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Padre Pedro: voto de Fabiano da Luz será para Carlos Moisés voltar

O deputado estadual Padre Pedro Baldissera esteve em Araranguá na tarde desta terça-feira (27), antes de deslocar para o Extremo-Oeste catarinense. Acompanhado do ex deputado José Paulo Serafim, o parlamentar se reuniu na Câmara com o vereador em exercício Ozair Banha da Silva, que cumpre sua última semana do rodízio do PT, e o suplente de vereador Eduardo Martinello.

Baldissera concedeu entrevista à coluna e falou sobre o julgamento de Carlos Moisés, candidaturas a deputado, senador e governador, além das possíveis coligações para 2022. Acompanhe:

 

Coluna – Como está o clima em Florianópolis em relação ao julgamento de Carlos Moisés?

Padre Pedro – O governo está parado O que a gente sente é que população está sofrendo um ônus muito grande em todos os aspectos. Teve uma parada antes, mais uma parada agora. Temos que tirar o estado do anonimato, e botar para trabalhar. [….] Eu, sinceramente [….] acredito que [….] o Moisés volta à função dele. […] Já discutimos (a bancada do PT). Votamos a favor do governador antes. Agora, mais ainda, porque temos a decisão da Justiça Federal, Ministério Público, Tribunal de Contas, Policia Federal, todos eles inocentaram o governador. Não há razão pra gente estar condenando, se todas as outras instituições absolveram ele. É até uma questão de Justiça.

 

Coluna – O deputado Fabiano da Luz é o oitavo voto. Será o voto que decide o processo?

Padre Pedro – Eu acredito que não. Eu to achando que, vamos ter votos de desembargadores desta vez também. […] porque a votação é de mérito. Antes era “tem indício, vamos investigar”, agora tem decisões lá de cima [….] a decisão é política também, mas é de mérito [….].

 

Coluna – E como está o clima na Assembleia Legislativa. Teve a questão do deputado Júlio Garcia, que vocês votaram para restabelecer o mandato?

Padre Pedro – Tendo em vista que foi uma decisão do ministro Fachin, que ele acatou o encaminhamento feito pela Assembleia Legislativa. […] acatou e disse que é a autonomia do parlamento, se é de nossa prerrogativa, nossa alçada, nós devolvemos o cargo ao Júlio, e ao mesmo tempo a questão da prisão preventiva (revogação). Ele não foi condenado, ele está sendo investigado. […] Não é qualquer juiz, que vai criar uma regra dentro do parlamento […].

 

Coluna – O PT definiu ter candidato, é o Décio Lima, repetindo 2018?

Padre Pedro – Definimos que o nome é de Décio Lima. Vamos colocar uma nominata proporcional forte de deputados federais e estaduais, chapa cheia. Não deliberamos ainda sobre a vaga ao Senado, primeiro levantamos a majoritária, um que puxe, no caso seria o Décio.

 

Coluna – Se o ex presidente Lula for candidato facilita para o PT?

Padre Pedro – Não tem dúvida, o ânimos será outro. […] Ele vai ser o nome para o cenário federal.

 

Coluna – Vocês estimulam candidaturas de lideranças do Sul?

Padre Pedro – Há muitas lideranças do Sul. Temos o Banha, o Serafim, e muitos outros que podem ser candidatos a deputado estadual, ou federal. Precisamos de nomes. O Sul não pode ficar sem ter candidaturas, nem podemos imaginar. Tem que ter 3 a 4 federais, 3 a 4 estaduais no grande Sul. […] Para eleger grande número de parlamentares.

 

Coluna – Vocês irão buscar coligação para formação de uma aliança da esquerda? Ou irão coligar com outros partidos de outros campos?

Padre Pedro – Queremos formar uma aliança de esquerda. […] Vamos tentar fechar um grande bloco, e dialogar em nível federal para ver a composição com outros partidos do arco de aliança federal. Conforme a definição federal, o bloco dialoga. Podemos até abrir mão de ter candidato, em troca de apoio à chapa federal.

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