Depois da conversa com o ex presidente Jair Bolsonaro (PL) - @jairmessiasbolsonaro, o deputado gaúcho Sanderson…
PDT DEVE FILIAR ANGELA E TEM EXPECTATIVA DE ESTAR NA MAJORITÁRIA
Com a mudança do cenário político de Santa Catarina, que deve começar a se redesenhar a partir do dia 4 de março, quando abre a janela para troca de partido para deputados sem risco de perda de mandato, um dos partidos que devem se beneficiar destas mudanças é o PDT.
O partido deve receber lideranças de expressão como a ex deputada federal Ângela Albino (PCdoB). Outro nome cogitado é o do ex deputado Gelson Merísio que pode concorrer a governador do estado por Solidariedade, PSB, PT ou mesmo pelo PDT – que faria mais sentido, já que Merísio tem histórico como político de centro-direita.
O PDT – de acordo com uma liderança estadual do partido que prefere não aparecer – “aparece como um dos partidos com maior potencial de crescimento nos próximos ciclos eleitorais”. E ainda complementa: “A leitura de bastidores é clara: há, hoje, um volume significativo de lideranças políticas catarinenses em outros partidos que enfrentam falta de espaço, ausência de perspectiva eleitoral e pouca valorização interna, o que tem impulsionado conversas sobre migração partidária e novos rumos. Nos últimos anos, muitas siglas no estado passaram a operar com estruturas mais fechadas, concentrando decisões em poucos grupos e reduzindo oportunidades para lideranças regionais que têm história, trabalho e representatividade. Esse movimento tem gerado insatisfação principalmente entre ex-prefeitos, suplentes, ex senador (que pode ser Paulo Bauer), ex governadores e lideranças e quadro tradicionais que desejam disputar eleições com real viabilidade e apoio político consistente”.
É nesse contexto, que o PDT – que elegeu dois deputados em 2028 – pode surgir como uma alternativa para abrir espaço para novas lideranças; para montar uma organização partidária capaz de crescimento e espaço real para construção de projetos eleitorais competitivos. O partido tem tradição em Santa Catarina, tem base histórica ligada ao trabalhismo e ao municipalismo, e ainda mantem trânsito junto à esquerda, centro-esquerda e a centro-direita.
Estes 30 dias de janela serão fundamentais para avaliar se o PDT, de fato, consegue atrair uma nominatas proporcionais (de olho em 2026 e 2028).
A mesma liderança pedetista ainda disse que “a busca por chapas com densidade eleitoral e estrutura capaz de viabilizar candidaturas com competitividade tem sido uma das principais demandas de lideranças que, hoje, se sentem “travadas” em seus partidos de origem”.
Caso receba filiações de peso, o PDT, que é presidido pelo deputado estadual Rodrigo Minotto- que busca a reeleição, pode se tornar, nos próximos meses, um destino estratégico para políticos que querem disputar com chance real, construir alianças regionais e encontrar um ambiente mais democrático, menos dominado por caciques.
Como se encaminha uma eleição com duas frentes de direita, os partidos de centro esquerda e de esquerda catarinense tendem podem ter resultado eleitoral acima do que se imagina em um estado chamado de bolsonarista.
DE VOLTA A SANTA CATARINA
A ex deputada federal Ângela Albino deixou uma mensagem de despedida em suas redes sociais ao deixar o cargo que ocupava no município de Lagarto-Sergipe.
“VALEU, LAGARTO! – Encerro este ciclo com profunda gratidão pela oportunidade de atuar como Secretária de Governo de Lagarto. Foram meses de trabalho intenso, articulação institucional e construção coletiva ao lado de servidores e servidoras, vereadores e vereadoras, instituições e da população. Cada desafio enfrentado reforçou em mim a importância de uma atuação técnica, responsável e verdadeiramente comprometida com o interesse público. Ficam bases estruturadas, pontes fortalecidas e a certeza de que servir é sempre um privilégio. Sigo motivada, com o coração aberto e pronta para os novos caminhos e desafios que se apresentam no horizonte. Obrigada, Lagarto!”
ÂNGELA CANDIDATA
Com isso, Albino – que está com 56 anos de idade – está liberada para se filiar em tempo hábil para ser candidata, ou a deputada ou até mesmo a vice-governadora. A tendência é que se filie ao PDT na próxima semana para concorrer nestas eleições.
Ângela foi deputada junto com Merísio (então PSD) e o apoiou nas eleições de 2018, quando concorreu na coligação numa coligação que tinha 15 partidos. Eram 3 partidos de direita: PSD, Progressistas e Democratas (que se fundiu com o PSL e formou o União Brasil); 5 partidos de centro-direita: PRB (hoje /Republicanos), Podemos, PSC (incorporado pelo Podemos), PHS (incorporado pelo Podemos) e PRP (que foi incorporado pelo Patriotas, que depois se juntou com PTB e formou o PRD); e 7 partidos de esquerda e centro esquerda: PDT, PSB, Solidariedade, Pros (incorporado pelo Solidariedade), PC do B, PPL ((incorporado pelo PC do B) e o Partido Verde.
Naquele momento, PDT e PCdoB foram bastante criticados pela aliança com Merísio, que acabou perdendo as eleições no segundo turno para o out sider Carlos Moisés (PSL).


Comments (0)