A região do Geoparque Cânions do Sul recebe, entre os dias 12 e 16 de novembro, a visita de dois profissionais para avaliar os trabalhos e aptidão do território para fazer parte da Rede Mundial de Geoparques da Unesco (Global Geoparks Network).
Geólogos experientes e reconhecidos na gestão de geoparques, eles conhecerão geossítios, mostra de produtos locais, exposições e outros pontos para coletar evidências de que o fomento da conservação do patrimônio geológico e cultural, educação e turismo sustentável, foi de fato realizado com a população. Reuniões com prefeitos, comitê científico e equipe técnica também estão na programação da visita. Pesquisadores especialistas em diferentes áreas deverão acompanhar a visita e apresentar pontos específicos da região.
“É o momento de consolidar o trabalho que foi realizado até agora, avaliar o que pode ser melhorado e concentrar esforços para seguirmos executando ações consistentes em prol da região. Esta missão brinda a dedicação de todos que fazem parte da trajetória em busca do reconhecimento como Geoparque Mundial”, declara Carlos Souza, prefeito de Torres e presidente do Consórcio Intermunicipal Caminhos dos Cânions do Sul.
A expectativa é que a aprovação venha já no ano que vem, após o Conselho de Geoparques da Unesco avaliar o relatório feito pelos avaliadores. Após o reconhecimento, são esperadas novas oportunidades de divulgação e mais valorização do turismo sustentável e de pesquisas científicas na área.
O Geoparque Cânions do Sul é formado pelos municípios de Cambará do Sul, Mampituba e Torres, no Rio Grande do Sul; e Praia Grande, Jacinto Machado, Morro Grande e Timbé do Sul, em Santa Catarina. O território possui área total de 2.830 km2 e cerca de 74 mil habitantes.
Se aprovado, o Geoparque será um dos 169 já reconhecidos no mundo, e o segundo no Brasil. O primeiro é o Geoparque de Araripe, no Ceará.
O Geoparque começou a ser planejado em 2007, entre os estados de Santa Catarina e Rio Grande do Sul, por iniciativa do prefeito de Praia Grande, na época, João José de Matos. Em 2009, uma parceria entre a Secretaria de Desenvolvimento Regional (SDR), de Araranguá e Amesc passou a coordenar as ações do projeto, desta vez com um território que compreendia 19 municípios.
Nos anos seguintes, estudos foram feitos na área e em 2014, a área do Geoparque foi reduzida para os atuais sete municípios.
O processo avançou para a criação oficial do Consórcio Público Intermunicipal Caminhos dos Cânions do Sul em 2017. O órgão ficou responsável pela gestão do projeto, que em 2019 foi resumido em um dossiê enviado à Unesco pelo Consórcio, oficializando o processo de candidatura.
Avaliadores da Unesco visitam Geoparque Cânions do Sul neste fim de semana
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