Um boletim de ocorrência registrado na Polícia Civil relata que uma estudante de 15 anos teria sido agredida durante uma briga na Escola de Educação Básica de Araranguá (EEBA), no Centro da cidade. Segundo o documento, o fato ocorreu por volta das 9h da terça-feira (20) e foi registrado na Delegacia de Proteção à Criança, ao Adolescente, à Mulher e ao Idoso (DPCAMI).
O que consta no registro
De acordo com o boletim, tudo teria começado com um desentendimento dentro da sala de aula envolvendo o empréstimo de uma tesoura. Conforme o relato, um aluno teria ameaçado agredir uma colega e, na sequência, passou a atacá-la fisicamente.
O documento aponta que a estudante de 15 anos e outras alunas intervieram para tentar interromper as agressões e proteger a colega, mas também teriam sido agredidas. Ainda conforme o registro, a confusão foi contida pela intervenção de outro estudante. O fato comunicado consta como lesão corporal leve.
Relato da mãe
Em outro registro feito na Polícia Civil, a mãe de uma das estudantes informou que foi até a escola depois de saber que a filha teria sido agredida por dois estudantes. Conforme o relato, foi necessário que professores e o vigilante da escola a contivessem.
Manifestação da escola e da CRE
Após as denúncias, a EEBA e a Coordenadoria Regional de Educação (CRE) divulgaram uma nota de esclarecimento, publicada na íntegra abaixo.
“NOTA DE ESCLARECIMENTO
A Escola de Educação Básica de Araranguá (EEBA) e a Coordenadoria Regional de Educação (CRE) de Araranguá repudiam veementemente qualquer forma de violência, reafirmando o compromisso com a segurança, o respeito e a integridade de toda a comunidade escolar.
Em relação aos fatos ocorridos na unidade escolar, os estudantes envolvidos foram inicialmente afastados das atividades presenciais pelo período de três dias, como medida de segurança diante da situação registrada.
Posteriormente, por decisão dos familiares, os estudantes permaneceram afastados das atividades presenciais, com a realização de atividades pedagógicas em regime domiciliar (RAD).
Em relação ao próximo ano letivo, os familiares manifestaram interesse no afastamento dos estudantes da própria unidade escolar. Dessa forma, até o momento, não houve necessidade de intervenção específica da escola ou da CRE para efetivar essa mudança, uma vez que a intenção de afastamento partiu dos próprios responsáveis.
A escola e a Coordenadoria Regional de Educação seguem acompanhando a situação, mantendo-se vigilantes e comprometidas com a adoção das medidas cabíveis, dentro de suas atribuições, para preservar um ambiente escolar seguro, respeitoso e livre de violência.
Escola de Educação Básica de Araranguá – EEBA
Coordenadoria Regional de Educação de Araranguá – CRE”
Os casos foram registrados na DPCAMI, que deve investigar o caso. O fato também foi levado à Defensoria Pública pelas mães dos adolescentes envolvidos.














▍ Deixe o seu comentário