O que antes poderia ser um momento de desconforto hoje é vivido com mais tranquilidade, confiança e, em muitos casos, sorrisos. Há um ano, barbeiros voluntários dedicam tempo e trabalho para oferecer cortes de cabelo, cuidados com as unhas e serviços de barbearia aos educandos da Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais (APAE) de Criciúma.
Realizada sempre na última segunda-feira de cada mês, a ação atende educandos de diferentes idades e já passou a fazer parte da rotina da instituição. Além dos cuidados pessoais, o projeto proporciona momentos de convivência, interação e acolhimento.
“Ao longo desse primeiro ano foi criado um vínculo muito especial entre os profissionais, os educandos e a instituição. Para nós, é muito significativo poder dar continuidade a essa parceria e perceber como a ação se tornou parte da rotina da Apae”, destaca a coordenadora pedagógica da entidade, Daiane Rodrigues Rezende Rubbo.
Voluntários dedicam tempo e trabalho
A iniciativa conta com a participação dos barbeiros Dhonatan Pereira, Daniela Colle, Douglas Pereira, João Victor Gomes e Felipe Silva, que disponibilizam tempo e trabalho voluntariamente para atender os educandos.
“É uma iniciativa que demonstra o quanto a solidariedade e a participação da comunidade podem fazer a diferença na vida dos educandos e de suas famílias”, ressalta Daiane.
Além dos serviços de beleza, os voluntários também proporcionam momentos de música e espiritualidade. Em algumas ocasiões, amigos convidados levam violão, cantam com os educandos e compartilham mensagens de fé e esperança.
Momento de convivência e socialização
Para a coordenadora, a atividade vai além do corte de cabelo ou dos cuidados estéticos. Os educandos interagem com os profissionais, conversam, brincam e cantam durante os atendimentos.
“Os educandos gostam muito. É possível perceber a alegria e a empolgação durante a atividade. Muitos interagem com os barbeiros, conversam, brincam, cantam e aguardam esse momento com entusiasmo. Para eles, não é apenas um corte de cabelo ou um cuidado estético, mas também uma oportunidade de convivência, socialização e interação com pessoas que já fazem parte da rotina da instituição”, explica.
Ambiente conhecido e acolhedor
De acordo com Daiane, o ambiente de uma barbearia pode representar desafios para algumas pessoas. Sons, equipamentos e contato físico podem provocar desconforto ou resistência, especialmente entre educandos com Transtorno do Espectro Autista (TEA) que apresentam questões relacionadas à sensibilidade sensorial.
“Essa ação também é muito importante porque algumas famílias encontram dificuldades para levar seus filhos ou familiares para cortar o cabelo fora da instituição, especialmente no caso de educandos com Transtorno do Espectro Autista (TEA), que podem apresentar questões relacionadas à sensibilidade sensorial”, completa.
Na APAE, os atendimentos são realizados em um ambiente já conhecido pelos educandos, com profissionais que acompanham suas particularidades e diferentes formas de comportamento.
“Os barbeiros que participam do projeto já conhecem os educandos, suas particularidades e diferentes formas de comportamento, o que torna o atendimento mais tranquilo e humanizado”, frisa Daiane.
Cuidado que contribui para o bem-estar
A iniciativa também é apontada pela instituição como uma forma de contribuir para a autoestima, socialização, autonomia e bem-estar dos educandos.
“Essas ações são muito importantes porque proporcionam experiências diferentes da rotina e contribuem para a autoestima, a socialização, a autonomia e o bem-estar dos educandos, independentemente da idade”, conclui a coordenadora.
A iniciativa é fruto de trabalho de assessoria voluntária da disciplina de Assessoria de Comunicação, do curso de Jornalismo do Centro Universitário SATC, sob supervisão da professora Nádia Couto.












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