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Janela para troca de partido: veja os deputados catarinenses que mudam de time

COSTURAS NO PODEMOS | A delegada da Polícia Civil Eliane Chaves, da Dpcami de Araranguá, declinou ao convite da deputada estadual Ana Paula da Silva, a Paulinha, e não irá se filiar ao Podemos. Ela havia sido convidada a se filiar para buscar uma cadeira na Assembleia Legislativa, mas decidiu que não é momento. Portanto, permanece sem filiação. A deputada Paulinha, que busca uma vaga na Câmara dos Deputados, segue em busca de lideranças para reforçar o time do Podemos, que precisa montar uma chapa com 17 nomes para buscar vaga a federal e 41 para estadual. A missão de Paulinha é reestruturar o time para suprir as perdas de dois deputados estaduais: Camilo Martins (de Palhoça), que vai para o PL, e Lucas Neves (de Lages), que vai para o Republicanos, mesmo partido da prefeita de Lages, Carmem Zanotto.

 

PODEMOS PARA PL 1 | O deputado estadual Lucas Neves deve deixar o Podemos para se filiar ao Republicanos, movimento já articulado nos bastidores com foco nas eleições de 2026. A mudança tem cálculo eleitoral. Neves chegou à Assembleia Legislativa de Santa Catarina com apoio de sobras eleitorais do Podemos, mas as novas regras definidas pelo Supremo Tribunal Federal reduziram esse mecanismo, tornando sua reeleição mais incerta em uma legenda menor. Também pesaram ruídos internos no partido, especialmente com lideranças como Paulinha, que mira voos maiores em 2026 e reorganiza o espaço da sigla. Ao migrar para o Republicanos, Neves permanece na base do governador Jorginho Mello (PL) e reforça sua articulação na Serra Catarinense, onde mantém proximidade política com a prefeita de Lages, Carmen Zanotto.

 

PODEMOS PARA PL 2 | O deputado estadual Camilo Martins deixou o Podemos para se filiar ao Partido Liberal, movimento que reforça a base do governador Jorginho Mello na Assembleia Legislativa de Santa Catarina. A mudança é vista como estratégica. Ao ingressar no PL, Martins se aproxima ainda mais do núcleo político do governo e ajuda a ampliar a bancada governista, especialmente com influência na região da Grande Florianópolis.

 

REPUBLICANOS | O Republicanos nacional se prepara para receber a deputada federal Geovania de Sá, que deixa o PSDB. Expectativa é que a filiação aconteça pelas mãos do presidente estadual Marcos Pereira dia 17 de março na capital federal, e depois um ato festivo em Florianópolis com todos os aliados.

 

FÉ E POLÍTICA EM ROTA DE COLISÃO | A relação entre o deputado estadual Jair Miotto (União Brasil) e o ex-deputado Narcizo Parisotto (PSD) azedou de vez e expõe um racha que mistura igreja e política em Santa Catarina. Parisotto acusa Miotto de ter apoiado sua destituição da presidência estadual da Igreja do Evangelho Quadrangular, decisão tomada pelo conselho nacional da denominação. Nos bastidores, o estopim da crise também estaria ligado à disputa por espaço político dentro do eleitorado evangélico. Hoje no PSD, Parisotto articula a pré-candidatura da filha, Débora Parisotto, à Assembleia Legislativa. Já Miotto nega qualquer movimento contra o ex-aliado e mantém o foco na reeleição à Alesc.

 

DO PL PARA O PSD | A saída do deputado estadual Nilso Berlanda do PL, em novembro de 2025, para se filiar ao Partido Social Democrático (PSD) foi resultado de um processo de desgaste que vinha se acumulando dentro do partido. Entre os motivos está a quebra de um acordo político na Assembleia Legislativa de Santa Catarina. Berlanda esperava assumir a vice-presidência da Casa após um rodízio interno, mas o então ocupante do cargo, Maurício Eskudlark, não deixou a função após o primeiro ano. A mudança também tem cálculo eleitoral. Ao migrar para o PSD, Berlanda se afasta do campo do governador Jorginho Mello (PL) e busca reposicionar seu projeto de reeleição para 2026. A decisão foi comunicada pessoalmente ao governador na Casa d’Agronômica e oficializada em coletiva em Curitibanos no final do ano.

 

DO PSDB AO UNIÃO BRASIL | O deputado estadual Vicente Caropreso decidiu deixar o Partido da Social Democracia Brasileira para se filiar ao União Brasil, em um movimento claramente voltado às eleições de 2026. A avaliação do parlamentar é que o PSDB perdeu força e pode ter dificuldade para montar uma chapa competitiva à Assembleia Legislativa de Santa Catarina, o que reduziria as chances de reeleição no sistema proporcional. Soma-se a isso a instabilidade nacional do partido, que vive discussões sobre fusões e reestruturação. Já o União Brasil deve formar no estado uma federação com o Progressistas, ampliando a bancada e a estrutura eleitoral.

 

DO UNIÃO BRASIL AO PL | O deputado estadual Marcos da Rosa deixou o Podemos para se filiar ao Partido Liberal, reforçando a base do governador Jorginho Mello na Assembleia Legislativa de Santa Catarina. A mudança faz parte da estratégia do PL de ampliar sua bancada no parlamento catarinense e consolidar força política no estado. Para o deputado, o movimento também tem cálculo eleitoral: estar em um partido maior e com mais candidatos competitivos aumenta as chances de reeleição em 2026.

 

ACORDO PRA FICAR | O deputado estadual Carlos Humberto decidiu permanecer no Partido Liberal e ainda assumiu o comando da sigla em Balneário Camboriú, reforçando sua posição dentro do partido no estado. Aliado do governador Jorginho Mello, o parlamentar avaliou que a permanência no PL oferece melhores condições políticas e eleitorais para a disputa de 2026, já que o partido deve montar uma das chapas mais competitivas para a Assembleia Legislativa de Santa Catarina.

 

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