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Janeiro Branco: A Importância do Autocuidado e o Protagonismo Feminino na Saúde Mental
O programa Post Notícias desta sexta-feira 23/01, encerrou a semana com uma pauta vital: a saúde mental. A apresentadora Natália recebeu nos estúdios a psicóloga Fabiana Pereira, que atua em Araranguá e Sombrio, para falar sobre o movimento Janeiro Branco . Com 20 anos de experiência, Fabiana trouxe reflexões profundas sobre a necessidade de “parar e pensar” em como cuidamos de nós mesmos neste início de 2026.
Sinais de Alerta: Quando o Cérebro Pede Socorro
Fabiana destacou que a saúde mental muitas vezes só é notada quando alguém entra em depressão, mas que os sinais de “fadiga cerebral” aparecem muito antes. Segundo um especialista, o pedido de socorro muitas vezes é camuflado em comportamentos que as pessoas ao redor consideram “chatos” ou difíceis.
atento aos anos:
Irritabilidade e instabilidade de humor.
Excesso de pensamentos acelerados e ruminação de problemas.
Angústia e ansiedade constante sobre o futuro ou o passado.
Dificuldade de sorrir ou manter a essência em meio ao “automático” do dia a dia.
“Muitas vezes a gente precisa se esperar, se trazer para perto e dizer: essa é a minha essência. Saúde mental é não se acostumar a estar longe de si mesmo.” – Fabiana Pereira
O Coletivo que Cura: Grupos Terapêuticos para Mulheres
Um dos pontos altos da entrevista foi a discussão sobre o papel da mulher na sociedade atual. Fabiana, que foca seu trabalho no público feminino, explicou que o excesso de papéis (trabalho, casa, cuidado com os outros) gera uma sobrecarga que silencia o autocuidado.
Grupos “Dona de Mim” (Araranguá): Atualmente, a cidade conta com sete grupos efetivos espalhados pelas Unidades Básicas de Saúde (UBS).
Grupos em Sombrio: Com mais de um ano de atuação e três grupos consolidados, o trabalho foca na emancipação e no acolhimento.
Público Masculino: A psicóloga comemorou o aumento da busca dos homens pela terapia, um movimento importante para desconstruir o preconceito cultural de que “homem não chora” ou “precisa ser forte o tempo todo”.
Documentário “Colorindo Vidas”
A entrevista também serviu como lançamento do documentário “Colorindo Vidas” , produzido pela Prefeitura de Sombrio. O vídeo, de aproximadamente 26 minutos, traz relatos emocionantes de mulheres que transformaram suas vidas através de grupos terapêuticos.
O documentário mostra resultados práticos, como a diminuição do uso de medicamentos, o resgate de amizades e o fortalecimento da autoestima. A exibição no cinema local foi um marco de empoderamento, permitindo que essas mulheres se vissem como protagonistas de suas próprias histórias em uma tela gigante.
Como Buscar Ajuda
Para quem sente que precisa de apoio ou deseja participar de coletivos, a orientação é clara:
Em Sombrio: Procurador do CAPS (Centro de Atenção Psicossocial) Colorindo Vidas.
Em Araranguá: Dirigir-se à Unidade Básica de Saúde (UBS) mais próxima para se informar sobre os grupos “Dona de Mim”.
Entrevista completa no link:
https://youtube.com/live/m10kkSANbBo?feature=share



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