Skip to content

Especialista analisa suspensão da Anvisa sobre produtos Ypê e alerta para riscos de contaminação

Em entrevista à Post TV, Thayana França, da consultoria Multi, explica a gravidade da bactéria Pseudomonas e orienta consumidores sobre como identificar irregularidades em produtos de limpeza.

A recente decisão da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) de suspender a comercialização de lotes de detergentes da marca Ypê acendeu um alerta sobre a segurança microbiológica em produtos de uso doméstico. Para esclarecer os riscos e os bastidores técnicos dessa crise, o programa Post Notícias recebeu nesta quarta-feira (13/05) a engenheira de alimentos e química Thayana França, proprietária da Multi Consultoria Técnica.

Entenda o Caso: A Bactéria Pseudomonas
A suspensão ocorreu após a detecção da bactéria Pseudomonas em lotes fabricados na unidade de Amparo (SP). Segundo Thayana, a presença desse micro-organismo em uma indústria desse porte é um indicativo de falhas em processos críticos. “A Pseudomonas indica que as precauções com a manutenção de equipamentos que sofrem corrosão por serem processos abrasivos e as boas práticas de higiene não foram seguidas à risca. O monitoramento deve ser preventivo para garantir que o risco microbiológico não chegue ao consumidor”, explicou a engenheira.

A especialista revelou ainda que o cerco da Vigilância Sanitária de São Paulo já vinha se fechando há mais de um ano sobre o setor químico. Enquanto algumas empresas investiram em adequações, outras não foram assertivas. No caso da Ypê, evidências apontam que a própria empresa já teria detectado a bactéria em seus controles internos em novembro do ano passado, mas a situação se agravou até a intervenção federal.

Orientações ao Consumidor e Grupos de Risco
Embora os lotes afetados sejam grandes e de difícil rastreio imediato por parte do consumidor, Thayana orienta: “Se você tem o produto em casa e ele pertence aos lotes suspensos, não use. Guarde-o e entre em contato com o SAC da empresa para a troca. Na dúvida, a prevenção é o melhor caminho”.

Ela ressaltou que a bactéria pode causar infecções e reações alérgicas, especialmente em grupos prioritários como grávidas, idosos e crianças, que possuem imunidade mais sensível. “Diferente de um alimento, onde a contaminação é direta, no produto de limpeza o risco ocorre pelo contato ou ingestão acidental”, pontuou.

Como identificar produtos impróprios:

Odor Estranho: A presença de bactérias pode gerar um cheiro forte e desagradável (soso).

Alteração de Cor: Perda da cor característica do detergente ou desinfetante.

Embalagem Estufada: Gases liberados pelo metabolismo bacteriano podem estufar frascos de água sanitária ou detergente. Se notar isso, não abra o produto.

Fake News e o Perigo nas Redes Sociais
Thayana fez um alerta contundente sobre movimentos em redes sociais onde pessoas aparecem ingerindo detergente para “provar” que não há risco. “Nenhum produto químico é apto para consumo humano. É proibido e extremamente perigoso, podendo causar danos graves ao sistema gastrointestinal. Não sigam esses exemplos, mesmo que pareçam reais ou feitos por Inteligência Artificial”, advertiu.

Consultoria Multi em Santa Catarina
Durante a entrevista, Thayana também destacou o trabalho da Multi, uma empresa gerida por mulheres (engenheiras, químicas e biólogas) que atua na mitigação de riscos e gestão de crises industriais nos três estados do Sul. A novidade é a abertura de um escritório em Balneário Arroio do Silva, visando atender as indústrias da região da AMESC com foco em qualidade, meio ambiente e segurança do trabalho.

Entrevista completa no link: https://youtube.com/live/54V2Z1PRMw8?feature=share

Comments (0)

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Back To Top