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Senado rejeita Messias; Carminatti com professores; família Bez na política; e mais

LULA DEMORA A MANDAR INDICAÇÃO AO SENADO: NÃO DEU PRO “BESSIAS”

O Congresso Nacional aproveitou o momento em que o governo Lula demonstra fraqueza para aplicar ‘um golpe direto no estômago’ do presidente. Golpe este patrocinado pelo senador Davi Alcolumbre (União Brasil).

O governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sofreu uma derrota acachapante na votação do Senado Federal para indicação do novo ministro do Supremo Tribunal Federal na vaga deixada aberta pelo ex ministro Luiz Roberto Barroso.

O Senado disse não a Jorge Rodrigo Araújo Messias, o mesmo que aparecia numa chamada de Dilma Roussef (PT) em seu segundo governo. No áudio, vazado pela Operação Lava Jato, Dilma, com a voz anasalada, disse para o “Bessias” preparar o documento de posse do novo ministro para a Casa Civil – o então ex presidente Lula. Era uma manobra para Lula ter prerrogativa de foro e não ser julgado pela República de Curitiba. Com o vazamento do áudio, o STF barrou a posse de Lul   a.

Quis o destino que Lula, que foi barrado pelo STF no passado, tivesse agora o seu indicado – “Bessias/ Messias” – barrado para o mesmo STF. Destino diferente de Cristiano Zanin que foi advogado de Lula, enfrentou Sérgio Moro para defender o ex presidente, que acabou sendo indicado para o STF, aprovado pelos congressistas. Justamente para o cargo que Moro queria ser indicado antes vir à tona o método Vaza Jato.

Depois de ter sido aprovado na Comissão de Constituição e Justiça por 16 x 11, Messias foi rejeitado em votação secreta por 34 a 42, o que não acontecia há 132 anos, desde o governo de Floriano Peixoto, no início da República.

 

QUEDA DE BRAÇO

Trata-se de uma vitória do grupo oposicionista sobre o governo Lula porque o presidente havia arrastado por meses esta indicação. O Supremo Tribunal Federal (STF) estava com um membro a menos desde que o ex ministro Luís Roberto Barroso anunciou sua aposentadoria antecipada em 9 de outubro de 2025, após 12 anos de atuação na Corte, deixando o cargo aos 67 anos.

O presidente do Senado queria indicar o ex presidente do Congresso Rodrigo Pacheco (que trocou o União pelo PSD e o PSD pelo PSB), mas Lula preferiu indicar o mineiro para ser candidato a governador de Minas Gerais. Isso fez com que o governo ficasse buscando aliados para tentar colocar o Advogado Geral da União (AGU) Jorge Messias como nome par

 

VOTO IMPRESSO JÁ!

Antes de anunciar a votação no plenário o senador Davi Alcolumbre (União – AP), presidente da Casa, cochicha no ouvido do senador Jacques Wagner (PT – BA): “Ele vai perder por 8”. A pergunta é: ele foi avisado pelos servidores que já haviam visto o resultado? Ou ele sabia quem de fato votaria porque ele tem o controle dos senadores.

Chamou a votação no painel eletrônico e estava lá: 34 a favor e 42 contra a indicação do presidente. E olhe que foi em uma votação eletrônica e secreta, tipo a que acontece com as urnas eletrônicas. Será que o governo, agora inconformado com a derrota inebriante, irá pedir a recontagem? Ou pedirá pelo voto impresso e cantado pela Mesa Diretora?

Uma coisa é certa: Messias não vai para o STF por interferência de Davi. O cenário é o seguinte: temos um Messias em prisão domiciliar e outro rejeitado pelo Senado para o Supremo.

 

QUEM SERÁ O INDICADO?

Depois que o Senado rejeita a indicação de um nome ao Supremo Tribunal Federal, o rito é relativamente simples — e não inclui reaproveitar a mesma indicação automaticamente. A indicação feita pelo presidente da República (por exemplo, Luiz Inácio Lula da Silva) é formalmente rejeitada pelo Senado após sabatina e votação.

O resultado é comunicado oficialmente ao Poder Executivo. A indicação é encerrada/arquivada — ou seja, não segue adiante.  Cabe ao presidente fazer uma nova indicação para a vaga no STF. Alguns pontos importantes: Não há “segunda votação” automática do mesmo nome. O presidente até pode reindicar a mesma pessoa, mas isso é politicamente raro após rejeição. A vaga permanece aberta até que um novo nome seja aprovado.

Se o indicado for o senador Rodrigo Pacheco, talvez Lula não passe novo vexame.

 

JORNAL ENFOQUE POPULAR 16 ANOS

Neste 30 de Abril iniciamos as comemorações pelos 16 anos de anos de história do Jornal Enfoque Popular, que ainda nem chegou à maioridade e precisa lutar pra se manter vivo em meio a tanto bombardeiro do mundo digital. Mas, como todos os sobreviventes das guerras, ele segue ali, com força, e bem disposto. Há muitos leitores que acompanham esta caminhada, e cito um para representar a todos que nos deram a honra de acompanhar esta trajetória: Núbio Turelly, que completa aniversário dia 30 de abril. Nestes 16 anos um sempre lembra do outro. Ele parabeniza o fundador (Everaldo Silveira), que retribui lhe homenageando pelo aniversário.

 

NÃO QUER SER O ‘SOZINHO RODRIGUES’

Quem estará em Araranguá na próxima quarta-feira (6 de maio) é o ex prefeito de Chapecó, Joao Rodrigues (PSD). Ele estará na Post TV para uma entrevista sobre sua caminhada por Santa Catarina iniciada há um mês após a renúncia ao cargo de prefeito para concorrer ao cargo de governador de Santa Catarina. Deve indicar sua esposa Fabi Rodrigues (PSD) como possível nome para Assembleia Legislativa.

Radialista, João terá que mostrar muita força (e lábia) para manter MDB e Progressistas/União Brasil em sua chapa. Sobretudo para refrear os movimentos para conter o avanço de Jorginho Mello (PL) sobre possíveis aliados.

A esperança é que o fim das liberações de recursos (30 de junho) estanque a sangria. Vale lembrar que o PSD tem apenas 2 prefeitos na Amesc. Os partidos que podem ser aliados têm 9: PP com 5 e o MDB 4.  Da base de Jorginho Mello são 4 prefeitos: 2 do PL e 2 do Republicanos.

 

DEPUTADA NA POST TV

Esta semana quem passou por Araranguá foi a deputada estadual Luciane Carminatti (PT). Cumpriu agenda na UFSC, esteve com mulheres para debater a questão da violência, e se reuniu com servidores aposentados ligados ao Sindicato dos Trabalhadores em Educação. A parlamentar falou à Post TV e colocou a reeleição do presidente Lula como prioridade. Confirmou que a escolha de Gelson Merísio (PSB) para concorrer a governador foi um pedido de Lula. Merísio convidou Ângela Albino (PDT) pra vice. O PT ficou com Décio Lima na vaga ao Senado e trouxe a Federação Psol-Rede com Afrânio Boppré (Psol) – que já foi prefeito da capital pelo PT, para outra vaga. Carminatti, ao menos nesta eleição, irá concorrer a estadual, mas na próxima – se for reeleita, pode ser federal ou menos estar na majoritária.

 

MEMORIAL PARA VÍTIMAS

O deputado Padre Pedro Baldissera (PT) teve aprovada na Assembleia Legislativa de Santa Catarina uma moção ao ministro Luiz Marinho solicitando o fortalecimento das políticas públicas de saúde e segurança do trabalhador.

A iniciativa foi votada em 28 de abril, Dia em Memória das Vítimas de Acidentes de Trabalho, e destaca a necessidade de aprimorar mecanismos de registro e acompanhamento de acidentes e doenças ocupacionais.

Segundo o parlamentar, a integração de dados entre INSS, Sistema Único de Saúde e outros órgãos amplia a eficácia das ações, contribuindo para políticas mais eficientes e melhor atendimento aos trabalhadores.

 

SEGUE OS PASSOS DO PAI

Quem também cumpriu agenda na região foi a pré-candidata a deputada estadual pelo MDB Leatrice Bez. Ela é filha do ex deputado estadual/federal Edinho Bez (MDB) – cotado para ser suplente ao Senado na chapa de Esperidião Amin (PP). Por conta da vida nômade do pai, que era gerente da Caixa, Leatrice nasceu em São Miguel do Oeste, bem diante da Gravatal, aqui na região da Amurel. Edinho também morou em Araranguá e sua filha, agora na condição de pré-candidata chegou a visitar a EEB Castro Alves, onde estudou naquela época. Depois da entrevista a Post TV passou pela Aciva e conversou com um diretor que é amigo de Edinho Bez, o Venâncio Menegaro, de Turvo, e ainda com Josi Rochedo e o presidente Jadiel Dellavecchia. Agendas acompanhadas pelo ex vereador Luiz Gonzaga Pereira.

 

 

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