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Saretta cobra força-tarefa para zerar filas de cirurgias ortopédicas em SC
O deputado estadual Neodi Saretta (PT) defendeu a adoção de uma ação especial do governo de Santa Catarina para reduzir as filas de cirurgias ortopédicas, que ainda afetam milhares de pacientes no estado. O posicionamento foi apresentado nesta terça-feira (24), durante reunião da Comissão de Saúde da Assembleia Legislativa de Santa Catarina.
Apesar do aumento no número de procedimentos realizados com recursos estaduais e do Ministério da Saúde, conforme dados do relatório do terceiro quadrimestre de 2025, Saretta alertou que a demanda reprimida segue elevada, especialmente em cirurgias de maior complexidade.
“O número de procedimentos aumentou, mas ainda temos muitos pacientes aguardando há muito tempo. A fila para cirurgias de joelho, quadril e ombro continua sendo um verdadeiro carma para a população”, afirmou o parlamentar, que preside a comissão.
Diante do cenário, ele defendeu a implementação de uma força-tarefa para acelerar os atendimentos e reduzir o tempo de espera.
Outro ponto destacado foi a redução inédita nos gastos com a judicialização da saúde, que gerou uma economia estimada em R$ 50 milhões no último ano. Ainda assim, Saretta ponderou que é necessário analisar os motivos dessa queda.
“Se essa diminuição ocorre porque os procedimentos foram melhorados e o Estado está atendendo antes que o paciente precise recorrer à Justiça, isso é extremamente positivo. Agora, se for resultado da falta de fornecimento de medicamentos, estamos diante de uma economia às custas do cidadão”, alertou.
O deputado também defendeu o fortalecimento das compras por licitação, como forma de reduzir custos em comparação às aquisições emergenciais determinadas judicialmente. Segundo ele, medicamentos com alto valor no varejo podem ter preços significativamente menores quando adquiridos em larga escala.
Por fim, Saretta reforçou que, embora os recursos públicos sejam limitados, é fundamental que a gestão priorize o atendimento coletivo sem comprometer quem mais precisa.
“As políticas públicas devem priorizar o coletivo, mas sem perder de vista quem está na ponta e depende diretamente do atendimento”, concluiu.


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