JORGINHO REÚNE LIDERANÇAS DO PARTIDO

O PL tem reunião na manhã desta quarta-feira (04/10) em Florianópolis com o senador Jorginho Mello (PL), em que estará presente o comando do partido, senador eleito Jorge Seif (PL), os 11 deputados estaduais e mais 6 federais eleitos. Entre eles estará o entrevistado da Post TV desta terça-feira (4), no programa Voz do Sul, o deputado federal eleito Zé Trovão (PL), que estará na próxima semana em Brasília para reunião com o presidente Jair Bolsonaro (PL).

Ele será o único representante de Joinville, que não reelegeu Rodrigo Coelho (Podemos), Darci de Mattos (PSD) e Coronel Armando (PL). A distribuição dos 16 deputados por cidade é a seguinte:

– Chapecó – Carol de Toni (PL), Pedro Uczai (PT) e Daniela Reinehr (PL)

– Caçador – Valdir Cobalchini (MDB);

– Criciúma – Júlia Zanatta (PL), Daniel Freitas (PL), Ricardo Guidi (PSD);

– Jaraguá do Sul – Carlos Chiodini (MDB) e Fabio Schiochet (União Brasil);

– Joinville – Zé Trovão (PL);

– Blumenau – Ana Paula Lima (PT) e Ismael (PSD);

– Itajaí – Jorge Goetten de Lima (PL);

– Ituporanga – Rafael Pezenti (MDB)

– Rio do Sul Gilson Marques (Novo);

– Lages – Carmem Zanottto (Cidadania)

O Vale do Itajaí ficou com 5 deputados; a região Oeste com 4; a Sul com 3; a Norte com 3; e a Serrana com 1 deputado.

 

SEIF EM BRASÍLIA E O SEGUNDO TURNO

O senador eleito por Santa Catarina, está desde a última segunda-feira (03), em Brasília, por um pedido do Presidente e candidato a reeleição, Jair Bolsonaro (PL). A convocação faz parte de uma série de estratégias traçadas para o segundo turno.

“Sou muito grato por ter sido escolhido pelo povo catarinense, para representar esse estado que me adotou no Senado Federal. Mas a missão principal, sempre foi preservar nossa liberdade econômica, princípios e valores da família. Tudo isso passa pela reeleição do presidente Bolsonaro, é missão e não mediremos esforços para sair com essa vitória”, pontuou Seif.

Jorge Seif foi eleito para o Senado de Santa Catarina com 1.426.383 dos votos válidos, Estado que proporcionalmente mais deu votos para Bolsonaro, com 62,2%.

 

EFEITOS DA FEDERAÇÃO

A definição de federação em Brasília entre PSDB e Cidadania acabou prejudicando a deputada Geovânia de Sá (PSDB), que mesmo com mais de 80 mil votos, acabou ficando suplente. Acélio Casagrande (PSDB) também acabou suplente.

Existe a real possibilidade de Carmem Zanotto (Cidadania), que foi eleita pela federação, ser a nova secretária de Saúde caso Jorginho Mello (PL) seja eleito. Se isto acontecer, Geovânia pode seguir em Brasília.

Mais que rapidamente o PSDB, adversário histórico do PT em Santa Catarina, já declarou apoio a Jorginho e a Bolsonaro neste segundo turno.

Como a campanha de Amin e Kennedy Nunes, que eram sócios na mesma coligação PP/PSDB/PTB, era pró Bolsonaro, o caminho deverá ser o mesmo de apoio a Jorginho.

 

APOIOS A BOLSONARO

Declararam apoio ao presidente Romeu Zema (Novo), Ratinho Júnior (PSD), senador Sérgio Moro (União Brasil), deputado Deltan Dallagnol (Podemos) – estes 2, remanescentes da Lava Jato; e até mesmo o governador de São Paulo, que ficou em 3º lugar na disputa, Rodrigo Garcia (PSDB e ex-PL).

 

APOIOS A LULA

O presidente do Cidadania, Roberto Freire (ex-PCB e ex-PPS), declara apoio, mas sem palanque. Ciro Gomes (PDT) disse que seguirá o partido após Carlos Luppi ter declarado que o PDT irá seguir com Lula, desde que atenda a 3 pedidos: pautar apoio da retirada das pessoas do SPC/Serasa; Programa Renda Mínima; e educação integral.

O ex-senador José Serra (PSDB) votará em Lula (PT), mas em  São Paulo vai deTarcísio de Freitas (Republicanos).

 

NEUTRALIDADE

O PSDB nacional definiu que ficará neutro neste segundo turno. O PSD de Kassab também libera seus filiados para apoiar Lula ou Bolsonaro.

 

INDEFINIDO

O Eduardo Leite (PSDB) ainda não definiu se irá apoiar Lula (PT) em troca de apoio de Edegar Pretto (PT) no Rio Grande do Sul.

 

TEMAS DA CAMPANHA

A votação no exterior que em 2018 favoreceu a Bolsonaro, agora em 2022 foi pró-Lula. O fundão eleitoral foi a máquina em favor dos candidatos em 2022.

 

13 DERROTADOS

Dos 15 prefeitos da Amesc, apenas Eder Mattos (PL), de Meleiro, e Gislaine Cunha (PL), saiu vencedor no primeiro turno. Perderam 9 apoiadores de Moisés; 3 de Amin; 1 de Gean.

 

GAÚCHOS DERROTADOS

A onda 22 produziu danos colaterais em diversos estados brasileiros. Olhando a lista de não eleitos no Rio Grande do Sul temos o deputado federal Giovani Feltes (MDB); o defensor do presidente jornalista Bibo Nunes (PL); a neta de Brizola, Juliana Brizola (PDT); o ex senador Lasier Martins (Podemos, ex PDT), que tentou vaga na Câmara e ficou pelo caminho; dois ex-prefeitos de Porto Alegre, Nelson Marchezan Júnior (PSDB) e José Fortunati (União Brasil).

Ainda que muito perto de estar no segundo turno, Edegar Pretto (PT), ficou em terceiro lugar disputa pelo governo. O senador bolsonarista Luiz Carlos Heinze (PP) – que não tinha o 22 na colinha, ficou em 4 lugar; o ex-deputado, caixa alta e bolsonarista Roberto Argenta (PSC) ficou em 5º e o eterno candidato Vieira da Cunha (PDT), 6º colocado.  

Perderam também para o Senado o ex-governador Olívio Dutra (PT) e a ex-senadora Ana Amélia Lemos (PSD).

A ex deputada Manuela d’Ávila (PC do B), vice de Haddad (PT) em 2018, não se candidatou nestas eleições.

 

ONDA DE DERROTADOS

José Serra (PSDB) teve 88.926 votos, mas não se elegeu. Sub judice, o principal articulador pela derrubada de Dilma Rousseff em 2016, ex deputado federal Eduardo Cunha (PTB), estava solto, mas foi derrotado nas urnas. Fez 5 mil votos para deputado.

Dois ex bolsonaristas fracassaram nas urnas ao se afastar do presidente. Joice Hasselmann (PSDB), mulher mais votada da Câmara Federal em 2018 pelo PSL, com 1.064.047 votos, fez apenas 13.679 votos. 

O carioca Alexandre Frota (PSDB) teve 24.224 votos ao tentar uma cadeira na ALESP. Em 2018, no PSL, havia sido eleito deputado federal com 152.958 votos.

Outro fracassado nas urnas foi o ex ministro do Exterior, Abraham Weintraub.

 

CAMPEÕES DO SENADO

Em 2010, o senador Aloysio Nunes (PSDB) fez 11.189.168 votos; em 2014, o senador José Serra (PSDB) fez 11.105.874 votos; agora em 2022, o senador Astronauta Marcos Pontes (PL) – 10.714.913 votos e superou a marca do senador Aloizio Mercadante (PT) em 2002, com 10.497.348 votos; e em 2018, Major Olímpio (PSL), que fez 9.039.717 votos, e faleceu no exercício do mandato em 2021.

 

CAMPEÕES DA CÂMARA

A candidata ao Senado pelo PRTB, Janaina Paschoal (PRTB), havia sido eleita deputada estadual pelo PSL em 2018 com 2.060.786 votos. Afastada do presidente, rodou nas urnas e foi 4ª colocada ao Senado por São Paulo. Mesmo assim mantém-se como a mais votada da história.

O deputado Eduardo Bolsonaro é 2º mais votado da história por São Paulo, quando em 2018, pelo PSL, com 1.843.735 votos.

Em 3º lugar está o falecido Eneas Carneiro (PRONA), que havia feito em 2002 1.573.642 votos.

Em 4º lugar em 2014, o deputado federal Celso Russomanno (PRB, atual Republicanos), que fez 1.524.361 votos.

Em 5º lugar agora está candidato a deputado federal mais votado nas eleições 2022 no país, o bolsonarista Nikolas Ferreira (PL), eleito com 1.492.047 por Minas Gerais.

Em 6º, em 2010, o deputado federal Tiririca (PR, hoje PL) foi 1.353.820 votos.

O candidato a prefeito de São Paulo em 2020, o deputado federal Guilherme Boulos (PSOL) conquistou 1.001.472 votos em 2022.

Carla Zambelli (PL-SP) fez agora em 2022 946.244 votos e Eduardo Bolsonaro (PL-SP), 741.701 votos.

 

VOLTA À CÂMARA

Reconciliada com Lula, a ex senadora pelo Acre, Marina da Silva (Rede), conquista cadeira no parlamento.

O povo não quis separar o casal e mandou os dois pra Brasília. Sérgio Moro (União Brasil), em ritmo de reaproximação de Bolsonaro foi eleito senador no Paraná, teve a esposa eleita deputada federal em São Paulo.

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