O prefeito de Araranguá, César Cesa (MDB), realizou nesta sexta-feira (24) uma visita institucional ao Serviço…
Operação Tela Oculta avança em Araranguá: mulher é presa com 1,4 kg de maconha durante ação da DIC
A Divisão de Investigação Criminal (DIC) de Araranguá cumpriu, na tarde desta quarta-feira, por volta das 14h, um mandado de busca e apreensão que resultou na prisão em flagrante de uma mulher pelo crime de tráfico de drogas no interior do município. A ação foi realizada em apoio à Operação Tela Oculta, coordenada pela Delegacia de Combate às Drogas (DECOD) da DIC de Palhoça, que investiga uma organização criminosa com atuação interestadual.
A ordem judicial indicava o imóvel como possível ponto de armazenamento de entorpecentes. Durante as buscas, os policiais civis localizaram aproximadamente 1.400 gramas de maconha. Além da droga, também foram apreendidos aparelhos celulares, balança de precisão e outros objetos geralmente utilizados na prática do tráfico, reforçando os indícios de comercialização ilícita no local.
A diligência realizada em Araranguá integra uma série de ações vinculadas à operação iniciada no dia anterior pela Polícia Civil de Santa Catarina, que tem como objetivo desarticular uma organização criminosa envolvida com tráfico de drogas, associação para o tráfico e lavagem de dinheiro.
Operação Tela Oculta
A operação foi deflagrada pela Delegacia de Combate às Drogas (DECOD) da DIC de Palhoça após investigações que apontaram que uma residência no município funcionava como um verdadeiro “escritório do crime”. O local era utilizado para coordenar atividades ilícitas, especialmente relacionadas ao comércio de drogas. Durante o cumprimento de mandado de busca e apreensão, foram encontrados uma arma de fogo, anotações ligadas à contabilidade do tráfico e uma quantia significativa em dinheiro.
No decorrer das investigações, foi identificado que o imóvel estava vinculado a um dos principais alvos da operação. Também foi constatado que a arma apreendida era proveniente de um roubo a residência ocorrido em Palhoça no ano de 2023, crime que também está ligado ao grupo investigado.
Com o avanço das diligências, principalmente a partir de análises financeiras, a Polícia Civil identificou uma complexa rede de movimentações bancárias e conexões entre os integrantes da organização criminosa. As investigações também revelaram diversas transações destinadas a uma empresa suspeita de atuar como fachada para lavagem de dinheiro. A proprietária dessa empresa foi presa em 2024, no estado de Mato Grosso, durante uma ocorrência que envolveu a apreensão de grande quantidade de maconha.
Os elementos reunidos indicam que a empresa funcionava como uma central financeira do grupo, sendo utilizada para receber, movimentar e distribuir valores oriundos do tráfico de drogas. A análise financeira revelou que as movimentações identificadas ao longo da investigação alcançam aproximadamente R$ 1,1 bilhão, demonstrando a dimensão do esquema criminoso.
Entre os crimes relacionados à investigação estão apreensões expressivas de drogas, incluindo 19,14 quilos de cocaína em setembro de 2023, 486 quilos de maconha em março de 2024 e cerca de 1,6 tonelada de maconha em fevereiro de 2025, além de um roubo a residência ocorrido em 2023.
Nesta fase da Operação Tela Oculta, foram expedidos 32 mandados de prisão e 80 mandados de busca e apreensão. Até o momento, 16 pessoas já foram presas, e as forças de segurança seguem em diligências para cumprir as demais ordens judiciais.
Durante a operação, em um dos alvos, foram apreendidos aproximadamente 32,6 quilos de substância com características semelhantes à cocaína. Em outro ponto, os policiais localizaram cerca de 1,2 tonelada de maconha, além de 17,6 quilos de crack, 15,1 quilos de haxixe, comprimidos de ecstasy e substâncias utilizadas para mistura de drogas. No mesmo local, também foram apreendidas três pistolas calibre 9 mm, uma carabina calibre 5,56 mm, uma granada de mão, mais de 200 munições e dois kits de conversão de armas.
A operação contou com o apoio de diversas unidades da Polícia Civil de Santa Catarina, além de forças de segurança de outros estados, como Paraná, São Paulo, Mato Grosso do Sul e Rio Grande do Sul, bem como da Polícia Penal e da Polícia Científica.
As investigações continuam com a análise dos materiais apreendidos e dos dados obtidos, com o objetivo de esclarecer completamente a estrutura da organização criminosa, identificar seus integrantes e mapear o patrimônio oriundo das atividades ilícitas.


Comments (0)