NÚMEROS DIFERENTES

No depoimento à CPI na Alesc, nesta terça-feira (2), interpelada pelo deputado estadual Kennedy Nunes (PSD), a ex superintendente Márcia Regina Geremias Pauli, disse que o valor pago pela compra de respiradores e demais materiais à Edera Medicamentos, de Araranguá, o Governo do Estado teria pago duas notas: R$ 1,253 milhão e R$ 2,2 milhões, que somaria R$ 3,453 milhões.

Em nota, na terça-feira (26), a empresa relatou que o valor era de R$ 3,193, dos quais recebeu R$ 2.200.000,00. Diferença de R$ 260 mil. Nem citou a terceira nota, das máscaras, no valor de R$ 2,08 milhões, que, segundo Eduardo de Oliveira, foi cancelada.

 

 

EDERA NA VITRINE

O ex secretário Douglas Borba havia citado em seu depoimento ao Ministério Público que havia um outro processo grave, o de aquisição de respiradores da Edera, dia 19 de Março, adquirido ali próximo ao caso da VeigaMed, que gerou um prejuízo de R$ 33 milhões aos cofres públicos.

 

FOI O SCHMITT

A coluna trouxe no dia 25 de Maio uma nota chamada de “MOVIMENTAÇÃO ESTRANHA”.

Agora, a coluna reescreve o texto com devido nome das personagens.

“O que chama a atenção é que antes da compra dos equipamentos (da Edera), houve uma reunião em Araranguá (no Hospital Regional), em que participava um seleto grupo de profissionais da saúde região. Uma fonte relatou à coluna que ouviu, repito, antes da compra efetivada, Robson Schmitt Machado, fundador do Instituto Maria Schmitt, falando ao telefone (com o atual secretário de Saúde, André Motta Ribeiro ou alguém da SHU da Secretaria de Estado da Saúde) sobre uma possível compra de máscaras (e respiradores, pelo que disse Márcia Pauli) para o Governo do Estado. Ou seja, foi arquitetada a compra aproveitando o fato de que estava liberada “a temporada de caça aos equipamentos” com a facilidade da dispensa de licitação. Borba mirou na Secretaria de Saúde”.

 

QUAL A RELAÇÃO?

A mesma fonte – e a coluna já conhecia este relato, no mesmo dia do telefonema entre o diretor do IMAS, Robson e o então adjunto da Saúde (ou seu interlocutor) disse que ouviu o próprio Eduardo de Oliveira, sócio da Edera Distribuidora de Medicamentos Ltda, de Araranguá, comemorar o fato de terem conseguido uma venda expressiva para o Estado.

Ou seja, estes fatos revelam que a venda foi feita por Robson, e repassada a Edera.

Márcia Pauli referendou que a compra foi via Robson, do IMAS, que apresentou a empresa Edera.

Como a empresa alega que fez apenas uma representação e entregou os materiais, não deve ficar preocupada com as apurações da CPI.

 

OUTROS DADOS TRAZIDOS PELA CPI

  • Márcia Regina Geremias Pauli – “Nunca vi tantos telefones quebrados e mensagens apagadas (por causa da denúncia dos respiradores);
  • Ex secretário Helton de Souza Zeferino, disse que nunca autorizou pagamento antecipado;
  • Márcia Regina Geremias Pauli – Disse que a coletiva/live de 27 de Março mostra que o governador Carlos Moisés (PSL) ‘sabia de tudo’.

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