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Retrospectiva 2025: Articulação internacional projeta Santa Catarina no centro das decisões globais

Santa Catarina encerra 2025 com um reposicionamento estratégico no cenário internacional. O que antes era uma agenda pontual tornou-se eixo estruturante da política de desenvolvimento econômico do Estado. Sob a liderança do governador Jorginho Mello, a articulação internacional passou a conectar diplomacia, atração de investimentos, acesso a crédito de longo prazo e ampliação de mercados, recolocando SC no radar de governos, bancos multilaterais e grandes grupos empresariais.

A virada de chave ocorreu com a atuação da Secretaria de Articulação Internacional e Projetos Estratégicos (SAI), comandada por Paulo Bornhausen. Em um ano, Santa Catarina estruturou uma política externa estadual com foco econômico, alinhando agendas internacionais a prioridades internas como infraestrutura, mobilidade, competitividade industrial e sustentabilidade fiscal.

Missões estratégicas e presença global

Ao longo de 2025, o Governo do Estado realizou quatro missões oficiais internacionais, recebeu representantes de 23 países, promoveu dois grandes eventos de negócios no exterior — o SC Day Tóquio e o SC Day Nova York — e apoiou sete eventos internacionais realizados em território catarinense. Todas as ações tiveram caráter técnico, institucional e foco direto em resultados econômicos.

Banco Mundial e crédito de longo prazo

O principal marco econômico do ano foi a consolidação da relação com organismos multilaterais. Em maio, durante missão aos Estados Unidos, o governador apresentou ao Banco Mundial projetos estruturantes nas áreas de mobilidade, infraestrutura urbana, resiliência climática e desenvolvimento regional. O diálogo avançado abriu caminho para uma nova geração de financiamentos de longo prazo que pode ultrapassar US$ 500 milhões, reforçando a credibilidade fiscal e institucional de Santa Catarina no cenário internacional.

“Os estados brasileiros ficaram muito tempo fora das grandes mesas de decisão. Santa Catarina decidiu ocupar esse espaço com seriedade, projetos bem estruturados e alinhamento político”, avalia Paulo Bornhausen.

Ásia no centro da estratégia

A intensificação das relações com a Ásia foi outro destaque de 2025. Em junho, missões oficiais ao Japão e à China ampliaram o diálogo com governos e conglomerados empresariais, abrindo oportunidades em logística, energia, tecnologia, aviação regional e infraestrutura. Como desdobramento, o Estado recebeu visitas de grupos internacionais, entre eles a Power China, interessada em projetos estratégicos no território catarinense.

O avanço asiático incluiu ainda a aproximação com o Sudeste Asiático. Em setembro, Santa Catarina recebeu representantes de Singapura, um dos maiores hubs financeiros e logísticos do mundo, posicionando o Estado como potencial porta de entrada para o mercado da ASEAN, que reúne mais de 600 milhões de consumidores. Em novembro, a visita do cônsul comercial da Malásia reforçou o interesse em joint ventures, transferência de tecnologia e acesso ao mercado Halal.

“A Ásia concentra crescimento, consumo e capacidade de investimento. Estar presente nesse diálogo é uma decisão econômica”, resume Bornhausen.

Investimento europeu e presença permanente

A política internacional também gerou resultados concretos na Europa. Em junho, durante missão à Espanha, foi anunciado o investimento de R$ 800 milhões do grupo espanhol Vall Companys no setor agroindustrial catarinense, ampliando a inserção do Estado nas cadeias globais de alimentos e proteína animal.

Para sustentar essa presença global, o governo consolidou o programa de Embaixadores Honorários, com representantes estratégicos na China, Portugal e Itália, e anunciou a abertura de dois escritórios internacionais em 2026, ligados à InvestSC. A proposta é oferecer apoio permanente a empresários catarinenses, ampliar exportações e atrair novos investimentos.

América do Sul e integração regional

Na América do Sul, a missão oficial à Argentina reforçou laços comerciais, turísticos e institucionais. O governador Jorginho Mello participou de agendas de alto nível em Buenos Aires, incluindo encontro com o presidente Javier Milei e presença na cerimônia de posse do novo ministro do Interior argentino, consolidando a Argentina como terceiro maior parceiro comercial de Santa Catarina.

Resultados no território

Os efeitos da articulação internacional começaram a se materializar ainda em 2025. Equipes técnicas do Banco Mundial visitaram regiões como AMUNESC e Vale Europeu, iniciando a estruturação de projetos de mobilidade integrada e desenvolvimento regional — evidência de que a diplomacia estadual passou a se traduzir em políticas públicas concretas.

Ao final de 2025, Santa Catarina deixa de atuar de forma reativa no cenário global e assume postura estratégica. Com liderança política, organização técnica e foco em resultados, o Estado construiu uma política consistente de inserção internacional, conectando diplomacia, financiamento estruturado e competitividade produtiva — um novo patamar que projeta Santa Catarina como protagonista no mapa econômico global.

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