No programa Post Notícias transmitido ao vivo pela Post TV, o jornalista Everaldo recebeu o vice-prefeito…
Simplesmente sobrevivi”: Bombeiro militar “Dandinho” relata recuperação milagrosa após grave atropelamento
No programa Post Notícias desta terça-feira (30/06), transmitido ao vivo pela Post TV, o estúdio recebeu o soldado bombeiro militar e personal trainer Anderson Santana Gonçalves, carinhosamente conhecido como “Dandinho”, acompanhado de sua esposa. O militar protagonizou um dos relatos mais emocionantes do ano após sobreviver a um gravíssimo atropelamento ocorrido no dia 14 de janeiro de 2026, na rodovia SC-447, enquanto pedalava.
Após passar 65 dias internado no Hospital São José, em Criciúma enfrentando diagnósticos severos e infecções multirresistentes, Anderson contrariou todas as expectativas médicas e esteve no programa para dar o seu testemunho de recuperação.
O Dia do Acidente e as Vagas Lembranças
Anderson, que conciliava a rotina da corporação militar com as aulas como personal trainer, relembrou os momentos que antecederam o acidente.
Mudança de Planos: No dia 14 de janeiro, após ministrar suas primeiras aulas da manhã, o cancelamento de um aluno que seria atendido às 11 horas abriu uma janela em sua agenda. Ele decidiu, então, treinar na academia do Grêmio e, na sequência, pegar uma bicicleta para fazer uma surpresa para a esposa e o filho, que passavam o dia na casa da sogra, em Balneário Arroio do Silva.
O Último Registro Visual: O militar revelou que não se lembra do impacto. “Minha última memória nítida, como uma fotografia na mente, é cruzando a ponte do Rio Sangradouro. Olhei o trânsito, olhei o rio e, dali em diante, tudo apagou. Só retomei a consciência mais de dois meses depois”, relatada.
A Corrente de Socorro e o Início do Milagre
A esposa de Anderson relembrou o desespero ao receber a notícia à beira da praia e a impressionante sequência de fatores que salvaram a vida do marido.
Atendimento pelo SAER: No momento do chamado, as viaturas do SAMU e do Corpo de Bombeiros da área estiveram em outras ocorrências. O socorro imediato acabou sendo reforçado pela equipe do SAER (Serviço de Aeropoliciamento Sul), que realizou o transporte aéreo com extrema agilidade.
Paradas Cardiorrespiratórias: Anderson sofreu uma parada cardíaca ainda no local do acidente, sendo reanimado pela equipe médica da aeronave, e uma segunda parada ao dar entrada no hospital. A esposa também destacou a atitude de um civil anônimo que parou o carro e usou a própria camiseta para estancar os ferimentos do militar até a chegada do socorro.
O Diagnóstico e a Virada Hospitalar
No Hospital São José, o quadro de Anderson era considerado grave e praticamente irreversível pela equipe de neurologia.
Lesão Axonal Difusa (LAD): O traumatismo causado pelo rompimento de diversas ramificações específicas. Os médicos projetavam que o paciente só começaria a esboçar reações após 6 meses e levaria pelo menos 2 anos para voltar a caminhar, com grandes chances de sequelas permanentes.
O “Tiro de Canhão”: Na UTI, Anderson teve febres altíssimas e uma infecção por bactéria multirresistente. A gravidade fez com que a médica intensivista aplicasse a última linha de antibióticos disponíveis no hospital. “Ela nos disse: ‘Dei um tiro de canhão, o último que temos. Agora é a fé de vocês em 72 horas'”, contou a esposa.
A Reação Inesperada: Diante do sofrimento do marido, a esposa relatou ter passado a madrugada em oração, entregando o destino dele a Deus. Surpreendentemente, no dia seguinte, Anderson concordou e ficou sentado na cama. Em 7 dias ele recebeu alta da UTI e, em 9 dias, voltou para casa.
Experiência Espiritual na UTI
Durante o programa, visivelmente emocionado, Anderson confirmou uma experiência que viveu enquanto estava inconsciente.
“Quando abriu o olho na minha mente, vi uma mulher envolta em luz. Ela me disse: ‘Meu filho, tu tá aqui, escute tudo o que o meu filho tem pra te dizer’. Aquilo me lembrou Nossa Senhora. Ela designada para um caminho e lá encontrei um homem. Ele olhou para mim e disse: ‘O que você está fazendo aqui? Aqui não é o teu lugar. Como não era para você estar morto, vem comigo que vou te mostrar o caminho de volta’.”
A Puxada Rotina de Reabilitação e Planos Futuros
Atualmente, Anderson mantém uma rotina intensa para consolidar sua recuperação.
Equipe Multidisciplinar: Os militares realizam sessões diárias de fisioterapia, além de fonoaudiologia duas vezes por semana e acompanhamento psicológico. Seu irmão, estudante de Educação Física, auxilia diretamente nos treinos em casa.
Esforço e “DRs”: Por ser atleta e pessoal, a força de vontade de Anderson às vezes gera impaciência. Ele tenta realizar atividades sozinho e não precisa de ajuda, o que provoca pequenas discussões familiares. Por ainda possuir uma fratura na face e instabilidade no equilíbrio, a família precisa monitorá-lo constantemente para evitar quedas.
Desejo de Voltar: Recentemente, Anderson visitou o quartel de bombeiros de Araranguá e afirmou que seu objetivo principal é recuperar a autonomia total:
“Quero muito voltar para a corporação dos bombeiros, voltar a dar aulas na academia e, se for o caso, até voltar a andar de bicicleta.”
Solidariedade e Agradecimento
A família revelou que, como Anderson era independente nas aulas de personal e a esposa precisou abdicar temporariamente do trabalho para se dedicar integralmente às terapias e ao transporte do marido, eles estão vivendo do auxílio e da solidariedade de amigos, da corporação e da comunidade regional.
“Eu não fazia ideia do tamanho do carinho e de quantas pessoas, que eu nem conhecia, rezavam por mim. Minha mensagem para quem está passando por uma dificuldade é: acredite em Deus, acredite nas pessoas. De um jeito ou de outro, vai dar certo”, finalizou o soldado.
Entrevista completa no link: https://youtube.com/live/_4Nj1ISDW9k?feature=share


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