Skip to content

Conexão Internacional: Sandro Pagnan revela bastidores de novo documentário sobre a imigração italiana em Gênova

Diretamente do calçadão de Araranguá, o programa Post Notícias desta quarta-feira 01/04, fez uma ponte internacional para conversar com o cineasta e empresário araranguense Sandro Pagnan. Falando diretamente da região de Bérgamo, na Itália, onde já passando das 13h30 (horário local), Pagnan detalhou o andamento da gravação de seu mais novo documentário, intitulado “Rumo ao Porto”.

A obra busca romper com visões romantizadas e focar na verdadeira e dura jornada que os imigrantes enfrentavam antes mesmo de embarcar rumo ao Brasil.

O Clima na Itália após a Eliminação da Copa
Antes de entrar no universo do cinema, a entrevista começou a repercutir o sentimento das ruas italianas após a trágica eliminação da seleção nacional, que ficou de fora da Copa do Mundo pela terceira vez consecutiva.

“O clima de muitos nos restaurantes era de muita tristeza e até revolta. Eles estavam convencidos de que iriam para a Copa e, infelizmente, não aconteceu. É uma perda para o futebol mundial”, relatou o cineasta.

A Verdadeira Jornada: Os 470 Quilômetros até o Porto
Sandro explicou que a maioria das produções foca apenas nos 40 dias de travessia marítima, mas o sofrimento começou muito antes. Grande parte dos imigrantes que colonizaram o Sul do Brasil não moravam perto do litoral.

O Êxodo a Pé: Os camponeses viviam a cerca de 470 milhas de distância do Porto de Gênova. Sem dinheiro para as passagens de trem, famílias inteiras incluindo bebês e idosos fizeram a maior parte da trajetória a pé ou por tração animal, enfrentando montanhas e a neve.

A Fome e a Doença: O cineasta destacou que a população local estava passando por extrema miséria. Muitos sofriam de pelagra , uma doença grave causada pela carência de vitaminas e proteínas, já que a base quase exclusiva da alimentação era o milho.

Marcas do Passado: Sandro fez uma descoberta emocionante feita durante as pesquisas de campo: em uma igreja abandonada, ele encontrou riscado na parede o nome da família tradicional “Poçamai” acompanhada do ano de 1876.

Equipe e Próximos Passos
A produção conta com uma equipe de sete profissionais altamente desenvolvidos, incluindo o diretor Josué Genuíno, a roteirista Bruna e o museólogo Idemar (do Museu do Imigrante de Orleans), que dão sustentação histórica ao projeto.

O próximo passo da expedição é chegar a Gênova para registrar as imagens do porto e colher depoimentos de historiadores italianos que também estudam esse intenso migratório.

Ao encerrar, Sandro aproveitou para parabenizar Araranguá pelo seu aniversário de emancipação política de 146 anos e confirmou que retornará ao Brasil na próxima semana para dar sequência à pós-produção do documentário.

Entrevista completa no link:

Comments (0)

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Back To Top