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Janela partidária redefine cenário político em SC com renúncias, filiações e articulações para 2026

O cenário político de Santa Catarina passou por uma intensa reconfiguração nos últimos dias, impulsionado pelo fechamento da chamada janela partidária — período decisivo para a troca de siglas sem perda de mandato. Encerrado em 4 de abril, o prazo consolidou movimentos estratégicos que já desenham o mapa eleitoral para as eleições de outubro.

Pelas regras eleitorais brasileiras, todo candidato precisa estar filiado a um partido político com, no mínimo, seis meses de antecedência do pleito. Isso significa que os interessados em disputar uma vaga em 2026 deveriam estar com a situação regularizada até o início de abril. Além disso, o prazo também marca o limite para que partidos e federações estejam devidamente registrados junto ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), aptos a participar da eleição.

A janela partidária, que se encerra oficialmente na véspera, representa o momento em que os políticos podem trocar de legenda sem sofrer penalidades, consolidando alianças e estratégias. A partir daí, mudanças tornam-se restritas, dando mais clareza ao cenário político.

 

Renúncias e movimentos estratégicos

Entre os principais fatos deste ciclo estão renúncias de prefeitos que deixam seus cargos para disputar novas posições:

  • João Rodrigues deixou a Prefeitura de Chapecó para concorrer ao Governo do Estado;
  • Adriano Silva (Novo) renunciou ao comando de Joinville para compor como vice na chapa de Jorginho Mello (PL);
  • Arão Josino deixou a Prefeitura de Ascurra para assumir a Secretaria de Planejamento;
  • Evandro Scaini (PP) renunciou para disputar vaga de deputado estadual.

Na região da Amesc, nomes como o prefeito de Araranguá, Cesar Cesa (MDB), além de Gislaine Cunha e Kekinha, chegaram a ser cogitados para disputar eleições, mas optaram por permanecer nos cargos.

 

Filiações e reposicionamentos

A movimentação partidária também trouxe nomes de peso para novas siglas:

  • Carlos Moisés filiou-se ao União Brasil para disputar vaga na Câmara Federal;
  • Angela Albino ingressou no PDT, podendo compor como vice de Gelson Merísio (PSB) ou disputar mandato federal;
  • Luciano Buligon também se filiou ao PDT e deve buscar vaga na Câmara Federal ou Alesc;
  • Acélio Casagrande migrou para o Republicanos para ser candidato a deputado estadual;
  • Luiz Ferando Vampiro deixou o MDB pelo PSD e fica como uma reserva técnica para o caso de Clésio Salvaro (PSD) precisar ser colocado na chapa majoritária;  
  • O ex deputado federal e ex prefeito de Blumenau João Paulo Kleinubing se filia ao PL para concorrer a deputado federal; 

 

Saídas do governo e novas candidaturas

Outros nomes deixaram cargos estratégicos no governo estadual para entrar na disputa:

  • Kennedy Nunes (PL);
  • Ulisses Gabriel, que deve concorrer a deputado estadual;
  • Silvio Dreveck (PP).

Reconfiguração na Câmara Federal

A Câmara dos Deputados também foi impactada por trocas partidárias relevantes:

  • Ismael dos Santos foi para o PL;
  • Geovania de Sá migrou para o Republicanos;
  • Jorge Goetten assumiu protagonismo no Republicanos;
  • Ricardo Guidi trocou de sigla;
  • Caroline de Toni deve buscar novo mandato.

Novo equilíbrio de forças

Em relação às eleições de 2022, o cenário aponta mudanças importantes:

  • O PL ampliou sua bancada;
  • O Republicanos cresceu no estado;
  • MDB, PT, Novo e União Brasil mantiveram posições;
  • O PSD perdeu força significativa.

Blocos políticos em formação

Com as definições pós-janela, três grupos principais se consolidam:

  • Grupo de Jorginho Mello (PL): com base ampliada e forte articulação;
  • Grupo de João Rodrigues: reunindo PSD, União Brasil, PP e MDB;
  • Grupo de Gelson Merísio: possível aliança entre PSB, PDT, PT e PSol.

Calendário eleitoral

Agora, o processo entra em nova etapa. O registro oficial das candidaturas ocorre em agosto. Já o primeiro turno das eleições está marcado para 4 de outubro, com eventual segundo turno no dia 25 de outubro.

Com o fim da janela partidária, o cenário político catarinense ganha contornos mais definidos, abrindo caminho para alianças formais, campanhas e a disputa direta pelo voto do eleitor.

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