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Aciva e Acis reúnem empresários com presidente da SCGAS para discutir expansão do gás natural na região

A expansão do gás natural no Extremo Sul catarinense avançou mais um passo importante nesta quinta-feira (2), durante reunião promovida pela Associação Empresarial de Araranguá (Aciva) e pela Associação Empresarial de Sombrio (Acis). O encontro reuniu empresários, lideranças regionais e o presidente da SCGAS, Otmar Muller, para discutir estratégias de ampliação da rede na região.

 

Também participou da reunião o representante da Facisc, Edio Kunhasky Junior, reforçando a importância do tema para o desenvolvimento econômico regional. Durante a apresentação, Muller detalhou o funcionamento da cadeia do gás natural, abordando desde as fontes de extração até a composição do preço final, incluindo custos logísticos, operacionais e de aquisição.

 

O encontro foi marcado pela participação ativa do público, com questionamentos sobre variações tarifárias, consumo em postos de combustíveis e os impactos do uso do gás natural na competitividade da indústria local.

 

Como principal encaminhamento, ficou definida a realização de um levantamento detalhado do potencial de consumo da região. A SCGAS possui um sistema que estima a demanda com base em dados atuais, mas projetos em andamento — como o futuro parque industrial de Araranguá, além de novos empreendimentos nos setores hospitalar e hoteleiro — ainda não estão incluídos na projeção.

 

Outro ponto de destaque é o setor cerâmico de Sombrio, que atualmente utiliza lenha como principal fonte energética e representa uma demanda significativa ainda não mapeada. A própria SCGAS sugeriu que as entidades empresariais conduzam esse levantamento para atualizar os dados e viabilizar novos investimentos.

 

A empresa também disponibilizou o contato do engenheiro responsável pela região para atuar em conjunto com Aciva e Acis na elaboração do estudo. Entre as alternativas em análise está a implantação de uma rede isolada em Sombrio, que poderia ser abastecida por caminhões a partir de Araranguá ou Tubarão.

 

A iniciativa sinaliza um movimento estratégico para fortalecer a infraestrutura energética do Extremo Sul, impulsionar a industrialização e ampliar a competitividade das empresas locais.

 

Segundo o presidente da Aciva, Jadiel Boza Della Vechia, o encontro substituiu as suposições por dados concretos.

 

“Agora a gente tem informação. Vamos trabalhar nos próximos dias nesse levantamento de viabilidade para tocar o projeto pra frente”, afirmou.

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