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Enfoque Político: Crimes Virtuais e a Armadilha da Confiança

No quadro Enfoque Político desta quinta-feira 19/02, recebemos o vereador Nelson Soares (MDB), que trouxe à pauta um tema de utilidade pública urgente: o crescimento alarmante dos crimes virtuais. Acompanhado de especialistas, o debate focou em como o “excesso de confiança” tem sido uma grande ferramenta dos criminosos na internet.

A Anatomia dos Golpes: Confiança como Isca
Mesmo com o aumento das campanhas de conscientização, o número de vítimas continua crescendo. Robson Silva, especialista em crimes cibernéticos, destacou que os golpes não escolhem classe social ou idade, baseando-se sempre em estabelecer uma relação de confiança ou autoridade:

Jogos Online (Público Jovem): Adolescentes são atraídos por perfis falsos que criam amizades em chats de jogos. Após ganhar confiança, o crime solicita dinheiro ou inicia extorsões e ameaças graves.

Falso Familiar (Público Idoso): O uso clássico da foto de um filho ou parente em um número desconhecido no WhatsApp. A vítima, movida pelo afeto, não questiona a veracidade e paga boletos ou faz transferências.

Falsa Central de Banco (Público Adulto): O crime cria uma “autoridade” ao ligar fingindo ser um atendente bancário. A vítima, acreditando estar protegida sua conta de uma invasão, acaba ela mesma entregando o acesso ou realizando Pix.

O Papel dos Bancos e a Resistência das Vítimas
Embora as instituições financeiras invistam pesadamente em segurança e os aplicativos possuam camadas de proteção, um comportamento humano tem dificultado o combate: o estado de negação .

“Uma pessoa se sente tão convencida pelo criminoso que, mesmo quando o aplicativo do banco emite um alerta de ‘suspeita de fraude’ ou o atendente da loteria avisa que o boleto é estranho, ela insiste na transação. É como se estivesse cegamente apaixonado pela narrativa do golpe.” — Análise do quadro.

Medidas de Emergência: O Fator Tempo
O debate reforça que a rapidez na resposta é o único caminho para tentar recuperar valores:

Prioridade Total ao Banco: Antes mesmo de ir à polícia, a vítima deve entrar em contato com o banco de onde saiu o dinheiro para tentar bloquear a transação ou contestar o Pix via Mecanismo Especial de Devolução (MED) .

A Armadilha do Horário: Os criminosos preferem agir após o fechamento das agências físicas (depois das 16h) e nas sextas-feiras, dificultando que uma vítima consiga suporte humano imediatamente.

Boletim de Ocorrência: Essencial para que a polícia cruze dados (números de telefone e e-mails recorrentes) e para que o banco processe o pedido de restituição.

Dicas de Ouro para Prevenção
Desconfie Sempre: Se recebeu um contato inesperado solicitando dinheiro, pare e respire. Ligue para o número oficial da pessoa ou do banco.

Não ignore alertas do app: Se o banco bloqueou um pagamento por segurança, não tente fazer por outro banco ou agência.

Prints e Provas: Em caso de golpe, tire print de todas as conversas e comprovantes imediatamente.

Entrevista completa no link:

https://youtube.com/live/rc6G75_bUKo?feature=share

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Everaldo Silveira Colunista Everaldo Silveira Jornalista e comentarista político, com mais de duas décadas de atuação na imprensa do Sul de Santa Catarina. Ao longo da carreira, passou por veículos como Imprensa do Vale, Jornal Sem Censura, Sul Catarinense e Tribuna de Notícias, construindo uma trajetória marcada pela cobertura política e pelo acompanhamento dos principais acontecimentos da região. No rádio,… Ver colunas →
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