A estiagem que assola o Oeste há cerca de 40 dias repercutiu com força na sessão virtual de quarta-feira (4) da Assembleia Legislativa, com deputados sugerindo o desbloqueio de recursos em Brasília para mitigar a falta de água em Chapecó e região.

“Não há perspectiva nenhuma de chuva, falo de chuva significativa. Já tem rodízio de abastecimento de água, Chapecó é um desses municípios, e não há previsão de quando o abastecimento será normalizado. O lajeado São José está praticamente seco e o rio Tigre ainda se mantém, mas não consegue garantir o abastecimento”, destacou Padre Pedro Baldissera (PT).

O deputado lamentou os prejuízos à lavoura de milho e avaliou que a quebra na safra poderá comprometer a silagem para os animais no inverno, impactando diretamente as famílias.

“Sempre avisamos que ia acontecer, agora avisamos que situação vai se agravar a cada ano que passa. Precisamos recuperar a capacidade de mananciais, com tratamento cuidadoso da água subterrânea e encontrar formas de acumular água nos meses chuvosos para utilizar nos meses de estiagem”, defendeu o parlamentar, que citou o exemplo das cisternas.

Cesar Valduga (PCdoB) concordou com Padre Pedro e sugeriu que o Ministério da Integração desbloqueie R$ 189 mi destinados à captação de água no rio Chapecozinho para suprir a demanda de Chapecó e região.

“Segundo as palavras da população, se fala em água só na época de estiagem, mas temos projeto licitado e está contingenciado no Ministério da Integração para captação de água no rio Chapecozinho. Nossos senadores, a bancada federal, vamos descontingenciar os recursos de R$ 189 mi, que façamos um requerimento em conjunto com todos os deputados”, propôs Valduga.

Moacir Sopelsa (MDB) apoiou o descontingenciamento.

“Vi as imagens da situação da barragem que abastece Chapecó, pode contar comigo no apoio ao descontingenciamento. Que o governo federal crie vergonha, descontingencie os recursos e mande para Santa Catarina para captar água, que o povo está desesperado”, descreveu Sopelsa.

Valdir Cobalchini (MDB) e Neodi Saretta (PT) acompanharam os colegas.

“Falta priorização para a prevenção do fenômeno que se repete, a estiagem que enfrenta o Grande Oeste é terrível, já tem prejuízos que se acumulam, nossos animais dependem de água transportada, as prefeituras nunca trabalharam tanto e têm cidades que falta água para o consumo das pessoas. A situação ficará dramática pelas perspectivas que temos”, declarou o representante de Caçador.

Cobalchini sugeriu que a casa integre o Comitê de Crise criado para enfrentar a estiagem e pediu que o Executivo, através das secretarias e empresas, “estenda a mão aos municípios”.

“A seca assola violentamente o Oeste, no início do ano a região passou por uma longa estiagem e agora há 40 dias não chove, as agroindústrias e os produtores estão puxando água”, lamentou Saretta.

0 Comentários

Comente essa publicação