A peça teatral “Dizem que foi, Dizem que é”, remontada por 19 adolescentes da Oficina de Teatro Popular da Casa da Fraternidade, em Araranguá, apresentou nesta semana lendas da tradição oral do município. Entre as histórias levadas ao palco estão a do carreteiro que viu o diabo passar, a do Monge João Maria, a do bêbado que encontrou um tesouro e a do Caracaxá.
A remontagem foi dirigida pela professora e artista Julia Teixeira. As apresentações aconteceram na segunda-feira (19), na EEB Prof.ª Neusa Ostetto Cardoso, e na terça-feira (20), na EEB Prof.ª Dolvina Leite de Medeiros. No mesmo dia 20, houve também uma sessão aberta ao público no Ponto de Cultura Casa da Fraternidade.

EEB Prof.ª Dolvina Leite de Medeiros
Montagem de 2005 volta ao palco
A peça tem trajetória que remonta a 2005 e 2007, quando foi montada pela Cia. Teatral Bocarela das Palavradas. O texto é de Cátia Hahn e Alex Gomes, inspirado em uma obra literária sobre as histórias e lendas de Araranguá. Naquele período, a encenação foi feita com alunos adultos da Casa da Cultura de Araranguá.
Cerca de 20 anos depois, a obra ganha nova montagem, agora com adolescentes da Casa da Fraternidade. Para os jovens artistas, interpretar essas histórias é também uma oportunidade de conhecer e valorizar parte da identidade cultural do lugar onde vivem.
Histórias que nasceram da oralidade encontram nos adolescentes novos intérpretes.
Projeto de culturas populares
A remontagem integra as ações da Oficina de Teatro Popular, que em 2026 faz parte do projeto “Caminhos de Resistência: Culturas Populares para Crianças e Adolescentes”. A iniciativa é desenvolvida pela Casa da Fraternidade, com apoio do Conselho Estadual dos Direitos da Criança e do Adolescente (CEDCA/SC) e financiamento do Fundo da Infância e Adolescência (FIA).
O projeto tem entre seus objetivos promover o acesso, a valorização e a continuidade das manifestações da cultura popular, aproximando crianças e adolescentes de saberes, histórias e expressões que fazem parte da identidade de suas comunidades.
Com a montagem, um texto criado há duas décadas volta à cena como ponte entre gerações. Ao interpretar as lendas de Araranguá, os adolescentes assumem o papel de novos guardiões dessas histórias, que seguem sendo contadas, conhecidas e reinventadas.

Ponto de Cultura Casa da Fraternidade
Ficha técnica
- Direção e produção: Julia Teixeira
- Sonoplastia e iluminação: Vitória Dominique
- Cenário: Julia Teixeira
- Figurino: Julia Teixeira, Vitória Dominique e Amanda Marques
- Produção cultural geral: Renata Hahn e Amanda Marques
- Texto original: Cátia Hahn e Cia. Teatral Bocarela das Palavradas
- Elenco: 19 adolescentes da Oficina de Teatro Popular da Casa da Fraternidade












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