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Ministros do STF entre o estilingue e a vidraça

A primeira semana de setembro foi marcada por uma enxurrada de informações envolvendo ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) e relações que passaram a levantar questionamentos nos meios político e jurídico.

O ministro André Mendonça acabou ocupando, na mesma semana, os dois lados da história: foi estilingue e vidraça.

Na condição de relator de parte das investigações envolvendo o Banco Master, Mendonça adotou uma postura mais incisiva e determinou o levantamento do sigilo de documentos do caso, expondo informações que atingiram figuras importantes do sistema de Justiça, entre elas o ministro Alexandre de Moraes, o procurador-geral da República, Paulo Gonet Branco, e o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues.

Desde que assumiu a relatoria dos processos relacionados ao Banco Master, Mendonça ganhou protagonismo. O caso envolve suspeitas de irregularidades e um complexo conjunto de operações financeiras que colocou sob pressão o sistema financeiro nacional e passou a produzir fortes repercussões políticas.

No centro das investigações também aparece o empresário Daniel Vorcaro, ex-controlador do Banco Master. Paralelamente, ganhou atenção o controverso projeto cinematográfico Dark Horse, produção sobre a trajetória do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). O episódio entrou no radar das investigações depois de informações sobre uma suposta solicitação de R$ 160 milhões, atribuída ao senador Flávio Bolsonaro (PL), ao então banqueiro Vorcaro.

Mas o mesmo Mendonça que ganhou espaço ao expor informações do caso também passou a ser questionado.

Vieram à tona informações sobre contratos de valores elevados firmados com as prefeituras de São Paulo e do Rio de Janeiro, relacionados à realização de cursos e treinamentos. Os acordos, segundo as informações divulgadas, foram firmados sem licitação, levantando questionamentos sobre a natureza e a legalidade das contratações.

Alexandre de Moraes, por sua vez, também passou a enfrentar maior exposição. O ministro foi citado em informações relacionadas a conversas com Daniel Vorcaro, além dos questionamentos envolvendo contratos milionários do escritório de advocacia de sua esposa, Viviane Barci de Moraes, com o Banco Master.

Explicações do STF

O resultado é um cenário politicamente delicado: ministros do STF, autoridades do Ministério Público, Polícia Federal, empresários e personagens do mundo político aparecem conectados, direta ou indiretamente, a um caso que ainda está longe de chegar ao fim.

Na política, quando as instituições que deveriam estar sob os holofotes começam também a aparecer no centro deles, a temperatura sobe. E, nesta primeira semana de setembro, o STF descobriu que também pode ser estilingue — mas não está imune a ser vidraça.

 

18 pesquisas em SC

Até 29 de agosto, foram registradas 18 pesquisas eleitorais sobre a disputa pelo Governo de Santa Catarina e pelo Senado. Ao todo, 10 institutos realizaram levantamentos no Estado, utilizando diferentes metodologias e formas de coleta. O Verita e o Neokemp Pesquisas lideram em número de levantamentos, com quatro pesquisas cada. Na sequência aparece o Mapa Marketing, com três. Os demais institutos realizaram uma pesquisa cada: Quaest, Visão Pesquisas, IPC, 100 Cidades, Tendência, AtlasIntel e Data Povo. O volume de levantamentos já realizados começa a oferecer um panorama mais amplo da corrida eleitoral catarinense, embora os resultados variem conforme o período, a metodologia e a amostra utilizada por cada instituto.

Instituto veritá 1

O Instituto Veritá registrou sua quarta pesquisa eleitoral de 2026 em Santa Catarina. O levantamento foi registrado no dia 29 de agosto e tem divulgação prevista para esta sexta-feira, 4 de setembro.A pesquisa ouviu 1.525 eleitores, entre os dias 29 de agosto e 1º de setembro. O levantamento tem custo

declarado de R$ 117.425,00 e utiliza como metodologia a coleta de dados por meio de entrevistas realizadas por telefones móveis (celulares). O levantamento está registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número SC-04199/2026. O intervalo de confiança é de 95%, com margem de erro máxima estimada em aproximadamente 2,5 pontos percentuais, para mais ou para menos.

Instituto veritá 2

A nova pesquisa também ocorre em meio ao histórico de questionamentos judiciais envolvendo levantamentos anteriores do instituto em Santa Catarina. Duas pesquisas do Veritá foram contestadas na Justiça Eleitoral, incluindo uma situação em que foram apontadas inconsistências relacionadas à inclusão de municípios do Maranhão na amostra. Com a divulgação prevista para sexta-feira, o novo levantamento deverá trazer um retrato mais atualizado da disputa eleitoral em Santa Catarina, especialmente na corrida pelo Governo do Estado e pelo Senado Federal.

Efeito Augusto Cury

A forte exposição de Augusto Cury (Avante) nas redes sociais coincide com um crescimento expressivo nas pesquisas eleitorais, que o levaram de cerca de 1% para índices de até 11% nas intenções de voto. Considerando o eleitorado de 2022, esse percentual representaria algo próximo de 11 milhões de votos. O salto registrado em poucos dias, especialmente após o debate da Band e a sabatina do Jornal Nacional, chama atenção e levanta questionamentos sobre o peso da estratégia digital na campanha. Outra possível pista está na circulação do mote “O Brasil tem cura” nas redes, acompanhada de relatos sobre uma suposta contratação de influenciadores digitais para ampliar a mensagem. Até o momento, porém, essa informação precisa ser tratada como hipótese e não como fato comprovado.

Nomes testados

Até o momento, os principais nomes que vêm sendo testados nas pesquisas para a Presidência da República são Lula (PT), Augusto Cury (Avante), Flávio Bolsonaro (PL), Renan Santos (Missão), Romeu Zema (Novo), Ronaldo Caiado (PSD), Clariana Barão (DC), Edmilson Costa (PCB), Hertz Dias (PSTU), Rui Costa Pimenta (PCO), Samara Martins (UP) e Veterinário Wilson Grassi (Democrata). Alguns institutos também incluíram Pablo Marçal (PRTB) em seus levantamentos. O nome, porém, enfrenta obstáculos jurídicos e eleitorais, incluindo a questão da inelegibilidade e da filiação partidária dentro do prazo exigido para a disputa.

TSE mantém publição

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) rejeitou pedido da Federação Brasil da Esperança (PT/PCdoB/PV) para retirar das redes sociais uma publicação da deputada federal Júlia Zanatta (PL-SC) sobre um relatório referente ao sistema eleitoral da Venezuela. Na decisão, o ministro Nunes Marques entendeu que a postagem não fazia referência às urnas eletrônicas brasileiras e permaneceu dentro dos limites da liberdade de expressão e do debate político. Júlia afirmou que a decisão representa uma vitória da liberdade de expressão e criticou o que chamou de tentativa de censura.

O bambu ronca?

O principal debate durante a primeira sessão da Câmara de Vereadores de Araranguá, realizada na quarta-feira, 2 de setembro, foi segurança pública. O delegado Ghiraldo (Republicanos) criticou abertamente a falta de efetivo do estado de Santa Catarina. Cutucou o ex delegado geral Ulisses Gabriel (PL), que disputa uma cadeira na Assembleia Legislativa. “Aqui o bambu ronca só se for nas costas dos policiais”. E anunciou que vai trabalhar para eleger o deputado estadual Tiago Zilli (MDB).

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