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Dinheiro do Tucano – Enfoque Político

O deputado estadual Marcos Vieira (PSDB) está no centro de uma apuração da Polícia Federal após a apreensão de R$ 500 mil em espécie, na terça-feira (22), nas proximidades de uma agência bancária em Florianópolis. A assessoria do parlamentar confirmou que o dinheiro estava em sua posse. A PF informou que os recursos haviam sido previamente provisionados para saque e que a origem e a destinação do dinheiro serão investigadas, inclusive quanto à possibilidade de ilícitos eleitorais. O caso será encaminhado à Justiça Eleitoral, com pedido de autorização para abertura de inquérito. A corporação ressalta que, até o momento, não há conclusão sobre a prática de crime ou responsabilidade dos envolvidos. Marcos Vieira é deputado estadual pelo PSDB e exerce atualmente seu quinto mandato na Assembleia Legislativa de Santa Catarina, com atuação destacada nas comissões de Finanças e Tributação, Agricultura e Desenvolvimento Rural e Ética e Decoro Parlamentar. Neste momento das eleições ter R$ 500 mil em dinheiro vivo não parece ser muito “ético”.

ALESC: R$ 20 MILHÕES

A Assembleia Legislativa de Santa Catarina (Alesc) aprovou a destinação de R$ 20 milhões para auxiliar famílias atingidas pelas fortes chuvas no Sul do Estado. Os recursos serão utilizados em ações de apoio e recuperação dos municípios afetados. A medida atende especialmente as comunidades que enfrentaram prejuízos com os eventos climáticos registrados na região. Governador Jorginho Mello (PL) disse à Post TV que a medida é eleitoreira.

CRÉDITO OCULTO AMPLIA INVESTIGAÇÃO SOBRE ESQUEMA FINANCEIRO

A Receita Federal e o Gaeco deflagraram nesta quinta-feira (24) a Operação Crédito Oculto, novo desdobramento da Operação Carbono Oculto. A investigação apura suspeitas de ocultação patrimonial e dissimulação da origem de recursos utilizados na aquisição de uma das maiores distribuidoras de combustíveis do país. Foram cumpridos mandados de busca e apreensão contra 13 pessoas físicas e 19 empresas em sete estados: São Paulo, Espírito Santo, Goiás, Mato Grosso, Minas Gerais, Rio de Janeiro e Santa Catarina (no município de Itajaí). Segundo a Receita, as investigações identificaram estruturas envolvendo fundos de investimento, fintechs, holdings e empresas de fachada. Um dos pontos analisados é uma operação de aproximadamente R$ 370 milhões em direitos creditórios de uma usina sucroalcooleira. Em outra etapa, R$ 100 milhões teriam sido destinados à estrutura utilizada na aquisição da distribuidora. A Receita também informa que uma empresa financeira investigada movimentou cerca de R$ 11,6 bilhões entre 2021 e 2025. Os valores e as conexões identificadas agora serão aprofundados pelas autoridades. A operação é mais uma frente das investigações sobre o uso de estruturas financeiras para ocultar patrimônio e a origem de recursos no setor de combustíveis.

MASTER, COMBUSTÍVEIS E DARK HORSE

O nome de Antônio Carlos Freixo Junior, conhecido como “Mineiro”, aparece em diferentes frentes de investigação que ganharam destaque nesta quinta-feira (24). Empresário e dono da Entre Investimentos e Participações, Freixo é um dos alvos da Operação Crédito Oculto, novo desdobramento da Carbono Oculto, que apura suspeitas de lavagem de dinheiro e ocultação patrimonial relacionadas ao setor de combustíveis. Freixo também já estava no centro das investigações envolvendo o Banco Master e, segundo informações divulgadas nesta quinta-feira, firmou acordo de colaboração com a Procuradoria-Geral da República no âmbito daquele caso. Mas há outra conexão que chama atenção: a Entre Investimentos aparece ligada ao financiamento do filme “Dark Horse”, produção sobre Jair Bolsonaro.

ENTRE INVESTIMENTOS

Segundo documentos analisados pela Polícia Federal, a Entre realizou, em 2025, sete transferências para o Havengate Development Fund, nos Estados Unidos, que totalizaram US$ 12,33 milhões e teriam sido destinadas ao financiamento do filme. De acordo com o relato atribuído a Freixo à PGR, os repasses teriam sido realizados a pedido de Daniel Vorcaro, personagem central das investigações relacionadas ao Banco Master. O Havengate aparece nas apurações como estrutura utilizada para receber recursos destinados à produção. Agora, Freixo volta ao radar das autoridades na Operação Crédito Oculto. Segundo a Receita Federal, a investigação identificou uma estrutura envolvendo bancos, fundos, holdings e empresas de fachada. Cerca de R$ 100 milhões teriam sido movimentados para viabilizar a aquisição de uma grande distribuidora de combustíveis, enquanto uma empresa financeira investigada teria movimentado aproximadamente R$ 11,6 bilhões entre 2021 e 2025. E Santa Catarina também aparece no mapa da operação, com cumprimento de mandado no Estado. O que chama atenção é a sobreposição das histórias: Banco Master, Entre Investimentos, financiamento de “Dark Horse” e agora a investigação sobre estruturas financeiras ligadas ao setor de combustíveis. As autoridades ainda apuram a origem, a finalidade e a eventual ilegalidade das movimentações citadas nas investigações.

JORGINHO FIRME

Pesquisa presencial do Instituto de Pesquisa Catarinense (IPC), contratada pela Associação Catarinense de Jornais (ACJ), ouviu 1.050 eleitores de 49 municípios, entre 17 e 20 de setembro. No cenário estimulado – quando os nomes são apresentados ao eleitor/pesquisado, Jorginho Mello (PL) aparece com 55,9%, João Rodrigues (PSD) com 18,1% e Gelson Merisio (PSB) com 9,6%. Os demais candidatos somam percentuais entre 0,6% e 1,9%. Brancos e nulos registraram 5%, enquanto 5,7% não souberam responder. A pesquisa tem margem de erro de 3 pontos percentuais, nível de confiança de 95% e está registrada no TSE sob os números BR-01876/2026 e SC-04254/2026. 

DRAMA DE PSB E PSD 

Há 10 dias das eleições, com apenas uma participação de Mello em debate eleitoral –, segue a tendência de que a eleição seja resolvida no primeiro turno. Para que haja segundo turno, nesta reta final – de acordo com as pesquisas –, tanto Rodrigues (PSD) quanto Merísio (PSB) precisam de uma injeção de ânimo. Ronaldo Caiado (PSD) muito abaixo na eleição presidencial é um fardo para Rodrigues, que lhe dá palanque em SC. O que pode acontecer é que a disputa Flávio Bolsonaro (PL) x Lula (PT) possa beneficiar Merísio. Mas, isso não resolve. Como não há outros candidatos competitivos para puxar votos, PSB e PSD precisam crescer juntos.  

38% NÃO SABE

Um dado curioso é que nesta quadra da eleição, Jorginho Mello (PL) foi lembrado por 38,9% dos entrevistados; 38% não souberam responder; 10,3% citaram João Rodrigues; 6%, Gelson Merisio; e 4,7% responderam “nenhum”.

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Everaldo Silveira Colunista Everaldo Silveira Jornalista e comentarista político, com mais de duas décadas de atuação na imprensa do Sul de Santa Catarina. Ao longo da carreira, passou por veículos como Imprensa do Vale, Jornal Sem Censura, Sul Catarinense e Tribuna de Notícias, construindo uma trajetória marcada pela cobertura política e pelo acompanhamento dos principais acontecimentos da região. No rádio,… Ver colunas →
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