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“Chuvas expõem falta de planejamento das cidades”, afirma candidata do PSOL

As fortes chuvas registradas nesta segunda-feira (21) provocaram alagamentos e outros transtornos em Criciúma e diferentes municípios do Sul de Santa Catarina. Em Criciúma, equipes chegaram a realizar resgates de moradores ilhados, enquanto famílias precisaram deixar suas residências em razão dos impactos provocados pelo temporal.

O episódio levou a bióloga e candidata a deputada estadual Mariana Sartor (PSOL) a defender mudanças na forma como as cidades se preparam para eventos climáticos extremos. Para a candidata, o poder público precisa ampliar as ações de prevenção e planejamento urbano, sem concentrar a resposta apenas em medidas emergenciais.

Prevenção e planejamento urbano

Mariana avalia que intervenções como canalização e desassoreamento de rios podem fazer parte das estratégias de enfrentamento, mas não seriam suficientes isoladamente. Entre as alternativas defendidas por ela estão a criação e preservação de áreas verdes, arborização urbana, unidades de conservação e jardins filtrantes.

“As cidades não podem esperar mais tragédias para se planejar. Precisamos pensar em soluções que permitam que a água tenha onde escoar, em vez de simplesmente tentar controlar a água depois que o problema já aconteceu”, afirma.

A candidata também defende que políticas de proteção ambiental sejam incorporadas ao planejamento urbano como medidas de prevenção e redução de riscos.

Cenário climático exige preparação

A avaliação apresentada por Mariana ocorre em um momento de atenção meteorológica em Santa Catarina. Segundo a Defesa Civil estadual, o El Niño está associado historicamente ao aumento do volume de chuva no Estado, principalmente durante a primavera. O órgão também apontou, em agosto, tendência de aumento na frequência e intensidade de chuvas e tempestades entre setembro e novembro.

A Defesa Civil também destaca que os eventos associados a chuvas mais intensas estão historicamente concentrados entre setembro e março, período em que aumentam os riscos de alagamentos, enxurradas e inundações.

Nesse contexto, Mariana afirma que decisões sobre infraestrutura e ocupação urbana devem considerar informações científicas e estratégias de prevenção.

“Santa Catarina é um dos estados mais vulneráveis aos eventos climáticos. Precisamos de políticos que tomem decisões com base na ciência, e não no negacionismo. A responsabilidade é do poder público, que precisa se antecipar aos problemas e proteger a população”, defende.

Propostas para eventual mandato

A adoção de soluções baseadas na natureza, a proteção de áreas verdes e o fortalecimento de políticas de prevenção estão entre as prioridades apresentadas por Mariana Sartor para um eventual mandato na Assembleia Legislativa de Santa Catarina (Alesc).

As propostas integram a posição apresentada pela candidata sobre planejamento urbano, proteção ambiental e preparação dos municípios para episódios de chuva intensa.

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