A segurança pública foi um dos principais assuntos discutidos durante a sessão da Câmara de Vereadores de Maracajá, realizada nesta terça-feira (29). Durante o período da palavra livre, os parlamentares repercutiram a reunião realizada na segunda-feira (28), que contou com representantes das polícias Militar e Civil, do Poder Executivo, do Legislativo, da Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL) e moradores.
O encontro foi realizado após comerciantes procurarem a Câmara para relatar preocupação com registros de furtos no município. Os vereadores destacaram que, apesar de Maracajá ser considerada uma cidade tranquila, a localização às margens da BR-101 aumenta a circulação de pessoas e veículos e exige atenção das forças de segurança.
Durante a sessão, o vereador Wellington Júnior de Farias (União Brasil) afirmou que a reunião terminou com encaminhamentos que deverão ser levados às autoridades. Segundo ele, a intenção é atuar preventivamente para evitar que os problemas de segurança se agravem no município.
“Saímos da reunião com objetivos para fazer”, afirmou o vereador, destacando que os nove parlamentares pretendem encaminhar ao Poder Executivo as demandas discutidas com as polícias Militar e Civil e com a CDL.
Polícia Militar aponta necessidade de mais efetivo

O vereador Prezalino Ramos Neto, o Preto (PSD), apresentou detalhes sobre as demandas identificadas durante a reunião. Segundo ele, atualmente Maracajá conta com sete policiais militares, enquanto a necessidade apontada seria de dez.
Na Polícia Civil, também foram relatadas dificuldades estruturais. Entre as demandas apresentadas estão a necessidade de armamento e de uma nova viatura, já que o veículo utilizado atualmente estaria bastante desgastado.
De acordo com o vereador, também foi discutida a necessidade de ampliar o quadro da Polícia Civil que atende Maracajá. A estrutura considerada ideal incluiria um delegado, um escrivão e dois agentes. Atualmente, o delegado atende diferentes municípios da região, enquanto há apenas um agente atuando diretamente no município, além de servidores cedidos pela Prefeitura para auxiliar nos trabalhos.
Prezalino também reforçou a importância de os moradores registrarem boletins de ocorrência quando forem vítimas de crimes. Segundo ele, os registros ajudam a demonstrar a demanda existente e podem servir de base para reivindicações por mais efetivo e investimentos em segurança.
Câmara vai cobrar Governo do Estado
Entre os encaminhamentos definidos está a elaboração de uma moção de apelo ao Governo de Santa Catarina. O documento deverá solicitar o reforço dos efetivos das polícias Militar e Civil em Maracajá, além de novas viaturas para o município.
A presidente da Câmara, Gisele Garcia Dal Pont (PL), também anunciou que o Legislativo pretende encaminhar ao Executivo Municipal uma indicação para ampliar os investimentos em monitoramento.
A proposta inclui a instalação de mais câmeras de segurança, além de equipamentos capazes de realizar leitura de placas de veículos. Também foi sugerida a utilização de tecnologia de reconhecimento facial.
Segundo os vereadores, a intenção é ampliar a capacidade de prevenção e identificação de veículos e pessoas envolvidos em ocorrências.

Iluminação pública também foi citada
Além do reforço policial e do videomonitoramento, a iluminação pública foi apontada como outra medida que pode contribuir para a segurança.
Os vereadores defenderam investimentos em pontos que necessitam de melhorias na iluminação das ruas, especialmente como forma de aumentar a visibilidade e reduzir áreas consideradas vulneráveis.
Durante a sessão, os parlamentares também destacaram que a segurança pública não depende apenas das forças policiais. Para eles, ações integradas entre Estado, município, órgãos de segurança, comércio e comunidade são necessárias para enfrentar o problema.
A Câmara informou que os encaminhamentos definidos após a reunião deverão avançar nas próximas sessões, incluindo a formalização dos pedidos ao Governo do Estado e ao Poder Executivo de Maracajá.













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