Para contar as riquezas e curiosidades dessa trajetória de 146 anos, o apresentador Everaldo recebeu o professor de história e doutorando pela PUC-RS, Daniel Bronstrup.

O historiador propôs uma análise fascinante da evolução da “Cidade das Avenidas”, traçando um paralelo entre o desenvolvimento do município e a evolução dos meios de transporte e caminhos abertos na região.

Os Primórdios: Do Caminho dos Conventos à Freguesia
Muito antes da emancipação em 1880, a região já era rota de passagem e desenvolvimento:

Século XVIII (1728): A coroa portuguesa decide abrir o chamado Caminho dos Conventos para descer a serra (próximo à atual Serra da Rocinha) e ligar os campos de gado do Rio Grande do Sul ao litoral, seguindo em direção a Curitiba e São Paulo.

Capão da Espera: O trânsito de tropeiros atraiu moradores de Laguna. Eles se fixaram às margens do Rio Araranguá para comercializar e descansar, em um local de mata fechada que ficou conhecido como “Capão da Espera” (onde hoje fica a Praça Hercílio Luz).

1848: É fundada a Freguesia de Nossa Senhora Mãe dos Homens. Na época do Império, política e Igreja Católica caminhavam juntas na administração dos distritos.

A Mistura de Povos e a “Mãe do Extremo Sul”
O professor Daniel destacou que Araranguá possui uma formação populacional rica e muito mais eclética do que o senso comum imagina:

Açorianos e Afrodescendentes: Os primeiros se fixaram mais na faixa litorânea (vindos de Laguna e herdando as tradições das ilhas de Portugal). O historiador também relembrou a forte presença e a importância dos povos escravizados e seus descendentes na construção do município.

Italianos e Alemães: Chegaram no final do século XIX para povoar e trabalhar nas terras do interior.

Araranguá, a Mãe: Cidades grandes e importantes de hoje, como Criciúma (emancipada em 1925), Nova Veneza e Balneário Arroio do Silva, já pertenceram ao território do grande município de Araranguá.

O Trem, a BR-101 e a Litoralização
A evolução urbana da cidade seguiu o ritmo das máquinas:

A Era Ferroviária (1930): A chegada do trem e a inauguração da estação no bairro Barranca mudaram o patamar econômico local. O bairro funcionava como a grande “porta de entrada” da cidade, com hotéis e intenso comércio de farinha de mandioca.

O Boom Rodoviário: Nos anos 1960 e 1970, o transporte sobre trilhos perde espaço. Com a abertura e posterior asfaltamento da BR-101 em 1971, o eixo de desenvolvimento migra para o bairro Cidade Alta.

Migração Gaúcha: A facilidade de acesso pela rodovia e as belezas naturais atraíram (e continuam atraindo) um grande fluxo de turistas e novos moradores vindos do Rio Grande do Sul, consolidando o processo de “litoralização” que o estado de Santa Catarina vive.

Tecnologia a Serviço da Memória

O professor Daniel Bronstrup também compartilhou como tem aproximado a história da comunidade e de seus alunos através das redes sociais. Em seu perfil no Instagram, ele utiliza ferramentas de inteligência artificial para colorir, recuperar sombras e dar vida a fotografias antigas de Araranguá. O projeto tem gerado curiosidade e debates ricos sobre o passado da cidade entre os internautas.@danielbronstrup

Olhando para o Futuro
Ao ser questionado sobre os rumos do crescimento do município, o professor deixou uma reflexão importante:

“Araranguá tem na sua essência a inovação e a perspectiva de futuro. Temos uma joia hoje que são as belezas naturais. O desafio é desenvolver o turismo de forma inteligente, crescendo com preservação.”

Entrevista completa no link:

https://youtube.com/live/l3RxCHXqneM?feature=share

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