Quem não tem onde descartar pneus, eletrônicos velhos ou garrafas de vidro, pode deixar esses materiais no Ecoponto, em Araranguá. O projeto, que agora funciona no pátio de máquinas da prefeitura municipal, recebe esse tipo de lixo que não pode ser dispensado junto dos detritos comuns. Ligada à prefeitura, a iniciativa é uma parceria entre a Fundação Ambiental do Município de Araranguá a Fama, e a Secretaria de Obras, e armazena estes materiais além de lixo reciclado para que outras pessoas possam retirar. “O Ecoponto é importante por causa disso, porque se não existisse, apareceriam pneus em várias partes da cidade acumulando água para o mosquito da dengue… É uma função muito importante”, explica o diretor superintendente da Fama, Maureci Raul Rodrigues.

Apesar de todo o trabalho realizado para coletar o lixo, ainda há quem descarte materiais que não podem ser depositados em aterros sanitários, jogando-os em ruas e em áreas menos habitadas do interior do município. Segundo Maureci, as reclamações sobre esse tipo de poluição chegam diariamente à Fama. No caso de sofás velhos ou armários quebrados, quem quiser se desfazer desse lixo pode entrar em contato com a prefeitura, que coleta o material. 

Mesmo assim, defende que o trabalho de conscientização da população continua, além da articulação para implantar a coleta seletiva em Araranguá. “Isso é uma ação da prefeitura e é necessária. Só o Ecoponto não dá conta”, comenta.

Adelmo de Assis Martins é quem recebe o lixo que é levado ao local. Segundo ele, o maior volume de material entregue hoje é de pneus e vidro, além de lixo reciclado. Por causa da pandemia, o movimento diminuiu, mas com mais divulgação, a tendência é que a procura aumente nas próximas semanas. No ato da entrega, não é preciso passar por nenhum protocolo burocrático, já que o objetivo é proteger o meio ambiente tirando esse lixo das ruas. 

Para ele, o Ecoponto trouxe mais consciência sobre o descarte correto do lixo. “É isso que traz as pessoas aqui, a consciência, a certeza de que tem um lugar apropriado para elas destinar o seu lixo. As pessoas têm a consciência de que, mais do que nunca, é preciso reciclar”, opina.

Além de fazer o trabalho de receber esse tipo de lixo, o Ecoponto ainda tem espaço para solidariedade. Caso alguém queira fazer doações de móveis velhos em bom estado, Adelmo diz que é possível encontrar alguém para receber. “Quanto a um sofá velho, um armário em estado de uso, a gente consegue doar”, diz.

 

Limpeza urbana

A imagem se repete em muitas áreas pouco habitadas e beiras de estradas. É lixo abandonado, restos de construção, até móveis quebrados, tudo jogado poluindo o meio ambiente. Para combater este problema, fiscais da prefeitura de Araranguá estão nas ruas para identificar o descarte incorreto destes materiais. Se alguém for flagrado fazendo isso, será notificado. “Não conseguimos coibir a prática, mas quando fazemos mutirão e passamos naquele bairro, fazemos a limpeza, para não deixar aquele aspecto feio no bairro”, explica o secretário de Obras de Araranguá, Afrânio Ronconi.

Ele admite que há pontos em que a prática é recorrente, mas espera que, ao ver o aspecto limpo e organizado das áreas já limpas, os cidadãos que poluem as ruas pensem melhor antes de despejar sua sujeira em qualquer lugar.

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