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Enfoque Político: Eron Giordani analisa o xadrez de 2026 e o cenário das chapas em Santa Catarina

O programa Post Notícias, desta terça-feira (10/02), recebeu diretamente de Chapecó o presidente estadual do PSD, Eron Giordani. Em entrevista ao quadro Enfoque Político, Giordani detalhou as movimentações do partido para as eleições de 2026, criticou a atual gestão estadual e avaliou o impacto das alianças nacionais no cenário catarinense.

O “ônibus” de Jorginho e o espaço para o PSD

Ao comentar a articulação do governador Jorginho Mello (PL), que convidou o prefeito de Joinville, Adriano Silva (Novo), para compor como vice na chapa de reeleição, Giordani usou uma metáfora direta para definir o atual cenário político.

Segundo ele, o governador “vendeu seis bilhetes para apenas quatro assentos”, criando desconforto e abrindo espaço para que partidos como o MDB e a Federação União Progressista (PP/União Brasil) se aproximem do PSD.

Giordani reafirmou que o partido mantém o projeto de lançar o prefeito de Chapecó, João Rodrigues, como pré-candidato ao Governo do Estado. Conforme o dirigente, João deve renunciar ao mandato no dia 23 de março, antecipando o prazo legal e consolidando o posicionamento de oposição.

Sobre o MDB, Giordani destacou que o PSD enxerga o partido como peça estratégica no tabuleiro, lembrando as alianças vitoriosas construídas entre 2006 e 2014.

“A capilaridade do MDB é essencial para enfrentar o projeto de reeleição do PL”, sinalizou.


Geopolítica eleitoral: Joinville e a força do Sul

O presidente estadual do PSD também destacou a importância da distribuição regional das candidaturas para equilibrar o jogo eleitoral no Estado.

Com a movimentação em Joinville, Giordani afirmou que o PSD reforça presença na maior cidade catarinense com a filiação de Cleiton Profeta. Segundo ele, o partido deve sair fortalecido no Norte com duas candidaturas competitivas para deputado federal (Cleiton Profeta e Pastor Ascendino) e com Diego Machado como nome para deputado estadual.

Já no Sul do Estado, o PSD aposta em lideranças tradicionais e nomes de peso para as próximas eleições:

  • Júlio Garcia – pré-candidato a deputado federal;

  • Clésio Salvaro – pré-candidato a deputado estadual;

  • Betinho (Braço do Norte) – pré-candidato a deputado estadual;

  • Deise (Laguna) – pré-candidata a deputada federal.

Ao comentar o nome de Clésio Salvaro, Giordani reafirmou “confiança total e irrestrita” no ex-prefeito de Criciúma, mesmo diante de recentes operações do GAECO, garantindo que ele possui vaga assegurada na chapa e que o eleitor da região conhece sua trajetória e liderança.


Senado, julgamento de Seif e insegurança jurídica

A entrevista ocorreu em meio à expectativa do julgamento do senador Jorge Seif no TSE. Sobre o tema, Giordani adotou cautela e afirmou que o PSD prefere aguardar o desfecho do processo antes de tomar qualquer decisão.

Ele lembrou que, em caso de cassação, o ex-governador Raimundo Colombo seria o herdeiro direto da vaga, mas avaliou que o momento político do país é marcado por uma “insegurança jurídica absoluta”.

Giordani também comentou que o projeto do governador Jorginho, ao buscar compor o Senado com nomes como Carol de Toni e Carlos Bolsonaro, poderia “trancar” as vagas até 2030, o que acaba estimulando outras lideranças a se aproximarem do PSD em busca de espaço político.


Críticas ao governo estadual

Questionado sobre a atuação do governador no Sul catarinense, Giordani foi direto ao classificar a gestão como um “governo de propaganda”.

Segundo ele, a maioria das obras em andamento são continuidade do governo de Carlos Moisés, e há pouca entrega de projetos novos por parte da atual administração.

Para o dirigente do PSD, o próximo governador, eleito em 2026 e com mandato entre 2027 e 2030, terá como principal missão concluir projetos já iniciados, já que, segundo ele, as obras planejadas e contratadas pela gestão atual “não enchem uma mão”.


Calendário eleitoral e próximos movimentos

Ao final, Giordani reforçou que as lideranças políticas devem estar atentas ao prazo de 5 de abril, data-limite para filiações partidárias e desincompatibilizações.

Sobre as candidaturas municipais, ele afirmou que o PSD dará autonomia aos diretórios locais para alinharem suas estratégias de acordo com a realidade de cada cidade.

Para o eleitor, o recado é acompanhar a apresentação do plano técnico que o PSD vem elaborando há cerca de um ano, com propostas para áreas como infraestrutura, saúde e desenvolvimento regional.

A entrevista completa está disponível no link:
https://www.youtube.com/live/zLhMF9f4uTM?feature=share

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