O julgamento do senador Jorge Seif (PL-SC) no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), em Brasília, foi remarcado…
Terceira do Alex; Vampiro ou Salvaro; PL de olho em 26; Cejama sem oposição; Câmara JM segue igual; Colombo x polarização
PREFEITO DE SÃO JOÃO DO SUL COMANDA AMESC PELA 3ª VEZ
Prefeitos da Amesc reunidos em assembleia na manhã desta quarta-feira (21/01), em Araranguá, elegeram por unanimidade o prefeito de São João do Sul, Alex Sandro Bianchin (PP), como novo presidente da entidade para 2026 e do Consórcio Cis Amesc.
Deixa o cargo a prefeita de Sombrio Gislaine Dias (MDB), que pediu pra ser presidente em 2025 para homenagear seu pai, Arlindo Cunha (PFL) – in memorian, que foi presidente da entidade até 20/02/1985, portanto há 40 anos atrás.
O Progressistas aceitou o acordo – tinha a preferência de ser primeiro porque fez 6 prefeitos contra 4 do MDB – e agora, conforme rodízio, irá assumir.
Caberá ao PL, que elegeu dois prefeitos, assim como ao Republicanos – que tem dois prefeitos reeleitos pelo PSDB e mudaram de partido – eleger os próximos presidentes. O PSD elegeu apenas um prefeito e não indicará nesta gestão da Associação.
O Republicanos tem Almides da Rosa, prefeito reeleito de Santa Rosa do Sul – que já presidiu a entidade, e Everaldo Kekinha dos Santos, também reeleito em Balneário Gaivota. Kekinha será o presidente em 2027.
Em 2028, o PL deverá indicar o prefeito Paulinho Della Vecchia, que foi reeleito prefeito de Ermo, já que Anderson Scarduelli (PL), de Meleiro, cumpre seu primeiro mandato.
Pela tradição, os escolhidos são normalmente os prefeitos que estão pelo menos em segundo mandato. Alex Bianchin, por sua vez, está em terceiro mandato em São João do Sul, e volta a comandar a Amesc, que já presidiu em duas oportunidades 2008, depois 2009, em sua segunda passagem pela Prefeitura.
VAMPIRO E SALVARO

O deputado federal em exercício pelo MDB, Luiz Fernando Vampiro Cardoso, disse á coluna que recebeu com tranquilidade a informação de que o ex prefeito Clésio Salvaro (PSD) assumiu a pré-candidatura à deputado estadual após a desistência de Arleu da Silveira (PSD) desta missão. Arleu que foi substituído por Vaguinho (PSD) para prefeito de Criciúma.
Vampiro reafirmou que o compromisso dele com Júlio Garcia (PSD) – que disputa cadeira na Câmara Federal, é de entrar no partido sem espaço definido. “Vou estar à disposição para ser candidato ou não. Posso trabalhar na coordenação de campanha. Ou não ser nada”, disse.
Curiosamente, ao mesmo tempo que Salvaro anunciou a pré-candidatura, o Ministério ajuizou a ação por improbidade no âmbito da Operação Caronte. 32 pessoas são acusadas em esquema que manipulou legislação, licitação e serviços funerários em Criciúma.
PL SE ORGANIZA

O ex vereador do PL de Araranguá, Igor Batista, chamou uma reunião na última semana para conversar com os representantes dos grupos políticos dos deputados do partido que tem apoiadores em Araranguá. O presidente José Eckert não pode comparecer.
O partido estava sem se reunir desde as eleições, ocasião em que sofreu – em aliança com o PP, uma derrota amarga para a chapa MDB/PSD. Depois disso, o partido foi reorganizado e está na base do prefeito Cesar Cesa (MDB).
Na reunião, os assessores e apoiadores dos deputados estaduais Ana Campagnolo e Jessé Lopes e do federal Daniel Freitas, falaram sobre novas filiações ao partido e a organização das eleições dos parlamentares e reeleição do governador Jorginho Mello (PL).
A próxima conversa acontece dia 28 de janeiro.
CEJAMA POR CONSENSO
Em Jacinto Machado, além dos Poderes Executivo e Legislativo, a eleição para o comando da Cooperativa de Eletricidade – CEJAMA, é um capítulo à parte na disputa pelo poder político local. Isto porque a composição para o comando da Cooperativa passa também pela disputa entre partidos políticos, com destaque para MDB, PSDB e PP.
Presidiram a Cejama Ari Possamai Della (PSDB) e Aldoir Pagani Bristot (MDB/PSDB) – ambos já falecidos; Valdemiro Recco (PSDB, depois PSD), e mais recentemente Ângelo Valdatti (PP), Adelar Machado (MDB/PSD) e o presidente em exercício Sérgio Possamai Della (PSDB, agora União Brasil).
Basicamente, os três partidos – MDB, PP e PSDB (parte das lideranças hoje no PSD), tem comandado a Cooperativa ao longo da história, com outros partidos menores ocupando outros espaços nos Conselhos de Administração e até no Conselho Fiscal. Enquanto isso, o MDB junto com o PP, administram o município com uma ampla coligação de partidos.
O fato é que – caso não haja uma intervenção jurídica até o momen, haverá apenas uma chapa para disputar as eleições nesta sexta-feira, 23 de janeiro, a partir das 19 horas. Até houve um movimento nos bastidores para tentar montar uma chapa de oposição, mas, a reunião de 20 de janeiro marcada para quarta-feira (21), que acabou não acontecendo, esfriou esta intenção.
CHAPA 1 INSCRITA
Está formada a chapa que disputa a sucessão da CEJAMA e ela é encabeçada pelo empresário Sergio Possamai Della como candidato a presidente, tendo Ivan Cleito Candiotto como vice-presidente e Adriana Tommasi na secretaria.
O Conselho Administrativo é composto por Laudir Possamai (ex vereador MDB), Joci Gomes (ex vereador PT), Valdir Trombim (ex vereador DEM), Anastácia Paschoali, Clodoaldo Cardoso, João Edward Patel, Luiz Vânio Recco e Angelo Zavaris Schmidt. Já o Conselho Fiscal reúne João Carlos Bristot, Josimar Magnus Nazario, Samuel Sartor Ghizzo, Rosangela Ferreira, José Anilton Motta e Gilberto Ramos dos Santos.
A chapa reúne nomes experientes e passa a ser um dos focos centrais do debate sobre o futuro da cooperativa. Serginho Della (Arroz Kika) é o atual presidente em exercício, eleito vice na chapa de Adelar Machado.
Caso não aja uma suspensão pela via judicial, este grupo irá comandar a Cooperativa de 2026 a 2030. As inscrições encerravam dia 13/01.
AGRÍCIO SEGUE PRESIDENTE
Já no caso da Câmara de Vereadores de Jacinto Machado, pelo acordo que foi fechado nas eleições de 2024, o MDB tem direito a 3 anos e o PP tem 1 ano, com a ideia de contemplar 4 vereadores dos 9 eleitos. O impasse por ora no MDB, que elegeu Agrício Abel Gonçalves como presidente para 2 anos, mas com promessa de renunciar para a vice-presidente Aline Alves Cechinel em 2026, o que até agora não aconteceu. Vânio de Melo (MDB) ficaria no terceiro ano e um dos 3 vereadores do PP em 2028.
O MDB tem reunião na próxima semana para debater este assunto e tentar convencer o presidente a cumprir o acordo.
O RECADO DE COLOMBO
Em entrevista à Rádio Menina, o ex-governador Raimundo Colombo (PSD) fez duras críticas à radicalização política e classificou como “um ato de desamor com Santa Catarina” a possibilidade de eleger para o Senado candidatos sem qualquer vínculo com o Estado. Sem citar nomes diretamente, o recado foi claro, mirou na importação de Carlos Bolsonaro (PL) agora, mas indiretamente a da eleição de Jorge Seif (PL) em 2022. Colombo defendeu diálogo, preparo e identidade regional na representação política e ainda criticou o atual governo estadual, que classificou como excessivamente publicitário e com poucos resultados concretos.


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