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Expectativa para a sessão da Câmara de Jacinto Machado: presidente renuncia ou não?

A sucessão no comando da Câmara de Vereadores de Jacinto Machado, prevista em acordo firmado após as eleições de 2024, entrou no centro do debate político municipal. O atual presidente do Legislativo, vereador Agrício Abel (MDB), tem dado sinais de que não pretende cumprir o compromisso assumido — e registrado em ata, com sua assinatura — que previa a alternância da presidência da Casa entre os parlamentares da coligação.

Pelo acordo, o MDB comandaria a Câmara por três anos, enquanto o Progressistas (PP) teria direito a um ano de presidência. Dentro desse arranjo, estava prevista a renúncia de Agrício para que a vice-presidente, vereadora Aline Cechinel (MDB), assumisse o cargo em 2026. Até o momento, porém, o presidente não confirmou que deixará a função, mesmo após ser questionado por lideranças do próprio partido.

Caso o compromisso não seja respeitado, além de gerar desgaste interno na coligação, a decisão pode frustrar uma expectativa histórica da comunidade. Jacinto Machado teria, pela primeira vez desde a emancipação do município, uma mulher no comando do Poder Legislativo. A possibilidade foi bem recebida pela população e vista como um avanço institucional, com potencial para estimular a participação feminina na política local.

Nos bastidores, a avaliação é de que Agrício ainda não dimensionou o impacto político de uma eventual quebra de acordo. O descumprimento de um compromisso formal, sobretudo prejudicando uma colega de partido, tende a fragilizar sua liderança, comprometer a relação com os demais vereadores e gerar cobrança direta da sociedade. O ganho financeiro de mais um ano na presidência, apontam lideranças, dificilmente compensaria o desgaste para quem projeta continuidade na vida pública.

O impasse aumenta a expectativa para a sessão do dia 2 de fevereiro, a primeira do ano legislativo. O momento político é simbólico: o município está sendo comandado interinamente pela vice-prefeita Noeli Zacca (PP), que assumiu o Executivo por 15 dias após a licença do prefeito Sander Just (MDB), formalizada na sexta-feira (30).

Segundo o prefeito, havia um planejamento antecipado para que Jacinto Machado vivesse um período inédito, com duas mulheres à frente dos Poderes Executivo e Legislativo — Noeli Zacca na Prefeitura e Aline Cechinel na Câmara. A indefinição do presidente do Legislativo, no entanto, pode frustrar esse cenário e transformar o início de 2026 em mais um capítulo de tensão política no município.

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