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Jorginho lidera arrecadação de campanha em SC; Merisio é quem mais colocou dinheiro próprio
Dados parciais do TSE mostram concentração de recursos nas principais candidaturas; governador já recebeu quase R$ 5,8 milhões, enquanto candidato do PSB declarou R$ 1 milhão em recursos próprios
As campanhas eleitorais de 2026 começam a revelar também uma disputa pelos recursos financeiros. Em Santa Catarina, os dados parciais disponíveis no DivulgaCandContas, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), mostram diferenças significativas entre os valores já declarados pelos candidatos.
Entre os nomes com movimentação registrada, o governador e candidato à reeleição Jorginho Mello (PL) aparece na liderança da arrecadação para o Governo do Estado, com aproximadamente R$ 5,79 milhões declarados até o momento.
Na sequência, entre os candidatos ao Executivo estadual com prestação de contas registrada, aparece Gelson Merisio (PSB), com R$ 1 milhão. O valor, entretanto, tem uma característica diferente: trata-se de recursos próprios do candidato, que colocou o montante na própria campanha. O dado foi confirmado a partir das informações disponíveis no sistema do TSE.
O candidato do PSD ao Governo, João Rodrigues, ainda não havia apresentado movimentação financeira registrada na prestação de contas consultada.
Jorginho concentra recursos do fundo eleitoral
A maior parte dos recursos declarados por Jorginho Mello tem origem partidária. O PL destinou cerca de R$ 5,7 milhões do Fundo Especial de Financiamento de Campanha (FEFC) para a campanha do governador.
O cenário mostra a importância do fundo eleitoral para as candidaturas majoritárias. Em nível nacional, os dados do DivulgaCandContas indicavam que os partidos respondiam por aproximadamente 90% dos recursos arrecadados pelas campanhas até o período analisado.
A legislação permite que os candidatos também utilizem recursos próprios, recebam doações de pessoas físicas e tenham outras fontes de financiamento dentro das regras estabelecidas pela Justiça Eleitoral.
Merisio chama atenção pelo autofinanciamento
O caso de Gelson Merisio chama atenção porque o candidato declarou R$ 1 milhão em recursos próprios, valor que o coloca entre os maiores autofinanciamentos registrados até agora em Santa Catarina.
O montante também supera o patrimônio declarado por Merisio à Justiça Eleitoral, de aproximadamente R$ 652,9 mil. A utilização de recursos próprios acima do patrimônio declarado não significa, por si só, irregularidade, mas chama atenção para a necessidade de acompanhar a origem e a regularidade da movimentação financeira ao longo da campanha.
Senado também movimenta milhões
Na disputa pelas duas vagas de Santa Catarina no Senado, os maiores valores declarados até o momento aparecem nas campanhas de Caroline de Toni (PL) e Décio Lima (PT). A campanha de Carlos Bolsonaro (PL), até aqui, não registra recebimentos de recursos para a campanha.
Caroline de Toni aparece com aproximadamente R$ 2,55 milhões, enquanto Décio Lima soma cerca de R$ 2,24 milhões em receitas declaradas.
Também aparecem entre os candidatos com recursos registrados Afrânio Boppré (PSOL), Antídio Lunelli (MDB) e Esperidião Amin (PP), em valores significativamente menores.
Carol de Toni (PL) — R$ 2,55 milhões
Décio Lima (PT) — R$ 2,24 milhões
Afrânio Boppré (PSOL) — R$ 380,6 mil
Antídio Lunelli (MDB) — R$ 150 mil
Esperidião Amin (PP) — R$ 110 mil.
Deputados também já recebem recursos
A movimentação financeira é ainda mais ampla entre os candidatos à Câmara dos Deputados e à Assembleia Legislativa.
Entre os nomes com maiores receitas declaradas aparecem candidatos como Ana Paula Lima, Pedro Uczai, Gilson Marques, Daniela Reinehr, Ricardo Guidi, Julia Zanatta, Ismael dos Santos, Zé Trovão e Daniel Freitas, além de outros candidatos que já receberam repasses partidários.
O cenário revela uma característica das eleições deste ano: os recursos estão sendo distribuídos de forma antecipada para algumas candidaturas consideradas estratégicas pelos partidos, enquanto outras ainda não registraram movimentação financeira.
O PT e PL são partidos que mais destinaram recursos para as candidaturas a deputado federal.
O PT destinou mais de R$ 4 milhões para seus dois deputados federais com mandato. Outras candidaturas com potencial receberam mais de R$ 1 milhão para campanha, caso de Giovana Mondardo (PCdoB), Carla Ayres (PT) e Vanessa da Rosa (PT).
O PL, por sua vez, destinou R$ 1,5 milhão aos deputados com mandato, com exceção de Jair Renan (PL), filho do ex presidente, que também foi escolhido como nome com potencial eleição. Os demais candidatos receberam valores menores.
Já o Novo apostou as fichas na reeleição de Gilson Marques, assim como o União Brasil em Fábio Schiochet.
Dinheiro de campanha vira indicador da disputa
Os números financeiros não representam, necessariamente, força eleitoral. Uma candidatura pode arrecadar mais recursos e não necessariamente obter mais votos. Da mesma forma, candidatos com estruturas menores podem apresentar desempenho eleitoral relevante.
Ainda assim, o volume de recursos permite observar quais candidaturas estão recebendo maior apoio financeiro dos partidos e quais candidatos estão dispostos a investir recursos próprios na disputa.
No caso de Santa Catarina, o contraste entre Jorginho Mello e Gelson Merisio chama atenção: enquanto o governador concentra recursos provenientes do partido, Merisio aparece com uma das maiores apostas pessoais já declaradas na disputa estadual.
Entre os deputados estaduais Marquito (PSOL) é o deputado que recebeu o maior repasse.
Prestação de contas ainda é parcial
| Posição | Candidato | Cargo | Partido | Receita declarada |
| 1º | Jorginho Mello | Governador | PL | R$ 5,79 milhões |
| 2º | Carol de Toni | Senado | PL | R$ 2,55 milhões |
| 3º | Ana Paula Lima | Federal | PT | R$ 2,375 milhões |
| 4º | Décio Lima | Senado | PT | R$ 2,243 milhões |
| 5º | Pedro Uczai | Federal | PT | R$ 1,861 milhão |
| 6º | Gilson Marques | Federal | Novo | R$ 1,626 milhão |
| 7º | Daniela Reinehr | Federal | PL | R$ 1,518 milhão |
| 8º | Ricardo Guidi | Federal | PL | R$ 1,506 milhão |
| 9º | Julia Zanatta | Federal | PL | R$ 1,506 milhão |
| 10º | Ismael dos Santos | Federal | PL | R$ 1,503 milhão |
| 11º | Zé Trovão | Federal | PL | R$ 1,500 milhão |
| 12º | Jair Bolsonaro | Federal | PL | R$ 1,500 milhão |
| 13º | Daniel Freitas | Federal | PL | R$ 1,500 milhão |
| 14º | Giovana Mondardo | Federal | PCdoB | R$ 1,190 milhão |
| 15º | Carla Ayres | Federal | PT | R$ 1,053 milhão |
| 16º | Vanessa da Rosa | Federal | PT | R$ 1,050 milhão |
| 17º | Marquito | Estadual | PSOL | R$ 1,049 milhão |
| 18º | Fábio Schiochet | Federal | União | R$ 1,002 milhão |
| 19º | Gelson Merisio | Governador | PSB | R$ 1 milhão |
Os valores são parciais e podem sofrer alterações à medida que novas receitas e despesas sejam lançadas no sistema da Justiça Eleitoral.
O DivulgaCandContas, mantido pelo TSE, permite acompanhar as informações declaradas pelas candidaturas, incluindo receitas, origem dos recursos e despesas. Por isso, o ranking financeiro deve ser atualizado ao longo da campanha.
A eleição para o Governo de Santa Catarina acontece em 4 de outubro, juntamente com as disputas para o Senado, Câmara dos Deputados e Assembleia Legislativa.
Acompanhe no Post TV as próximas atualizações sobre a arrecadação e os gastos das campanhas em Santa Catarina.



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