Crime ocorreu em dezembro de 2025 e chocou a comunidade pela violência. Ministério Público pede condenação…
Homem é condenado a mais de 26 anos por matar a tia com 87 facadas em Criciúma
Crime ocorreu após discussão sobre dinheiro; vítima foi atacada dentro de casa e Justiça reconheceu o feminicídio com quatro qualificadoras
Um homem de 31 anos foi condenado a 26 anos e oito meses de prisão pelo assassinato da tia, de 35 anos, durante sessão do Tribunal do Júri realizada nesta quinta-feira (23), na comarca de Criciúma. O crime aconteceu em junho de 2024, no bairro Nossa Senhora da Salete.
Segundo a denúncia, o acusado e a vítima, que mantinham um relacionamento amoroso em segredo, passaram a noite consumindo bebidas alcoólicas. Depois de saírem de um posto de combustíveis, retornaram à casa da mulher acompanhados pelo irmão do réu. Já na residência, uma discussão sobre questões financeiras terminou em violência.
A vítima foi atacada na cozinha da própria casa pelos dois homens e sofreu 87 golpes de faca, principalmente na face, pescoço, tórax e abdômen. Ela morreu em decorrência de choque hipovolêmico provocado pela intensa perda de sangue.
Após o crime, os irmãos fugiram para o Rio Grande do Sul. O réu foi preso no dia 17 de junho de 2024. O outro envolvido morreu dois dias depois, em confronto com a polícia gaúcha.
O Conselho de Sentença reconheceu as qualificadoras de motivo fútil, meio cruel, recurso que dificultou a defesa da vítima — surpreendida dentro de casa por pessoas de sua confiança — e feminicídio, praticado em contexto de violência doméstica e familiar contra a mulher.
Além da pena de 26 anos e oito meses de reclusão, em regime inicial fechado, o condenado não poderá recorrer em liberdade. O juiz também fixou indenização de R$ 50 mil aos sucessores da vítima por danos morais.
O processo tramita em segredo de justiça. A decisão é passível de recurso ao Tribunal de Justiça de Santa Catarina (TJSC).
Esta versão destaca logo no início os elementos de maior interesse (condenação, número de facadas e contexto do crime), melhora a fluidez do texto e preserva o rigor jurídico da informação.


Comments (0)