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Enfoque Politico – Everaldo Silveira

PAULINHO VAI À REELEIÇÃO

A reeleição de Pedro Paulo de Souza, o Paulinho (MDB), à presidência da Câmara de Vereadores de Araranguá para o biênio 2027/2028 ganhou o respaldo oficial da bancada do PSD. Os vereadores Márcio Mano, Evandro Conceição e Neno Fontoura manifestaram apoio à composição, que também conta com o aval do presidente municipal do partido e vice-prefeito, Tano Costa (PSD). Apenas com os 5 votos do MDB e 3 do PSD já estaria garantida a reeleição, mas ainda assim o vereador garantiu o apoio do Republicanos, que tem 3 vereadores; do Progressistas, com 2 vereadores; e 2 do União Brasil.

 

CHAPA COM 5 PARTIDOS

A chapa foi protocolada no dia 3 de novembro, após os vereadores reconhecerem as assinaturas em cartório, e reúne representantes de MDB, Republicanos, PSD, Progressistas e União Brasil. Pelo acordo, Carlos da Funerária (Republicanos) ocupará a primeira vice-presidência em 2027 e, após renunciar, abrirá espaço para Neno Fontoura (PSD) assumir a função em 2028. Douglas Michels (Progressistas) será o primeiro secretário e Samuca (União Brasil), o segundo. A eleição está prevista para 16 de dezembro, na última sessão ordinária do ano. O entendimento envolve as diferentes bancadas com representação no Legislativo e formaliza o apoio do PSD à continuidade de Paulinho no comando da Casa.

 

 

ACORDO MANTIDO

Pelo acordo político firmado após as eleições municipais de 2024, o MDB deverá assumir a presidência da Câmara de Vereadores de Maracajá em 2027, com Gisa Rocha (MDB) na presidência e Daniel Mendonça (PSD) na vice. O entendimento prevê que Gisa renuncie ao cargo ao final do primeiro ano de mandato, permitindo que Daniel assuma a presidência em 2028. A chapa conta ainda com Rosilane Dassoler (MDB), como primeira secretária, e Diane Bosa Pereira (PSD), como segunda secretária. A eleição está prevista para a última sessão ordinária de dezembro e deverá ter chapa única.

 

VITÓRIA DE LULA E DERROTA DE TRUMP: NOVO CENÁRIO POLÍTICO ENTRE BRASIL E ESTADOS UNIDOS

 

A vitória de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sobre Flávio Bolsonaro (PL) no segundo turno da eleição presidencial brasileira e a derrota do Partido Republicano nas eleições de meio de mandato dos Estados Unidos colocam os dois países diante de um novo cenário político. Os processos eleitorais são diferentes, mas os resultados têm pontos de conexão e podem influenciar o ambiente das relações entre os dois países.

No Brasil, Lula foi reeleito em 25 de outubro, com 51,79% dos votos válidos, contra 48,21% de Flávio. A vitória representou uma virada em relação ao primeiro turno e garantiu ao presidente mais quatro anos de mandato.

Nos Estados Unidos, as eleições de meio de mandato, realizadas nesta terça-feira (3), produziram uma derrota expressiva para o presidente Donald Trump. O Partido Democrata conquistou o controle da Câmara dos Representantes e do Senado, encerrando o domínio republicano nas duas casas do Congresso. O resultado muda de forma importante a correlação de forças políticas em Washington.

A partir da nova legislatura, Trump terá mais dificuldades para aprovar projetos, conduzir sua agenda interna e garantir apoio parlamentar às iniciativas do governo. A oposição também passa a ter maior capacidade de fiscalização e de abertura de investigações. Isso não significa que o presidente perca seus poderes constitucionais, mas que enfrentará um Congresso com maioria adversária.

 

REFLEXOS NAS RELAÇÕES

É nesse contexto que a relação entre Lula e Trump pode ganhar novos contornos. Com o presidente norte-americano politicamente enfraquecido no Legislativo, a condução de determinadas pautas poderá exigir mais negociação e construção de consensos.

Para o Brasil, o cenário pode representar uma oportunidade de ampliar o diálogo diplomático e comercial, especialmente em temas como tarifas, comércio exterior, investimentos, cooperação tecnológica e relações institucionais.

É importante, porém, não confundir a derrota republicana nas eleições legislativas com uma mudança automática na política externa dos Estados Unidos. Trump continua na Presidência e mantém atribuições importantes na condução das relações internacionais. Além disso, o Congresso tem influência sobre orçamento, legislação comercial e outras decisões que podem afetar a relação bilateral.

A coincidência dos resultados eleitorais não estabelece uma relação direta de causa e efeito entre os dois países. Politicamente, porém, Lula inicia seu novo mandato em um momento em que Trump terá de dividir o poder em Washington com uma oposição fortalecida.

O resultado poderá abrir uma janela para negociações mais pragmáticas entre Brasília e Washington. Em um cenário internacional marcado por disputas comerciais e interesses estratégicos, a capacidade de diálogo entre os dois governos será determinante.

“L” ALÉM DAS FRONTEIRAS

O gesto do “L”, associado a Lula durante a campanha, também ultrapassou as fronteiras brasileiras. Em manifestações e publicações nas redes sociais, o sinal passou a ser apresentado por apoiadores como uma referência à liberdade, ampliando seu significado para além da identificação com o presidente brasileiro. É um fenômeno de comunicação política que merece atenção, embora não represente, por si só, uma articulação internacional organizada.

CLÁUSULA DE BARREIRA

É questionável o parecer da Procuradoria-Geral Eleitoral que admite a soma dos votos do Avante aos da Federação Renovação Solidária (Solidariedade e PRD) para alcançar a cláusula de barreira. As siglas disputaram as eleições de 2026 separadamente e, portanto, deveriam responder individualmente pelo desempenho obtido nas urnas. A decisão de se unir depois do processo eleitoral não deveria servir como atalho para alcançar uma exigência que não foi cumprida no momento devido. Uma coisa é permitir a formação de uma nova composição partidária; outra, bem diferente, é transformar essa união posterior em benefício eleitoral retroativo. O cumprimento da regra precisa respeitar o resultado das urnas, sem flexibilizações que possam esvaziar o sentido da cláusula de barreira.

 

GARGALOS DO AGRO SC

O deputado federal eleito Zé Milton esteve nesta quarta-feira (4), em Florianópolis, no Fórum Santa Catarina e o Agro 5.0, promovido pelo Canal Rural. O encontro discutiu ocupação territorial rural, perspectivas da agricultura estadual e a oferta de milho.

O principal alerta foi o déficit do grão: a produção estimada para a safra 2026/2027 é de 2,25 milhões de toneladas, contra uma demanda anual de cerca de 8,5 milhões. Clima e concorrência internacional também entraram na pauta, temas que o parlamentar diz que vai levar à Câmara.

Mesmo antes da posse, Zé Milton já constrói sua agenda em Brasília. Na semana passada, acompanhou reunião da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA).

“Agora, vamos ampliar essa atuação em Brasília”, afirmou, lembrando a atuação em defesa do setor como deputado estadual.

 

RENÚNCIA X CRISE BANCÁRIA

O presidente do Paraguai, Santiago Peña, anunciou nesta quinta-feira (5) que deixa o cargo, em meio à crise provocada pelo colapso do Banco Ueno e à ameaça de impeachment. A decisão veio depois que aliados retiraram o apoio e todas as bancadas passaram a defender o afastamento. O vice-presidente assume o comando do país. Como o Paraguai é vizinho do Brasil e parceiro no Mercosul, o desfecho deve ser acompanhado de perto em Brasília. A última frase é um gancho meu e não vem das fontes. Se não quiser o ângulo, é só cortar. Se quiser, posso dar um tom mais opinativo ou encaixar o nome do vice depois de confirmar nos detalhes da posse.

 

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Everaldo Silveira Colunista Everaldo Silveira Jornalista e comentarista político, com mais de duas décadas de atuação na imprensa do Sul de Santa Catarina. Ao longo da carreira, passou por veículos como Imprensa do Vale, Jornal Sem Censura, Sul Catarinense e Tribuna de Notícias, construindo uma trajetória marcada pela cobertura política e pelo acompanhamento dos principais acontecimentos da região. No rádio,… Ver colunas →
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