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Post Notícias: Defesa do Delegado Chiara aponta perseguição e comparação tratamento de casos

No segundo bloco do Post Notícias desta quinta-feira 12/02, a apresentadora Natália recebeu a advogada Francine Kuhnen, responsável pela defesa do delegado Rafael Chiara. O caso, que ganhou repercussão nacional após a demissão de Chiara em novembro de 2025, traz agora novas movimentações jurídicas e questionamentos incisivos sobre a conduta da cúpula da Polícia Civil de Santa Catarina.

Mandado de Segurança e Prazos Judiciais
A busca defesa a retomada imediata de Rafael Chiara ao cargo. Francine atualizou o status do processo informando que o mérito do mandado de segurança deve ser julgado no dia 25 de março (25/03).

Devido ao recesso forense, a decisão liminar ainda não foi proferida, pois o desembargador relator optou por ouvir o Governo do Estado e o Ministério Público antes de decidir sobre o retorno. Atualmente, o processo já conta com as manifestações da Procuradoria Geral do Estado e do Ministério Público, aguardando a análise final do magistrado.

Tese de Perseguição e “Influência Política”
A Dra. Francine foi enfática ao afirmar que a demissão de Chiara foi um ato de abuso de autoridade e perseguição, motivado por divergências técnicas no inquérito do acidente de balão em Praia Grande. Chiara, como presidente do inquérito, decidiu pelo não indiciamento dos envolvidos por falta de provas, enquanto a cúpula da Polícia Civil se manifestasse publicamente a favor da proteção.

Segundo a advogada, o Delegado Geral emitiu opiniões pessoais na mídia sem estar a par dos relatórios técnicos, confirmando a autonomia do delegado. Ela ressaltou que Chiara possui mais de 700 horas extras acumuladas, o que fortaleceria seu compromisso com a instituição antes da demissão que a defesa classifica como inédita e desproporcional.

A Comparação entre os Casos Balão e Cão Orelha
Um dos pontos centrais da entrevista foi uma análise comparativa feita pela advogada entre o tratamento dado ao acidente de balão e o recente caso do Cão Orelha. Francine apontou uma discrepância na postura da cúpula policial: enquanto no caso do balão as manifestações foram rápidas, com vazamento de depoimentos no mesmo dia e foco no indiciamento de um “simples piloto”, no caso do cão a postura foi cautelosa, alegando falta de provas concretas e saindo em defesa de famílias influentes.

A advogada questionou se a justiça catarinense estaria sendo impactada pelo nome, condição financeira ou influência dos investigados. Para ela, o caso do balão foi utilizado para gerar engajamento político e pessoal no momento da repercussão, mas acabou sendo “esquecido” pelas autoridades após a saída de Chiara, sem que novas informações sobre o andamento das diligências fossem compartilhadas com a sociedade.

“Ele ama a polícia e diz que não sabe fazer outra coisa. Houve uma decepção muito grande, pois nunca se viu na história da instituição um processo administrativo culminar em demissão por uma divergência de opinião técnica.” — Dra. Francine Kuhnen.

Entrevista completa no link:

https://youtube.com/live/TsZW4iW0v10?feature=share

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