No programa Post Notícias desta terça-feira, 01/03 conversamos com Davi Ereno, pai da jovem Thamily Venâncio Ereno, morta aos 23 anos durante uma operação da Polícia Civil em Criciúma, no dia 21 de março. O caso gerou grande comoção e mobilização por justiça por parte de amigos e familiares da vítima.
Thamily estava em um carro de aplicativo com seu companheiro quando foram abordados por policiais civis em viaturas descaracterizadas e sem identificação. O alvo da operação era o companheiro da jovem, investigado por tráfico de drogas e associação ao crime. No momento da abordagem, o motorista do aplicativo deu marcha à ré, quando um disparo efetuado por uma policial civil atingiu a cabeça de Thamily.
O motorista foi preso e posteriormente solto após a revogação da prisão preventiva. A Polícia Civil atribuiu a responsabilidade pela abordagem armada ao condutor do veículo.
Em entrevista ao Post Notícias, Davi Ereno relatou o drama vivido desde o momento em que recebeu a notícia do baleamento da filha. Segundo ele, foi sua outra filha quem o informou sobre o ocorrido.
“Eu fui ao hospital e, até então, estava desnorteado, acreditando na recuperação dela e sem entender o que realmente tinha acontecido. Dois dias depois, Thamily faleceu, e só então soubemos que tudo fazia parte de uma operação policial contra o companheiro dela”, contou.
O pai da jovem afirmou que a família desconhecia qualquer envolvimento do genro com o tráfico e reforçou que Thamily não tinha qualquer ligação com crimes. Além disso, criticou a polícia pela exposição de imagens do inquérito policial nas redes sociais, o que, segundo ele, viola o segredo de justiça.
“Mensagens íntimas da Thamily com a família foram divulgadas de forma indevida”, lamentou.
A dor da família tem se transformado em luta por justiça. No último dia 29, uma manifestação pacífica foi realizada em frente à Divisão de Investigação Criminal (DIC) de Criciúma, reunindo amigos e parentes com cartazes pedindo respostas sobre o caso. “Não queremos vingança, queremos uma investigação justa e que esclareça os fatos. Até agora, ninguém da polícia nos procurou para conversar. A única coisa que nos deixaram foi um corpo no hospital e uma certidão de óbito”, declarou Davi Ereno.
O caso segue em investigação, e a família de Thamily espera que a verdade venha à tona e que os responsáveis sejam responsabilizados.











