A apresentadora Natália recebeu nos estúdios da Post TV no dia 24/09, os representantes comunitários Rômulo Bitencourt, Letícia Soares e Renan de Bitencourt Varela para debater a recente mobilização do Bairro Operária. A pauta gira em torno da divulgação da construção de 43 moradias populares do projeto estadual Casa Catarina em Araranguá, das quais estão 33 equipamentos nos loteamentos Aliança e Jardim Irasema.
Origem da Mobilização e Alteração no Edital
Surpresa da Comunidade
A mobilização começou após publicações nas redes sociais da prefeitura anunciando a assinatura do edital. O vídeo gravado por Letícia Soares viralizou ao trazer apreensão dos moradores locais.
Mudança de Escopo
A proposta original prévia à distribuição de 12 casas no bairro Operária e o restante espalhado por outras localidades (Arapongas, Caveirazinho, Divinéia e Santa Catarina). O edital atual, contudo, concentrou a grande maioria (33 unidades) em uma mesma área do bairro.
Manifestação Silenciosa na Câmara de Vereadores
Protesto Amordaçado
Na sessão do dia anterior, os moradores compareceram à Câmara de Vereadores utilizando mordaças para simbolizar a falta de escuta prévia por parte do Poder Executivo.
Apoio do Legislativo
Os vereadores abriram espaço na tribuna (com destaque para os falas dos parlamentares Douglas Michels e Samuca) e comprometeram-se a formar uma comissão intersetorial para intermediar a redistribuição das unidades habitacionais junto aos órgãos municipais.
Avanços e Argumentos dos Representantes
Apoio ao Projeto Habitacional
Os convidados reiteraram repetidamente que não são contra a construção das casas populares e que a comunidade está disposta a acolher as novas famílias.
Infraestrutura e Risco Social
O ponto central da reivindicação é o impacto da alta concentração em um único ponto. O bairro já enfrenta gargalos como falta de vagas em creches próximas, postos de saúde distantes (a cerca de 7 km do centro/serviços) e falta de passarela de pedestres na travessia da BR-101.
Uso de Áreas Institucionais
Os terrenos destinados às obras são áreas institucionais dos loteamentos, onde a comunidade prevê futuros equipamentos públicos comunitários (como creches, postos de saúde ou áreas de lazer).
Integração Social
A dispersão das moradias por vários bairros (como Caveirazinho e Sanga da Areia) facilitaria o acesso dos novos moradores a hospitais, transporte e escolas, além de garantir uma adaptação mais harmônica para a cidade.
Próximos Passos e Encaminhamentos
Comissão Legislativa
Criação de uma comissão de vereadores para analisar o projeto inovador e urbanístico junto à prefeitura, buscando aditivos ao edital.
Acionamento do Ministério Público
Registro de manifestação junto ao MP-SC para garantir o direito de resposta e a avaliação dos impactos urbanos e sociais do projeto na comunidade.













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