MDB DE ARARANGUÁ FECHA APOIO À REELEIÇÃO DE TIAGO ZILLI O partido demonstrou força política e…
Jorginho inaugura EEB Araranguá; Júlia vice de Flávio; Antídio no Senado; Paulinha/Podemos; e mais
GOVERNADOR CORRE CONTRA O TEMPO PARA FAZER ENTREGAS ANTES DE 30 DE JUNHO
O governador Jorginho Mello esteve no Sul de Santa Catarina nesta quinta-feira (18) para entregar importantes obras de mobilidade na região de Criciúma. Entre as ações, foi inaugurado o trecho 3 do Anel de Contorno Viário de Criciúma, com 2,6 quilômetros de extensão e investimento superior a R$ 26 milhões, ligando os municípios de Siderópolis e Nova Veneza.
Na sequência, o governador liberou o trecho duplicado da SC-108 entre Criciúma e Cocal do Sul, com 6,7 quilômetros já concluídos. A obra integra um projeto maior de duplicação que totaliza 16,4 quilômetros e recebe investimentos de aproximadamente R$ 250 milhões do Governo do Estado.
As intervenções visam melhorar a mobilidade regional, facilitar o escoamento da produção, reduzir o tráfego pesado nas áreas urbanas e fortalecer o desenvolvimento econômico do Sul catarinense.
Em Araranguá, nesta sexta-feira (19), por volta das 10h, será a vez de inaugurar a ampliação da Escola de Educação Básica Araranguá, o antigo Colégio Normal. A obra se arrastou pelos governos de Raimundo Colombo (PSD), Carlos Moisés (ex-PSL, hoje União Brasil) e agora chega à conclusão no primeiro mandato de Jorginho.
Uma pena que, ao lado da EEB Araranguá, seja possível ver o Centro Cultural Célia Belizária de Souza em situação tão lastimável. O falecido governador Luiz Henrique da Silveira (MDB) deve se revirar no túmulo ao ver uma obra de sua gestão chegar a esse estado de abandono. Enfim, melhor que se inaugure a EEB. É uma obra a menos na lista de pendências.
INDICAÇÃO DE JÚLIA PARA VICE DE FLÁVIO
Quando Eduardo Bolsonaro (PL) colocou o nome de Júlia Zanatta (PL) como possível vice de Flávio Bolsonaro (PL) — mais uma demonstração dos vínculos da família Bolsonaro com Santa Catarina — havia algumas intenções por trás do gesto.
A primeira era enviar um recado à chamada “direita limpinha”, expressão usada pelo próprio Eduardo em recente manifestação: a de que o bolsonarismo não precisa de nomes como Ronaldo Caiado ou Romeu Zema para compor uma chapa presidencial. Júlia foi uma das primeiras a defender publicamente que o Novo não deveria fazer aliança com Jorginho Mello (PL) em Santa Catarina. E Adriano Silva (Novo), que passou por Araranguá nesta semana, certamente acompanha o movimento com atenção.
A segunda intenção foi colocar em evidência uma bolsonarista raiz, com quem Eduardo mantém relação de amizade. Mesmo que ela não venha a ser considerada efetivamente para a vaga, a simples lembrança de seu nome já fortalece sua posição para 2026.
Com Carol de Toni (PL) mirando o Senado, Jorge Goetten já no Republicanos, Daniel Freitas e Daniela Reinehr sem o mesmo prestígio junto ao núcleo bolsonarista, e Ricardo Guidi e Ismael dos Santos ainda recém-chegados ao PL, Júlia ganha protagonismo.
Além disso, mesmo que dispute a reeleição à Câmara dos Deputados, ela amplia sua força política em Criciúma, onde enfrentará concorrência de Guidi, Freitas e Geovania de Sá (Republicanos) no mesmo campo ideológico.
No fim das contas, ainda que a hipótese seja apenas fumaça, a dificuldade de encontrar nomes de outros partidos para compor uma eventual chapa pode manter essa possibilidade viva até as convenções. Uma composição com uma mulher também poderia ampliar o alcance eleitoral de Flávio entre o eleitorado feminino.
CHIODINI E ANTÍDIO
O MDB deu uma cartada para tentar convencer sua militância a embarcar de vez na chapa liderada por João Rodrigues (PSD). A escolha de Antídio Lunelli para a segunda vaga ao Senado evita um cenário desconfortável para Esperidião Amin (PP), que poderia acabar como candidato isolado ao Senado na coligação formada por PSD, MDB e PP-União Brasil.
Com Carlos Chiodini na vice e dois nomes de Jaraguá do Sul em posições estratégicas, o MDB também busca ampliar sua influência no Norte do Estado.
O partido ainda trabalha para indicar um suplente na chapa de Amin. O senador consultou o ex-deputado federal Edinho Bez, de Gravatal, que sugeriu o nome da ex-deputada estadual Ada de Luca, histórica liderança emedebista de Criciúma e viúva do saudoso Walmor de Luca.
Além dela, nomes como Volnei Weber, que já colocou seu nome à disposição, e Rogério Peninha Mendonça seguem no radar das negociações.
MUDANÇA DE DOMICÍLIO
Embora haja quem sustente que a transferência do domicílio eleitoral de Carlos Bolsonaro (PL) para São José possa representar um problema jurídico, há diversos precedentes favoráveis.
José Sarney, por exemplo, construiu sua trajetória eleitoral no Amapá sem maiores dificuldades. O caso de Sergio Moro foi diferente, pois sua tentativa de transferência para São Paulo encontrou resistência justamente pela ausência de vínculos mais sólidos com o estado.
Já Carlos Bolsonaro tem como argumento o fato de seu irmão Jair Renan Bolsonaro exercer mandato de vereador em Balneário Camboriú. Além disso, Jair Bolsonaro mantém forte relação política e afetiva com Santa Catarina, estado onde costuma passar temporadas e desfruta de ampla popularidade entre seus apoiadores.
Dessa forma, a tendência é que o vereador carioca encontre menos obstáculos do que alguns analistas imaginam para viabilizar uma candidatura por Santa Catarina.
AS DECISÕES DA PAULINHA
A deputada e ex-prefeita de Bombinhas precisou romper algumas relações para chegar ao atual momento político, em que se coloca como pré-candidata à Câmara dos Deputados pelo Podemos.
Primeiro, reconstruiu sua vida pessoal após o fim do casamento com o ex-marido e o início da relação com o prefeito Paulinho, de Bombinhas.
Na política, rompeu com o PDT após os atritos com o deputado estadual Rodrigo Minotto, quando o partido decidiu por sua expulsão ainda no primeiro mandato. Reorganizou sua trajetória no Podemos, sob a liderança nacional de Renata Abreu, e conquistou a reeleição.
Agora, para viabilizar a candidatura a deputada federal, precisou novamente redesenhar sua estratégia política. A decisão de aproximar o Podemos da reeleição de Jorginho Mello (PL) a colocou em rota de colisão com lideranças importantes, entre elas o presidente da Assembleia Legislativa, Júlio Garcia (PSD). Após o movimento, os cargos indicados por Paulinha na Alesc foram exonerados.
Para chegar à disputa federal, também foi necessário reorganizar a estrutura partidária, montando uma chapa com 41 candidatos à Assembleia Legislativa e outra com 17 nomes para a Câmara Federal. Dentro dessa lógica, a aproximação com o governador é vista como um passo importante para fortalecer o projeto de voo mais alto.
O TIME DO PODEMOS

O Podemos realizou nesta quinta-feira (18) uma reunião estratégica na CDL de Videira, no Meio-Oeste catarinense, reunindo lideranças regionais e vereadores para discutir os rumos do partido com foco nas eleições de 2026.
O encontro foi conduzido pela presidente estadual da sigla, deputada Paulinha, e marcou a apresentação das pré-candidaturas de Adriane Suppi (Preta) e Lairton Bolico para deputado estadual, além de Valdir Lazzari para deputado federal.
Também participaram vereadores e dirigentes partidários de diversos municípios da região, reforçando o processo de estruturação da legenda no interior do estado.
MOMENTO DE CONSOLIDAÇÃO
A presidente estadual destacou o momento de crescimento e consolidação da sigla em Santa Catarina.
“O Podemos cresce porque tem coragem de ouvir o que o povo tem a dizer. Aqui no Meio-Oeste, construímos um time comprometido com gente de verdade, com problemas reais. Não estamos aqui para fazer média. Estamos aqui para representar quem trabalha, quem produz e quem confia no nosso projeto”, afirmou Paulinha.
O partido segue em articulação pelo interior catarinense, com novas agendas programadas para as próximas semanas.


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