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Empreende SC abre edição de 2026 com mais de 2 mil participantes, sete frentes de conteúdo e foco em IA aplicada aos negócios

João Branco abriu a plenária e Igor Coelho encerrou a noite em Criciúma; programação do dia 18 reuniu cerca de 30 atividades entre palestras, painéis, mentorias e sessões exclusivas

CRICIÚMA — O primeiro dia do Empreende SC 2026 transformou o AM Master Hall, em Criciúma, em uma vitrine de negócios, inovação e inteligência artificial aplicada. A abertura desta quarta-feira, 18 de março, chega ao seu quinto ano cercada por expectativa de mais de 2,3 mil inscritos, mais de 100 palestrantes e feira de expositores com aproximadamente 50 marcas e empresas, além de 20 startups.

A estrutura montada para a edição de 2026 combinou o discurso institucional de cinco palcos segmentados com uma operação prática ainda mais ampla no cronograma do dia 18. Na programação oficial, o evento se desdobrou em sete frentes de conteúdo, Plenária, Arena Sebrae, Arena Confea/Crea, Palcos Alfa, Drin, Metamorfose e Satc, além da Sala Sebrae, voltada a perguntas com palestrantes, e da Sala de Mentoria, restrita aos ingressos VIP e Experience.

A abertura da plenária ficou com João Branco, anunciado pela organização em cobertura prévia como ex CMO do McDonald’s, às 13h45, com a palestra “O cliente no centro de verdade”. Em seguida, às 14h45, subiu ao palco Gabriel Alterman, da Link School of Business, com “Como criar desejo”. Na sequência, às 15h25, o palco principal recebeu Cláudio Gomes, diretor de Marketing e Comercial de Competições da CBF, com a palestra “De pipoqueiro a CBF”. Fechando a noite, às 19h10, o destaque da plenária foi Igor Coelho, fundador do Flow Podcast, com o tema “O futuro da comunicação”.

Nos palcos paralelos, o dia foi marcado por uma trilha forte de liderança, vendas, indústria e inteligência artificial. Na Arena Sebrae, por exemplo, Rafael Rocha falou sobre inteligência artificial além do hype e novas oportunidades para empreendedores. No Palco Drin, Gabriel Garcia abordou onde a IA gera lucro e onde só gera custo. No Palco Satc, Carlos Ferreira entrou com “Estratégia brilhante, execução frustrante”, enquanto a programação também passou por temas como pessoas nas organizações, CRM, crescimento previsível, cultura, comunicação interna e processos industriais.

O desenho do primeiro dia deixou claro que a edição de 2026 foi organizada para ampliar a experiência do participante para além da escuta passiva. Além das plenárias e dos palcos simultâneos, a estrutura incluiu feira de negócios, espaço para startups, sessões de perguntas na Sala Sebrae e a nova Sala de Mentoria, apresentada pela organização como um ambiente de orientação prática para empresários e empreendedores.

Dentro desse ambiente, a participação da Satc apareceu como uma das frentes mais consistentes do primeiro dia. A instituição chegou ao Empreende SC 2026 em uma fase de afirmação da sua agenda de inovação. Segundo Carlos Ferreira, reitor, a Satc celebra cinco anos do Cobusiness, rede de desenvolvimento empresarial que já atendeu mais de 20 empresas, e que apresenta uma nova etapa com foco em governança e aplicação prática de inteligência artificial por meio do Hub de IA para Negócios. A instituição também foi vencedora do Prêmio Inovação Catarinense 2025, promovido pela Fapesc, na categoria Instituição de Ciência e Tecnologia, ICT, Inovadora.

Foi a partir desse contexto que o reitor Carlos Antônio Ferreira levou ao evento uma fala que ajudou a sintetizar o espírito da abertura. Ao defender que “o futuro pede conexões”, ele vinculou inovação a articulação institucional, longevidade e capacidade de aproximação com o setor produtivo. A leitura faz sentido dentro da trajetória da própria Satc, fundada em 1959 e consolidada historicamente na formação técnica da região, e reforçada agora por novos produtos voltados à inteligência artificial e à inovação empresarial.

Outra leitura relevante do dia veio da presença de Sérgio Vendramini, CEO da Sysdata. Fundada em 1991, a empresa se apresenta oficialmente como uma organização que conecta pessoas, processos e ideias com soluções tecnológicas avançadas, sem perder a essência humana. No evento, essa visão apareceu de forma prática na defesa de uma adoção mais madura da inteligência artificial, menos restrita a urgências pontuais e mais integrada à operação, à estratégia e à estrutura das empresas.

Se houve uma imagem dominante no primeiro dia, ela foi a da convivência entre tecnologia e relacionamento. Havia robô nos corredores, fones de ouvido nas palestras simultâneas, linguagem de IA em praticamente todos os ambientes e uma programação desenhada para discutir escala, produtividade, gestão e marca. Mas a abertura também foi marcada por networking, conversas de corredor, aproximação entre empresários, executivos, startups e instituições, num evento que se vende como espaço de conexão e, na prática, operou exatamente assim ao longo do dia.

O saldo factual da quarta-feira é claro. O Empreende SC abriu sua edição de 2026 com porte ampliado, programação simultânea, nomes nacionais de destaque e uma estrutura que combinou plenária, arenas, palcos temáticos, feira, startups e mentorias. Na abertura, João Branco e Igor Coelho concentraram os holofotes da plenária, enquanto Satc e Sysdata ajudaram a dar densidade ao debate sobre o uso real da inteligência artificial nos negócios. Sem número público fechado ainda para a circulação exclusiva do primeiro dia, o evento encerrou a quarta-feira com um retrato consistente do que pretende ser nesta edição: uma grande plataforma regional de conteúdo, relacionamento e negócios.

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