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Como a AM se tornou referência nacional em eventos e formaturas

Se fosse preciso definir a trajetória do empresário Antônio João Pereira em uma única palavra, ela seria “visionário”. Conhecido como Tonhão, o empreendedor nascido em Passo do Sertão — atual São João do Sul — construiu, a partir do Sul de Santa Catarina, um dos maiores grupos do país no segmento de formaturas e eventos.

A história empresarial começou de forma modesta, com uma pequena marcenaria que evoluiu para fábrica de móveis. Em outro momento, Tonhão também foi proprietário de banda musical. Mas foi ao identificar um nicho pouco explorado que encontrou o caminho definitivo para o sucesso. Fundada em 2002, a AM Formaturas tornou-se hoje a maior empresa de formaturas do Brasil.

O crescimento do grupo culminou na construção do AM Master Hall, em Criciúma, um dos maiores centros privados de eventos e convenções do país. O espaço tem capacidade para mais de 10 mil pessoas em pé ou 6 mil sentadas, distribuídas em 10.800 metros quadrados de área construída, agora em processo de ampliação com mais 2.600 metros quadrados.

Além da expansão física, a empresa está centralizando suas operações no mesmo complexo, reunindo o setor administrativo ao lado do AM Master Hall, incluindo parte do administrativo e do laboratório fotográfico que funcionava em Araranguá. Toda a estrutura está instalada em uma área de aproximadamente 11,2 hectares, com capacidade para 200 vagas de estacionamento cobertas e cerca de 2.800 descobertas.

O novo prédio administrativo terá três pavimentos e um piso exclusivo para garagens, com conclusão prevista entre os meses de junho e julho. Outro investimento importante anunciado é a aquisição de um sistema exclusivo de gestão administrativo-financeira, desenvolvido especificamente para empresas de formaturas e eventos.

Ao longo dos anos, o AM Master Hall já recebeu grandes eventos e shows nacionais, consolidando-se como referência não apenas no Sul catarinense, mas em todo o estado.

Curiosamente, antes de investir em Criciúma — no bairro universitário, próximo à Unesc e à Satc — Tonhão chegou a cogitar a instalação do empreendimento em Araranguá, durante a gestão do então prefeito Mariano Mazzuco Neto. Sem avanços nas tratativas envolvendo incentivos fiscais e cessão de área, o empresário acabou encontrando total apoio da administração de Criciúma. A decisão se mostrou estratégica e decisiva para que a empresa alcançasse o porte e o reconhecimento atuais.

 

Trajetória associativa e política

Além da atuação empresarial, Tonhão Pereira também teve participação marcante no meio político e associativo de Araranguá. Foi dirigente da Aciva e da CDL, com destaque para sua passagem pela presidência da Associação Comercial nos anos 1980.

Na época, liderou uma mobilização importante em defesa do setor calçadista, que enfrentava entraves relacionados aos créditos de ICMS. O movimento ocorreu durante o governo estadual de Esperidião Amin (PP), no período final do regime militar, quando Araranguá vivia um dos seus melhores momentos econômicos nesse setor. A articulação da Aciva, com apoio da Facisc, foi fundamental para a reversão da situação.

Tonhão também teve forte atuação como dirigente do Progressistas (PP) em Araranguá, mantendo influência no cenário político local por décadas.

Nome volta ao radar político

Em 2026, o nome de Tonhão Pereira volta a circular nos bastidores da política araranguaense. Em 2021, o empresário deixou o PP e filiou-se ao PSD, a convite do vice-prefeito Tano Costa, após ter apoiado a chapa formada por Cesar Cesa (MDB) e Tano Costa (PSD) nas eleições de 2020.

Com Tano impedido de concorrer novamente ao cargo de vice-prefeito por estar em segundo mandato, lideranças políticas — inclusive do próprio PP — passaram a citar o nome de Tonhão como uma possível opção para compor chapa majoritária. Houve, inclusive, sondagens para uma eventual candidatura a prefeito, hipótese descartada pelo empresário.

Aos 84 anos, Tonhão segue ativo nos negócios, com a mesma energia que marcou sua trajetória, mas reconhece não ter disponibilidade para assumir uma candidatura ao Executivo. Questionado sobre a possibilidade de disputar uma vaga de vice-prefeito em 2028, não descartou a ideia. Segundo ele, tudo dependerá do cenário político que se desenhar na sucessão do prefeito Cesar Cesa.

Atualmente, o tabuleiro aponta para múltiplas forças: o PP trabalha o nome de Jorge Boeira para prefeito; o PSD aposta em Tano Costa; o MDB busca um nome para a sucessão; e a esquerda também deve lançar candidatura própria. Com pelo menos quatro chapas em disputa, o número de vagas para vice cresce — e o nome de Tonhão Pereira surge, novamente, como uma possibilidade real.

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