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Caso Jadna: em Araranguá, passeata pede paz e sgurança para as mulheres
Uma caminhada que começou como gesto de solidariedade também se transformou em um alerta urgente: é preciso agir antes que a violência contra a mulher chegue ao extremo do feminicídio.
Na manhã deste sábado (18), moradores de Araranguá participaram de uma manifestação pacífica que foi além da comoção pelo caso recente de Jádna Custódia Ferreira Vieira. O ato trouxe à tona a necessidade de fortalecer a prevenção — ponto considerado essencial por especialistas e movimentos sociais no enfrentamento à violência de gênero.
Homens, mulheres e crianças percorreram a rua Caetano Lummertz em clima de respeito e união, levando cartazes que não apenas pediam justiça, mas também chamavam atenção para sinais muitas vezes ignorados no cotidiano: ameaças, agressões psicológicas, controle e violência doméstica — comportamentos que, quando não interrompidos, podem evoluir para crimes mais graves.
O caso de Jádna, brutalmente atacada dentro de casa e ainda internada em estado grave, reforçou o debate sobre a importância de denunciar precocemente e ampliar a rede de proteção. A proximidade do crime com a Delegacia de Proteção à Criança, Adolescente, Mulher e Idoso (DPCAMI) também evidenciou que, apesar da estrutura existente, ainda há desafios no acesso, acolhimento e prevenção.
Durante a mobilização, participantes destacaram que o combate ao feminicídio passa por ações contínuas, como educação, conscientização da sociedade, fortalecimento das políticas públicas e incentivo à denúncia. Também foi reforçado o papel da comunidade em não se omitir diante de sinais de violência.
A caminhada teve início em frente à DPCAMI e seguiu até a residência onde ocorreu o ataque. No local, flores, balões e mensagens foram deixados como símbolo de apoio, pedidos de recuperação e apelos por justiça, mas também como um lembrete de que cada caso de violência pode — e deve — ser interrompido antes de se tornar irreversível.
Mais do que um ato de protesto, a mobilização em Araranguá ecoou como um chamado coletivo: prevenir é salvar vidas.


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