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Espaço APRASC: Luta por Dignidade e Valorização das Praças

No quadro Espaço APRASC desta quarta-feira 18/02, recebemos o Sargento Clailton de Oliveira, agora em seu papel de presidente da Associação das Praças de Santa Catarina. A entrevista focou nas pautas urgentes da categoria, na saúde mental dos servidores e nos desafios da segurança pública no estado.

Plano de Carreira e Proporcionalidade
O principal foco de gestão da APRASC no momento é a reestruturação do Plano de Carreira. Clailton destacou que a Polícia Militar e o Corpo de Bombeiros precisam de uma carreira mais sólida e rápida, semelhante a outros órgãos de segurança.

Separação de Salário e Carreira: A associação defende que o vencimento seja desvinculado da progressão de carreira, permitindo um avanço mais justo.

Proporcionalidade da Folha: Já foi entregue aos comandos e secretários uma proposta para que as praças tenham a mesma proporcionalidade salarial aplicada aos oficiais.

A Luta pelo “Grau Acima” e Ida ao STF
Um dos temas mais discutidos foi o direito ao “Grau Acima” (promoção ao se aposentar).

Impasse Político: Apesar das promessas de campanha, o governo atual alega impedimentos jurídicos para não conceder o benefício.

Ação em Brasília: Clailton anunciou que no dia 10 de março a APRASC embarcará para Brasília para tratar da questão diretamente no STF . O sargento defende que a Lei Federal 3.954 (Art. 41) garanta o direito adquirido para quem se aposentou até o final de 2019 e exige que a lei seja cumprida.

Saúde Mental e os Perigos da Profissão
O presidente da APRASC trouxe um alerta grave sobre a saúde mental dos policiais e bombeiros:

Sobrecarga e Risco: A praça é quem está na linha de frente do combate ao crime organizado e, por ser mais visto devido ao uso da farda, sofre pressões constantes que afetam a família e o psicológico.

Suicídios na Categoria: Ele destacou que a maioria dos casos de suicídio na segurança pública ocorre entre as praças, reflexo de escalas exaustivas (24h), falta de eficácia e defasagem no suporte de saúde (especialmente no sistema SC Saúde).

Câmeras nas Fardas e Inversão de Valores
Sobre o uso de câmeras corporais, o Sargento expressou a preocupação da APRASC de que o equipamento seja usado prioritariamente para punir o policial. Ele também desabafou sobre uma “inversão de valores” na sociedade, citando agressões contra profissionais da segurança (como uma bombeira agredida no Carnaval) que muitas vezes são ignoradas pela opinião pública.

“Se a gente tem um presente na segurança hoje um pouco melhor, é porque existe um passado de lutas. Não podemos esquecer dos veteranos.” Sargento Clailton de Oliveira, Presidente da APRASC.

Entrevista completa:

https://youtube.com/live/XvfWex7qnVU?feature=share

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