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Retrospectiva 2025: Epagri amplia presença no campo, investe em inovação e consolida protagonismo no agro catarinense
O ano de 2025 foi marcado por uma série de avanços estruturais, institucionais e tecnológicos na Epagri, consolidando a empresa como um dos principais pilares do desenvolvimento rural de Santa Catarina. Ao longo do período, a instituição ampliou investimentos, expandiu sua presença territorial, fortaleceu a educação técnica, impulsionou a pesquisa agropecuária e assumiu papel central em políticas públicas voltadas à sustentabilidade, sucessão familiar e inovação no campo.
Um dos marcos do ano foi a assunção da gestão compartilhada dos cinco Cedups Agrotécnicos, em parceria com a Secretaria de Estado da Educação. A integração entre ensino técnico, pesquisa e extensão rural resultou em cerca de R$ 12 milhões em investimentos, beneficiando aproximadamente 1,5 mil estudantes em unidades localizadas em São Miguel do Oeste, Campo Erê, Canoinhas, Água Doce e São José do Cerrito. O novo modelo aproximou escolas, estações experimentais e comunidades rurais, ampliando aulas práticas, dias de campo e unidades de referência educativa.
A educação técnica também avançou com foco na agricultura familiar e no protagonismo feminino, ampliando a participação de filhos de agricultores nos cursos agrotécnicos e fortalecendo programas como o Flor-E-Ser, que já capacitou mais de 700 mulheres desde 2019, e a Ação Jovem Rural e do Mar, responsável pela formação de mais de 3,2 mil jovens desde 2012.
Investimentos recordes e modernização
Em 2025, a Epagri executou um volume expressivo de investimentos em infraestrutura, tecnologia e pessoal. Foram R$ 51,7 milhões destinados à pesquisa, R$ 25,6 milhões à extensão rural e R$ 11,6 milhões à educação, totalizando quase R$ 89 milhões aplicados diretamente nas áreas-fim. A empresa também realizou a maior contratação de sua história, com a entrada de 417 novos profissionais, recompondo equipes em todo o estado.
A modernização incluiu a renovação da frota, aquisição de máquinas agrícolas para pesquisa e ensino, ampliação de laboratórios, estufas e unidades experimentais, além de R$ 16,6 milhões em tecnologia da informação, reforçando a governança digital e a segurança dos sistemas.
Presença em 100% dos municípios
Outro dado de destaque foi a presença da Epagri em todos os 295 municípios catarinenses. Ao longo do ano, mais de 132 mil produtores foram atendidos em 268 mil ações técnicas, resultando na elaboração de cerca de 12 mil propostas de crédito rural, que viabilizaram R$ 715 milhões em investimentos no campo.
Sustentabilidade e clima
No eixo ambiental, a Epagri liderou a difusão de tecnologias de baixo carbono. Entre 2023 e 2025, as ações da empresa responderam por 8,8 milhões de toneladas de carbono equivalente mitigadas, mais da metade do total registrado em Santa Catarina no período. Sistemas como o Plantio Direto de Grãos e a recuperação de pastagens degradadas ampliaram a resiliência climática e reduziram custos de produção.
A empresa também assumiu a gestão compartilhada do Cadastro Ambiental Rural (CAR), promovendo uma força-tarefa que resultou em milhares de novos cadastros e retificações, fortalecendo a regularização ambiental e a segurança jurídica das propriedades.
Pesquisa, inovação e reconhecimento
Em 2025, a Epagri executou 391 projetos de pesquisa e entregou 20 novas tecnologias aos produtores, com destaque para a variedade de arroz SCSBRS126 Dueto, que já ocupa mais da metade da área plantada de arroz irrigado no estado e recebeu reconhecimento nacional e internacional.
O desempenho institucional rendeu à empresa premiações em gestão, pesquisa, sustentabilidade e governança, incluindo reconhecimentos nacionais e internacionais, reforçando o papel da Epagri como referência em inovação aplicada ao agro.
Ao encerrar 2025, a Epagri consolida um ciclo de expansão e modernização, com impactos diretos na produção, na sustentabilidade e na permanência de jovens e mulheres no campo. O balanço do ano aponta para uma instituição fortalecida, com bases estruturadas para enfrentar os desafios do desenvolvimento rural catarinense nos próximos anos.
Colaboração de Cléia Schmitz, jornalista bolsista Epagri/Fapesc


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